Aumentos de Tarifas: É o Tema do Momento

24 de November de 2009 | Por | 8 Comentários More

Já alertamos no passado e vamos fazer de novo. As tarifas estão com toda pinta de que vão aumentar em 2010. Só uma recuperação mais lenta das cias internacionais pode barrar a fome das nossas cias aéreas.

A demanda interna aumentou um pouco e as tarifas já começaram a subir devagarzinho. Segundo a ANAC o valor pago por Km voado pelos passageiros em outubro subiu 12% com relação a setembro.

Já a Tam não para de avisar que as passagens devem subir uns 10% no primeiro trimestre de 2010. A Gol e a Azul já deram sinais que não são contra esses aumentos. E porque seriam?

Se você voa para o exterior fique atento as taxas de combustível (Q) que também tem sido reajustadas. Como essa taxa só aparece após cotar o preço final das passagens, reforço a sugestão de comparar sempre o preço cheio (com todas as taxas inclusas).

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Category: Notícias

Comentários (8)

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  1. Vinícius says:

    Como avisa o final do post, sempre compare o preço da passagem com TODAS as taxas…

    Nos trechos onde viajo com frequência, já percebi o aumento, no auge da crise cheguei a pagar R$ 169,00 o trecho e agora conseguir por menos de R$ 200,00 é muito difícil.

    Mais do que nunca, uma boa pesquisa e consulta aos blogs podem resultar numa boa economia.

    E lembre-se, fim do ano já está ai, e logo, os preços já estão no espaço.

    Abraço

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  2. Rogério Albuquerque says:

    Pessoal,

    Só para não confundir aumento sazonal com aumento definitivo.
    Estamos entrando em alta temporada, férias, etc… logo as passagens sobem mesmo. Muitos voos, principalmente no final do ano, janeiro e fevereiro estão “virtualmente” lotados, sobrando apenas as passagens mais caras. “Virtualmente”, porque são bloqueios feitos pelas cias. de turismo, que não necessáriamente foram vendidos. Apesar de não ser muito fão destas cias. Nesta época, as vezes, vale a pena dar uma pesquisada nelas também. Atenção que nas maioria dos preços anunciados, não estão incluídas as taxas.
    Acredito que boa parte do aumento se deve ao fato de que no final do ano passado e neste ano estava os preços estavam baixos demais, por conta das inúmeras promoções. Foram tantas, que acabamos achando que estes preços eram os reais. Oinverno no hemisfério norte ainda não começou. Alguns países da Europa e os Estados Unidos, principalmente, correm o risco de outra onda da Gripe. Se ela se confirmar, vai sobrar lugar em vários vôos.
    Quem faz o preço e a diferença entre demanda e oferta, se o preço subir muito, é so agente tirar férias por perto de casa, viajar de carro, boicotar as cias que abusarem. Quando eles virem o num. de passageiros diminuindo, rapidinho as promoções voltam.
    Vamos aproveitar para gastar as milhas que acumulamos nos últimos anos, antes que elas expirem…

    Rodrigo,
    Agora em janeiro não tem a queda total das bandas?

    []’s

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    Rogério,

    tem os dois fatores.

    No mercado nacional, nossas cias estão ávidas para aumentar preços agora (olha esse discurso afinado das grandes…) que a demanda aumentou um pouco e parece que a crise por aqui na cabeça deles é passado. Aproveitar que os preços normalmente aumentam na alta tempora e promover uma redução posterior mas para patamares maiores que os da baixa temporada passada é uma estratégia muito comum. Você acha que o preço caiu na baixa, mas caiu muito menos do que deveria… O efeito psicológico é melhor nessa estratégia do que aumentar de uma vez.

    O que pode frear o impeto delas é que algumas passagens passem a curtas quase o preço de uma passagem internacional, assim eles vão enfrentar mais concorrência.

    Lembre-se que o que vale é preço médio das passagens vendidas. No Brasil, apenas cerca de 30% (dado de 1 ano atrás) das passagens são vendidas pela internet. Com isso, nos antenados e que acompanhamos o mercado podemos comprar uma boa tarifa, mas muita gente paga mais caro, seja por necessidade de flexibilidade, por datas específicas, por comprar dentro de um pacote de preço fechado etc.

    No caso dos vôos internacionais, tudo vai depender de como a crise e a gripe vão se comportar. Se a coisa lá não melhorar, vão continuar tentando mirar em outros mercados e aí a Tam não dá conta de competir e vai ter que segurar o aumento. No caso das cias internacionais, elas estão aumentando taxas (taxa de combustível, taxa de vôo de final de semana….). É um aumento que não dá na cara no primeiro momento. A demanda da econômica aumentou um pouco no exterior, mas a da executiva que paga os vôos e dá o lucro as cias, ainda não.

    Se tiver de voar até fevereiro pensava em uma compra agora. Mas se for de março em diante, esperava para ver os preços de baixa estação que serão anunciados em final de dezembro e janeiro. Mas isso seria minha estratégia e correndo o risco de poder pagar mais caro no futuro (risco tolerado por mim).

    Tudo isso é futurologia = risco enorme de dar errado. Cada um tem que ter sua estratégia e avaliar os riscos que pode correr. As tarifas podem subir sim como anunciado, mas pode acontecer algo que as façam cair também.

    Só não gosto de confundir bandas com promoção. A existência das bandas impede as promoções, mas sua ausência não é sinônimo de promoção. As badas já caíram bastante, mas nem por isso as grandes americanas ou a Tam baixaram seus preços aos níveis das Mexicana, Aeromexico, Copa ou Avianca. Promoção nasce de uma necessidade (lançar uma rota, aumentar a ocupação, propagandear a marca ou memso fazer algum caixa…) e elas não vem essa necessidade no momento. Podem mudar de opinião no futuro. Se formos pensar em vôos para a Ásia os preços caíram muito pouco com relação ao que poderiam cair.

    Um abraço

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  3. André Cri-Cri says:

    Só acho engraçado uma coisa: quando o preço do petróleo despencou ano passado não tivemos esse repasse nos preços das passagens. E agora que o petróleo voltou a subir um pouquinho já começam com essa história de aumento nas taxas de combustível…
    Enfim, tudo é motivo pra reajustar as tarifas.

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  4. Tiago says:

    Pois é rapaziada, começa a bater uma saudade da crise…

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  5. André Lot says:

    Rodrigo,

    Para vôos internacionais, eu perdi completamente a paciência de cotar tarifas com agências e sites brasileiros que não informam o valor com taxas. Sério mesmo, tenho dois bons agentes de viagem, mas eles teimam em separar tarifa (cada vez algo mais sem sentido, já que as taxas variam de empresa para empresa…) das taxas propriamente ditas.

    Sites agregadores como a Expedia, se usados em versão internacional (americana, italiana, inglesa etc.) fornecem preços idênticos mas já incluindo todas as taxas, exceto as de bagagem (mas mesmo assim com um ponto de interrogação bem grande).

    Nas tarifas nacionais, os sites internacionais trazem em geral preços mais caros após ser feito o câmbio; mas nas tarifas nacionais, não tenho encontrado diferença, não. Claro, não dá pra comprar parcelado com cartão brasileiro nesses sites, mas como fonte de consulta de preços, foi a melhor solução que encontrei.

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    André,
    Concordo que está na hora de mudar o paradigma das agências. O Decolar que colocava as tarifas com as taxas bem evidentes na página de busca mudou o layout para poder mostrar com mais ênfase as tarifas sem taxas….Eles ainda mostram os preços com taxas mais abaixo na página.

    Em vôos internacionais as taxas variam muito. Nos nacionais as taxas são mais fixas.

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    Vinícius respondeu:

    Eu já comprei várias vezes passagens nacionais em sites do exterior e consegui preços entre 10-60% menor que se comprado no Brasil.

    O único problema é se o câmbio disparar, mas, o oposto vem ocorrendo nos últimos tempos, logo, a economia muitas vezes acaba sendo maior.

    Mas, eu não fico bravo com a ausência das taxas… Os próprios sites das aéreas não informam elas também, só depois que você seleciona as datas, trechos, etc.

    Abraço

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