Atualizando e Analisando as Notícias da Aviação #13

4 de September de 2011 | Por | 12 Comentários More

Esse post contém pequenas análises de algumas das notícias já divulgadas através do Twitter do Aquela Passagem nos dias anteriores e que podem ser vistas no topo da coluna da direita deste site/blog. Muitas informações aparecem primeiro lá!

Uma notícia agitou o meio de quem gosta de aviação. A Emirates negocia com a Infaero para usar o mama jumbo A380 na sua rota São Paulo/Dubai a partir de dezembro. A Infraero deu sinal verde desde que o pouso e a decolagem ocorresse fora do horário de pico. Assim, a cia deve ter que alterar os horários previstos. Pessoalmente, adoraria voar no A380 a partir do Brasil, mas nas condições atuais pode ser um pesadelo embarcar, desembarcar e passar pela imigração em Guarulhos devido ao grande número de passageiros concentrados em um mesmo curto período de tempo. Nos bons aeroportos, o embarque e desembarque ocorre em dois andares de forma a dar mais fluidez ao processo…

Após 4 meses de operação, a Singapore está comemorando 80% de ocupação média (também na Executiva) na rota São Paulo/Barcelona e planeja transformar o vôo em diário em 2012.

A Americanvende passagens para o novo vôo Manaus/Miami que será operado a partir de junho de 2012. A mesma American estaria interessada em operar vôos ligando Miami a Porto Alegre.

A Pluna não para de investir no Brasil. Apesar de já ter um grande número de vôos partindo de Guarulhos, vai adicionar um segundo vôo no aeroporto de Viracopos em Campinas. Será operado 6x por semana (exceto às sextas). Falando em Pluna, ela aumentou os valores cobrados pelo despacho de bagagem e de excesso de bagagem. Passagens compradas no Brasil e partindo do Brasil continuam isentas dos primeiros 20 kg de bagagem.

A Copa deve começar a voar para Montego Bay na Jamaica a partir de dezembro. Mais um destino no Caribe para quem parte do Brasil e faz conexão no Panamá. Dá inveja ver cias como a Copa, Pluna e American aumentando seus destinos e presença nas Américas e Caribe enquanto a Tam fala de um aumento menor da frota e de redução de vôos internacionais a partir do Rio de Janeiro.

Gol estará fazendo vôos semanais fretados pela CVC ligando São Paulo via Manaus à Cancun e deixou os planos de um vôo fretado para Jamaica para o próximo ano.

Enquanto isso, a Infraero continua administrando os aeroportos sem ter foco nos seus usuários. Como fim de contratos em vários aeroportos do Brasil, vários estabelecimentos estão sendo obrigados a fechar suas portas mesmo que os locais não tenham ainda sido licitados para novos permissionários. Enquanto isso, os usuários que já pagam caro por serviços nesses aeroportos perdem algumas poucas opções que já tem. Um exemplo é que está acontecendo no Salgado Filho em Porto Alegre. (Obrigado ao Gabriel Britto pela dica do Salgado Filho). Mais uma vez, falta definição de parte dos gestores de que tipo de aeroporto queremos ter, o que ultrapassa a simples análise de quem quer pagar mais para a Infraero (e depois cobra mais caro do consumidor) pelo espaço que ocupam nos aeroportos.

Tem coisas que achei que nunca sairiam do papel, mas pelo menos posso renovar minhas esperanças: Guarulhos, Galeão e o aeroporto de Curitiba devem receber o sistema que permite o pouso de aeronaves mesmo com visibilidade muito reduzida (ILS3). Para isso acontecer, é necessário que os aeroportos e aeronaves estejam equipados e os pilotos treinados. Se as cias não investirem no treinamento, você vai continuar vendo vôos de algumas cias aéreas decolando e pousando enquanto outros de outra cia aérea são cancelados ou atrasados por causa do “tempo”…. O investimento do Governo tem sido justificado pela Copa (como se no dia a dia não merecêssemos isso) e algumas cias reclamam que o treinamento para o uso desses sistemas é caro demais (entenda-se, o passageiro não é uma das nossas prioridades, os lucros são!). Viva o Brasil!

A ANAC que deveria fiscalizar, fez uma nova norma obrigando as cias aéreas a criarem guiches para receberem exclusivamente as reclamações dos consumidores. Mais um local para você ver suas reclamações virarem apenas um número sem importância… Como elas nunca foram fiscalizadas e multadas de forma a ter impacto nos seus balanços, não espere melhores respostas do que as atuais…

A Patrícia do Turomaquia fez um ótimo post que pode interessar a quem for fazer uma conexão longa no aeroporto de Barajas em Madri.

Uma pequena revolução está ocorrendo no mercado asiático e da Oceania em termos de aviação:

A iniciativa da Singapore de criar uma low cost própria usando B777 (já criou a empresa, que ainda não tem nome fantasia definido, e já contrata pilotos) gerou uma resposta rápida dos concorrentes locais. A malaia Malaysia, cia aérea 5 estrelas Skytrax, que anda tendo dificuldade em enfrentar a Singapore e a também malaia low cost Air Asia, decidiu-se associar à última. A associação será feita por meio de trocas de ações entre as duas cias. Assim ela poderá escolher melhor as rotas aonde quer disputar coma Singapore e deixar as menos rentáveis para serem operadas pela Air Asia sem que o grupo perca mercado.

Na Austrália, a Qantas anunciou um plano de reestruturação que envolve demissão de cerca de 1 mil pessoas, redução de rotas (passará as rotas para Londres via Hong Kong e Bangkok para a British e focará nas rotas para Cingapura) e pretende criar uma nova divisão de vôos premium. O sucesso da low cost Jetstar (do mesmo grupo da Qantas), a concorrência com a Singapore e os balanços nada animadores são tidos como os motivos dessas mudanças.

O Japão por muito tempo resistiu as chegadas das low costs, mas agora entrou definitivamente no mapa delas. A low cost Air Asia associou-se à japonesa ANA para criar a Air Asia Japan. A reposta veio com uma associação entre a Qantas, Jal e Mitsubishi para criar uma outra low cost no Japão, a Jetstar Japan.

Um pouco fora do tema, mas informação é uma informação muito útil: Para quem gosta de aproveitar as barganhas que acontecem no mercado americano de cruzeiros durante a temporada de furações, vale a pena ler como as grande operadoras lidaram com as mudanças forçadas pela passagem do furação Irene. A boa Royal Caribbean não saiu bem na fita diante das concorrentes. Mais tarde, tentou mudar um pouco a má impressão deixada. As barganhas continuam valendo a pena, mas é bom o consumidor saber o que pode acontecer se a natureza não cooperar com seus planos.

 

Tags: , , , , , , , , , ,

Category: Cias Aéreas

Comentários (12)

Trackback URL | Comments RSS Feed

  1. Emilio says:

    Rodrigo,

    Gostei da dica da Patrícia do Turomaquia. Valeu ! Pois eu irei para Madri no ano que vem.

    Abraços

    Responder

  2. Aline Lima says:

    Rodrigo,
    O único motivo de eu não ter feito um post sobre o A380 em São Paulo foi porque a própria Emirates ainda não admitiu nada sobre a rota – apesar de num briefing outro dia, um cabin crew manager disse que 380 pra São Paulo, só em meados do ano que vem, quando tivermos umas 25 aeronaves. No momento temos 15, mas semana que vem (ou na próxima?) virão duas novinhas de Hamburgo e haverão dois voos COM passageiros HAM-DXB. Não será um voo ferry porque a tripulação está completa; se fosse ferry, era só levar o mínimo para cobrir as portas.

    Sobre o embarque em São Paulo levar muito tempo, te garanto que vai ; ser mais rápido do que em Jeddah, na Árabia Saudita onde chegamos a embarcar 517 de ônibus. O embarque lá às vezes é mais longo do que o próprio voo em si (2:30 minutos contra 2:05 de voo). O jeito em São Paulo vai ser conectar os fingers em duas portas: os passageiros da First e Business embarcam pela primeira porta (ML1) e sobem as escadas internas do avião para acessar o upper deck e os passageiros da econômica embarcam pela segunda porta (ML2). Se bem que, assim que não houverem mais passageiros First/Business para embarcar, os passageiros da econômica poderão ser redirecionados à primeira porta (ML1). Passageiros em cadeiras de rodas que viajam no upper deck não precisam se preocupar: há uma cadeira de rodas à bordo que sobe e desce escadas (scalamobil). E embaque assim funciona, pois já foi feito desta maneira em Auckland temporariamente quando o finger que dava acesso ao upper deck quebrou por uns dois meses.

    Meu maior medo em realação à esse voo não vai ser embarque e desembarque, e sim, a chegada de bagagens na esteira. Quando vou ao Brasil num 777 mesmo, as bagagens demoram a sair, e uma esteirinha daquela não comporta nada, imagina mil malas (489 passageiros x 2 malas cada, fora os excessos) naquilo? É esperar pra ver…

    Abraços!

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    517 de ônibus…. pesadelo logístico… Aqui tem malas, imigração, alfândega e Free Shop limitado…

    Mas se andaram pedindo autorização é pelo menos porque avaliam a possibilidade. O Slot já tem, mas não serve para essa aeronave…. Uma vergonha isso no Brasil.

    Responder

    Aline Lima respondeu:

    Sim, é um pesadelo, tanto para os passageiros, como para os ground staff e para nós, principalmente no verão, já que ficamos com as portas da aeronave por até 4hrs com um calor de 40 e tra lá lá e o ar condicionado da aeronave apenas não dá conta. Mas o motivo principal de fazermos um voo tão curto com pouca (ou praticamente nenhuma) logística, é pelo fato dos $audita$ reclamarem que não tinha um voo entre JED e DXB com uma primeira classe de verdade (antes era operado com um 777ER, duas classes 42/393), já que apenas quem voava primeira classe de DXB em diante ficaria na Business entre JED e DXB. Mesmo que você tivesse um voo na classe executiva à partir de Dubai, o primeiro trecho era feito em classe econômica. Além disso, os voos são sempre lotados de peregrinos indo à Mecca….
    Mas voltando à São Paulo, o voo vive lotado, mesmo em baixa temporada, porque é muito utilizado não só por brasileiros, mas sul-americanos em geral indo à Asia. Da última vez que estive em São Paulo, minha amiga deixou eu ver a lista de passageiros, e um bom tanto das pessoas estavam indo para várias outras capitais, como Assunção, Buenos Aires, Santiago, Lima etc. É uma vergonha, sim, vamos ver no que vai dar, mas sinceramente acho que se voarmos com o A380 para o Brasil, isso poderá gerar reclamações para a Emirates (apedar dela não ter culpa como a Infrazero administra os aeroportos)

    Responder

    David Rabelo respondeu:

    Aline, excelente comentário. Posso relatar que em minha última passagem por GRU, chegaram no mesmo terminal apenas 2 voos internacionais, MIA e DXB, ambos de 777. Esperei por quase 1h minha bagagem e depois +1 no free shop. Eu acharia isso normal no horário de pico, porém era madrugada de domingo pra segunda!

    Precisamos de capacidade para operar um voo nesta proporção.

    Responder

    Aline Lima respondeu:

    David,
    Estive no Brasil três vezes nesse ano e tive sorte em todas as vezes. A imigração foi rápida e, em duas das três vezes a mala até que saiu consideravelmente rápido. Apenas na última vez demorou uns 40 minutos. O duty free em São Paulo eu ignoro. Da última vez que estive
    aí porém, fui buscar meu irmão numa segunda-feira à tarde e entre e pouso e encontrar meu irmão no saguão, levou mais de 1hr30. Ele nem tinha bagagem despachada e chegou num voo da Emirates. Ao mesmo tempo chegaram Singapore, Qatar e KLM (todos em 777), fora um voo da TAM (provavelmente um A320?). Sim, era segunda-feira, e era 16:40 quando ele pousou. A Infrazero liberou o pouso exatamente nessa faixa de horário (16 as 16:30, que aliás, a Emirates já tem o horário previsto para chegada em GRU às 16:30 desde março, se não me engano). Vai ser o caos.

    Responder

  3. Alter says:

    Vou para madri no fim do ao, valew a dica.

    Abraço!

    Responder

  4. Quantas horas levaria um hipotético voo POA X MIA? 12 horas num 767?

    Responder

    David Rabelo respondeu:

    Não chega a tudo isso. Algo em torno de 10hs.

    Responder

    Felipe respondeu:

    Será que não daria menos de 10hs???

    O voo mia-mvd da AA tem duração de 09h10min.

    Responder

  5. Fábio G. says:

    Milhas de empresa aérea somem, afirma Pro Teste

    http://www.agora.uol.com.br/grana/ult10105u974304.shtml

    Responder

  6. Gabriel Borges says:

    Rodrigo, primeiramente parabéns pelo blog e muito obrigado pelas dicas sempre muito valiosas.

    Estive em ferias nos últimos dias aproveitando varias dicas passadas pelo site e gostaria de dividir minhas impressões com você e todos visitantes do site.

    Aproveitei a promoção inaugural do vôo da copa de POA para PTYe também de PTY para YYR com uma conexão no Panamá de 9 hs. O vôo de ida foi bastante tranquilo apenas percebi que o aeroporto de POA não se mostra preparado para embarques internacionais como esse a 1 da manha uma vez que varias lojas ficam fechadas e não se encontra nem mesmo aqueles sacos plásticos de 20 cm x 20 cm para embalar líquidos menores que 100ml da bagagem de mão. Assim sendo ao passar pelo raio x tivemos que jogar fora perfumes e pasta de dentes pois nossa bagagem principal já havia sido despachada e não havia qualquer atendente da copa na área de checo in quando aind faltava 40 min para o vôo.

    Durante nossa escala em PTY fomos bem recebidos e indicados pelo quiosque de informações turísticas a uma daquelas excursões que vc havia comentado em seu post sobre o panamá. Fizemos uma que passou pelas eclusas de miraraflores, depois o armador causeway e por ultimo o centro histórico. Essa excursãoque custa 30 dólares por pessoa, saiu as 9:30 e retornou as 13:00 cumprindo o proposto a contento. Ao retornar ao aeroporto ainda aproveitamos para pegar o shuttle grátis para o metromall o shopping mais próximo ao aeroporto(10 min). Shopping padrão Brasil/ multiplan muito bonito/ limpo / seguro e com preços interessantes para o Caribe mas não se compara aos preços dos EUA.

    O vôo para Yyz também foi tranquilo sem quaisquer incômodos. Gostaria de destacar a utilidade site hotwire também apresentado em um post anterior e citar algumas hospedagens que consegui com ele:
    175 dólares no 4points times square(exelente hotel com ótima localização)
    75 dólares no Courtyard Marriot San Juan Islã verde ( preço excepcional sendo o valor de balcão 350 dólares)
    45 dólares no Quality Inn do aeroporto de Toronto. Hotel bom e tarifa excepcional com shuttle gratuito para o aeroporto.

    Finalmente posso dar outro depoimento sobre os cruzeiros no Caribe em temporada de furacões e tempestades tropicais:
    Eu e minha noiva viajamos entre 4 e 11 de set/11 por cerca de 500 dólares por pessoa + taxas em cabine interna no carnival victory que faz o trajeto de 7 dias partindo de san Juan, PR – St thomas- Barbados- st Lucia- St Kitts & Nevis – st Maarten. O cruzeiro transcorreu normalmente ate st Lucia, mas quando voltamos ao navio fomos informados pela carnival que a tempestade tropical Maria estava a 200 milhas náuticas de Barbados e que em sua trajetória estariam as ilhas mais a leste de Porto rico. Sendo assim nossa parada em st Maarten corria risco de não ser possível por questões meteorológicas. Dito e feito, sempre primando pela segurança, tivemos nosso embarque de volta em st Kitts antecipado das 18 para as 15 hs no dia seguinte e por consequência o cancelamento da parada em st Maarten . No ultimo dia navegamos ao redor de Porto rico aguardando que a tempestade se afastasse da ilha e pudéssemos desembarcar com segurança. Infelizmente não pudemos conhecer a bela ilha de st Maarten dessa vez, mas entendemos as questões de segurança e meteorológicas e ainda aproveitamos mais um dia em san Juan com bastante sol.

    Espero que estas informações possam auxiliar outros viajantes low cost que pretendam conhecer as beleza do Caribe.

    Abs a todos e boa vigem!

    Att,

    GB

    Responder

Deixe um comentário

Os comentários publicados aqui são de exclusiva e integral responsabilidade de seus autores. Comentários que julgarmos conter termos chulos, que não respeitem a opinião dos demais, que tratem de problemas comerciais individuais com terceiros, que promovam o comércio de milhas, que tragam termos preconceituosos, que sejam identificados como textos publicitários ou que visem apenas denegrir a imagem de terceiros serão moderados e/ou excluídos. Comentários sem identificação clara de seu autor (nome e/ou email válido) também poderão ser excluídos.