ANAC: Cria Ranking Popular Para Avaliar as Cias Aéreas

22 de May de 2009 | Por | 12 Comentários More

A ANAC, querendo inovar, lançou um espaço no seu site para que os passageiros possam avaliar as cias aéreas que operam no país. As opiniões serão usadas para se criar um ranking de satisfação do consumidor.

Para poder participar, o consumidor tem que fazer um cadastro no site da ANAC.

Diante de um passado questionável de atuação a favor do consumidor, até que a iniciativa é positiva e se soma a outras como a liberação das Bandas Tarifárias recentemente implantadas pela ANAC.

Mas eu gostaria de ver a ANAC fiscalizando as cias aéreas e multando (recebendo as multas, o que não é algo comum) quando for notada alguma falta e facilitando a reclamação do consumidor, além de intermediar a mesma junto as cias aéreas. Um ranking real de reclamações montado tendo como base informações de consumidores coletadas nos aeroportos junto com uma verificação inicial imediata da agência sobre a pertinência da mesma, facilitaria muito mais as coisas.

Vamos supor que um dia a cia aérea cancele seu vôo e não te dê nenhum tipo de suporte com manda a lei.  Você procura o guichê da ANAC para fazer a sua reclamação e o fiscal vai imediatamente comprovar o fato no próprio aeroporto. Isso evitaria o estresse que o consumidor passa  diante das negativas da cia aérea em fornecer informações reais dos fatos e iria facilitar em muito a busca de seus direitos na justiça e a punição da cia aérea responsável por parte da ANAC. Caso o consumidor estive errado, automaticamente seria orientado que aquilo que ele deseja não tem fundamento ou que não poderia ser resolvido da forma idealizada inicialmente pelo mesmo.   Sonhar não custa nada mesmo…

Category: ANAC, Consumidor

Comentários (12)

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  1. ed says:

    Segunda a revist VEJA…

    Desde o ano passado, a Gol elabora um amplo plano de reestruturação. A próxima fase será ampliar em duas frentes seu programa de milhagens, o Smiles. Em primeiro lugar, ele abarcará novas companhias. A American Airlines e a Iberia devem estar entre elas. Depois, o Smiles e seu cadastro terão seus direitos vendidos a cartões de crédito administrados por dois bancos. Só com essa venda, a Gol pretende obter mais do que os 320 milhões de dólares pagos pela Varig. A operação está sendo negociada pelo dono da empresa, Constantino Júnior, mas pode ser anunciada pelo novo presidente do conselho de administração, Álvaro de Souza.

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    Ed,

    vou fazer um post em breve. Tenho minhas dúvidas de o quanto isso é bom para o associado Smiles..

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  2. felipe says:

    Rodrigo e amigos leitores…

    Gostaria de uma ajuda e sei que esse não é o tópico mais apropriado, mas como é o mais recente estou escrevendo aqui.

    Em julho vou viajar de São Paulo para Detroit, mas gostaria de fazer uma parada de alguns dias na escala em NY. Encontrei aqui no blog a informação de que isso seria um stopover, mas não consigo simular a compra desse tipo de passagem em nenhuma cia aerea.

    Você sabem me dizer se isso é possivel? Se sim, qual seria a cia mais indicada?

    Abraço,
    Felipe

    Responder

    ed respondeu:

    Felipe,
    acho que nao existe stopover para a America do Norte, somente para a Europa. Mas nao sou especilista nisso, sei como turista mesmo. De NY pra Detroit tem passagens baratas pela SpiritAir, mas ja faz alguns anos que viajei com eles. A NWA tambem era uma boa, mas agora que se fundiu com a Delta nao sei como andam as tarifas. Se liga que praticamente nao ha onibus do aeroporto de Detroit, so carro alugado e taxi. Parece loucura, mas eh verdade.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Felipe,
    Você vai conseguir fazer isso usando a ferramenta múltiplos destinos no site. Lembre-se que nem toda tarifa super promocional permite fazer stopover sem cobrar uma taxa e você vai pagar as taxas de aeroporto de qualquer forma. Mesmo assim, costuma sair muito mais barato que comprar uma perna isolada.

    O ideal é voar com cias que tem vôos diretos para NY (assim podem fazer conexão por lá). Se você não conseguir, procure um bom agente de viagens com acesso direto a um GDS que para ele isso é bem fácil por causa do sistema.

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  3. Diogo Pretto says:

    Eu já tido dado uma olhada no site da ANAC, muito bom isso, mas o ranking ainda está meio confuso. Fica por ordem de posição os dois primeiros e depois fica em ordem alfabética. Se melhorarem, vai ficar bom! Abraço

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  4. Fabio says:

    Entrevista com o fundador da Azul na Veja, ele simpesmente detona a concorrência rs.

    O empresário David Neeleman, 49 anos, é crítico em relação aos concorrentes e avisa: “A guerra de preços está só começando”. Ele concedeu a seguinte entrevista à editora Monica Weinberg.

    Como o senhor vê o mercado brasileiro de aviação? Ele é pouco competitivo e pouco inovador. Como não há concorrência, as pessoas acabam pagando caro por um serviço frequentemente ruim. Basta dizer que para viajar com a TAM ou a Gol é preciso enfrentar escalas e mais escalas até chegar ao destino final. Essas empresas só copiam umas às outras e não criam nada realmente novo que possa significar um salto para elas próprias – e para quem viaja de avião.

    Cobrando tarifas tão baixas, o senhor está pagando para voar no Brasil? Em alguns casos, sim. Não temos lucro nenhum com aqueles bilhetes de 39 reais. Ao contrário. Pagamos por eles. A Azul tinha duas alternativas: investir 5 milhões de reais em propaganda ou criar um fato novo no mercado. Optei pela segunda. Nenhuma outra estratégia de divulgação teria sido tão eficaz.

    TAM e Gol também reduziram os preços de alguns voos. Qual é o limite da Azul nessa guerra? Temos muito mais fôlego para bancar o prejuízo do que uma TAM. A diferença essencial entre nós, nesse caso, é que a TAM é dona de 50% do mercado e a Azul, de apenas 3,6%. Significa que o prejuízo deles incide sobre uma base infinitamente maior. Querem nos sufocar baixando preços, mas aviso que é perda de tempo.

    Por que o senhor está tão confiante? Começamos a Azul com 200 milhões de dólares – mais dinheiro do que qualquer outra empresa aérea no mundo. Podemos nos dar ao luxo de passar um bom período no Brasil sem lucrar. De onde saiu esse dinheiro, se preciso, virá mais. Inspiro segurança. Criei a JetBlue. Ninguém no Brasil tem um currículo parecido.

    A crise atrapalha os planos da Azul no Brasil? Ao contrário. Aposto que a crise abrirá oportunidades, como tradicionalmente ocorre com companhias low cost em tempos difíceis. Conseguimos crescer 30% no mês passado. São as empresas que vendem passagens caras, como TAM e Gol, que realmente sofrem.

    Está mais difícil obter crédito? As portas dos bancos estão, sem dúvida, mais fechadas. Conseguimos financiamento com o BNDES. É de interesse do governo brasileiro. Cada avião rende em impostos ao país 12 milhões de reais por ano. Infelizmente, certos políticos parecem não entender isso.

    O senhor incluiria nesse rol o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com quem a Azul teve recente embate? Nós queríamos operar no Santos Dumont e o governador achava que, com mais voos ali, o aeroporto internacional da cidade ficaria às moscas. Nunca concordei com essa visão protecionista. Acho que há demanda para todos e que a livre concorrência se encarrega de melhorar o serviço. A Anac, felizmente, ficou do nosso lado e liberou os voos.

    A política costuma atrapalhar na aviação? Isso pode ocorrer tanto pelo excesso de interferência como pela ausência do estado. Dou um exemplo: a falta de um bom sistema de transporte público no Brasil, que ligue os aeroportos às cidades do entorno, atrapalha muito. Em Campinas, tivemos de disponibilizar ônibus até São Paulo.

    Outras empresas no Brasil já tentaram – sem sucesso – explorar rotas entre cidades menores. Por que daria certo agora? Primeiro, porque estamos usando os aviões certos, da Embraer, cuja tecnologia resulta numa operação de voo mais econômica. Outro ponto é que só agora a classe C brasileira se tornou tão numerosa. E, como ocorre em qualquer país em que a renda sobe, ela também vai querer viajar de avião.

    Há muita gente da classe C nos voos da Azul? Uma pesquisa interna mostra que 80% dos nossos passageiros jamais haviam pisado num avião antes. Os outros vêm das concorrentes. Num voo, reconheço os novatos de longe. Eles passam a viagem inteira com as mãos atracadas ao assento e entram no avião com roupa de festa. Precisamos atrair mais dessas pessoas.

    O senhor tem uma ideia de como fazer isso? Pretendo criar uma financeira para conceder crédito a quem não pode pagar a passagem à vista. Esse é um ponto em que o mercado brasileiro também precisa avançar.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Fábio,

    Vamos por partes:

    Primeiro ele revela que fazer promoção é uma forma de marketing barato. Por isso é que eu tenho alertado obre essas promoções e evito ficar fazendo post a toda hora falando da Azul como ela gostaria (ela libera informações todo dia usando a mídia para divulgar sua marca). Portanto, mais que para favorecer a concorrência, isso favorece a própria Azul.

    Quanto ao papo de popularização das passagens aéreas, faça uma busca e vai ver que os discurso da Gol era muito semelhante quando entrou no mercado para briagar com a Varig e Tam. Por isso ainda aguardo a Azul crescer para ver qual vai sua postura de longo prazo.

    Realmente o mercado merece concorrência, mas o diretor de Marketing da Azul, o Panda, cansou de postar no site dele o Jetsite que ele achava que não havia espaço para concorrência no mercado brasileiro e que a consolidação era o caminho.

    Olha, se tivesse infraestrutura de acesso a aeroportos no Brasil, todas as cias estariam ganhando muito dinheiro e as cias rodoviárias tentando sobreviver. Fornecer ônibus até aeroportos secundários sempre foi uma forma das cias levarem passageiros a aeroportos de menos fluxo. No caso da Azul, além disso, é uma forma de marketing muito eficiente e interessante.

    Acredito que a Azul possa até vir a ser algo diferente das demais, mas como toda a estratégia dela é usar frases de efeito, promoções e a mídia para se postar no mercado, quero ver ela conseguir um espaço de verdade no mercado brasileiro para poder analisar qual é realmente a filosofia Azul.

    um abraço

    Responder

    Fabio respondeu:

    Sim, entendo desta forma também, a Azul esta do lado dos clientes assim commo a Gol estava tempo atrás.
    O que você acha do programa de fidelidade da Azul, que ao invés de pontos “premia” com crédito de 5%?
    Eu acho, menos “estimulante” que o sistema tradicional.

    Abraços

    Responder

  5. Fabio says:

    Rodrigo, a Veja noticia novidades no lanchinho da Gol.

    NA REVISTA: AVIAÇÃO
    Lanche cobrado

    A boa notícia: a partir de segunda-feira, quem voar pela Gol saindo do Aeroporto de Cumbica poderá comer mais do que amendoim e beber refrigerantes. Serão oferecidos vários tipos de sanduíche, cappuccino, achocolatados, chás diversos, chocolates, vinhos importados etc. A má notícia: a Gol cobrará por tudo isso. Será a primeira no Brasil a adotar um modelo que algumas companhias aéreas de baixo custo na Europa e nos EUA já utilizam: a cobrança do serviço de bordo. De graça, portanto, apenas a dupla amendoim e refrigerante. Já barrinhas de cereal, nem pagando: foram aposentadas pela Gol. Inicialmente, só os voos de Cumbica para Recife, Belém, Salvador e Porto Alegre terão a novidade, que será estendida aos poucos para todas as rotas.

    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/

    Responder

  6. Josue says:

    Olá Rodrigo, deterei-me sobre o tópico principal:
    Funciona direitinho no site da ANAC o espaço do passageiro.
    O link é: http://www.anac.gov.br/passageiro/
    O usuário precisa se cadastrar e depois avaliar quantas cias aéreas quiser e poderá atualizar as avaliações posteriormente.
    Bem que a ANAC poderia divulgar melhor este serviço do site nos aeroportos, né?
    Só pra descontrair dei nota 2 no serviço de bordo da Varigol, afinal servirem somente um mini misto frio num vôo de 4 horas (MAO-GRU) é demais, ou melhor é de menos hein?
    Um ótimo final de semana!
    PS. Rodrigo, como é que consigo postar no blog minha últimas experiências com a GOL?

    Responder

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