Bagagem de Mão: O Novo Alvo das Cias Aéreas Pelo Mundo

17 de October de 2011 | Por | 36 Comentários More

Não se iluda com a facilidade que temos hoje! O próximo alvo das cias aéreas no Brasil e no mundo será a bagagem de mão, mas por razões diferentes.

Como está situação nos EUA

Inspiradas pelas low costs, grande parte das cias aéreas nos EUA passou a cobrar pelo despacho de malas a serem transportadas no porão em vôos domésticos (e agora também em alguns vôos internacionais). Com isso, elas descobriram mais uma, e hoje importante, fonte colateral de renda para suas companhias.

Hoje nos EUA, somente a low cost Southwest não cobra pelo despacho de malas (duas peças de 23kg). A Jetblue não cobra pelo despacho da primeira mala, mas as demais cias cobram desde o despacho da primeira mala em vôos domésticos.

Até aonde tenho conhecimento, apenas a americana low cost Spirit teve coragem de cobrar por bagagem de mão que não tenha dimensões para ser acomodada sob o banco do passageiro. As demais devem morrer de vontade, mas ainda falta coragem, já que um movimento maciço nesse sentido poderá gerar uma reação contrária mais conservadora por parte do governo que anda questionando crescente número de taxas extras por serviços anteriormente gratuitos.

O efeito mais visível da cobrança por bagagem de mão, além do lucro auferido pelas cias aéreas com esses serviços, foi o fato de que grande parte dos consumidores decidiu usar o máximo da sua franquia de mala de mão, tanto em peso como em tamanho. Assim, eles evitam despachar uma mala ou mesmo evitam pagar pelo despacho de uma segunda ou pagar pelo excesso de peso da primeira. Assim, o embarque em vôos domésticos americanos acabou ficando mais lento e desagradável devido à boa quantidade de malas a serem guardadas nos bagageiros (se você já voou de Miami ou Nova Iorque para o Brasil, você entende o que estou falando).

Com o advento do check-in via Internet ou celular, muitos consumidores nem mais passam pelo balcão de check-in indo diretamente para a sala/portão de embarque com suas malas de mão. Como no Brasil, apesar do número menor, alguns ultrapassam o peso ou o tamanho permitido.

Vendo o impacto no embarque das aeronaves e na perda de receita quando alguém opta por embarcar com uma mala que deveria ser despachada pelas regras, as cias americanas tem apertado o controle das bagagens de mão. Desde incessantes pedidos para que os passageiros usem o gabarito de malas para medir e pesar suas malas até a blitz na porta de embarque estão sendo realizadas por elas.

Muitas cias ao verem que a bagagem de mão ultrapassou os limites, acabam despachando a mala para o porão sem cobrar nada, mas não me assusto se começarem a cobrar na porta do avião pelo despacho das mesmas.

E no Brasil?

Só a divulgação da idéia das cias aéreas em começar a controlar a bagagem de mão já rendeu muita polêmica. Mas elas já começaram a testar o processo e a acostumar seus consumidores. A Tam saiu na frente.

Mas qual seria a motivação de consumidores para extrapolar a franquia estabelecida e das cias aéreas para cobrar mais rigidamente o seguimento da mesma já que no Brasil não há (ainda) cobrança por despacho de malas?

Consumidores

A franquia adotada pelas cias nacionais para bagagem de mão é regulada por lei (Portaria 676 de 13/11/2000) e é de no máximo 5kg. Essa franquia é inferior à utilizada pela maioria das cias aéreas pelo mundo, apesar de manter dimensões máximas iguais às praticadas pela maioria das cias aéreas por ai (115cm = soma de altura, comprimento e profundidade). Assim, uma mala com dimensões máximas permitidas facilmente convida a ultrapassar esses 5kg. Convenhamos, 5kg é um saco de arroz…

Outra realidade em nossos aeroportos tem sido o tempo gasto entre a chegada das aeronaves e a colocação de malas nas esteiras da sala de desembarque. Na tentativa de evitar essa espera, muitos viajantes podem acabar ultrapassando os limites de peso e tamanho a fim de carregar dentro da aeronave bagagem que deveria ser despachada.

Finalmente, temos o hábito muito arraigado em alguns de ignorar regras comuns a todos e seguir uma ética muito própria quando se trata de seus atos. Se for eu, pode, mas se for outro, eu reclamo.

Cias Aéreas

Além da questão excesso de peso que acaba levando um gasto maior de combustível (e menor lucro no vôo), malas acima do peso ou tamanho acabam por:

Lentificar o processo de embarque de desembarque da aeronave. Em tempos de uso otimizado de aeronaves, tempo em solo é dinheiro perdido.

Colocar em risco outros passageiros. Você já deve ter visto que muitos passageiros têm dificuldade de carregar sua própria bagagem de mão e colocá-la no bagageiro. Uma mala com peso muito elevado aumenta o risco de causar algum trauma no colega passageiro sentado debaixo do bagageiro durante o processo de embarque e desembarque das aeronaves. Eu já vi muita coisa caindo na cabeça ou no colo de terceiros durante minhas viagens.

Quando alguém ultrapassa o tamanho máximo permitido, ele acaba reduzindo o espaço que os demais passageiros têm direito. O esperto supercarregado entra correndo para ocupar o espaço nos bagageiros e o outro que vem depois e que seguiu todas as regras não consegue guardar sua bagagem de mão…

Assim, não me assusto se um dia o espaço para bagagem de mão vier numerado como vem as poltronas… Quem sabe um dia vem com chave como um maleiro automático desse de rodoviária e aeroportos…

Dicas

Assim, recomendo fortemente que você conheça também a franquia de bagagem associada à sua passagem para evitar transtornos durante o seu embarque e check in.

Lembre-se que algumas malas já pesam muito ainda vazias. Assim o ideal é comprar uma mala de mão construída com material leve e dentro dos padrões máximos permitidos (incluindo as rodinhas que porventura tenha). Formatos tipo caixa retangular facilitam o uso do espaço e a colocação nos bagageiros.

A grande maioria das cias permite uma mala de mão e um item pessoal (pode ser um bolsa de mulher pequena ou bolsa de notebook entre outros itens) que possam ser acomodados sob a poltrona da frente. Material de leitura em quantidade compatível também costuma estar fora da franquia em muitas cias aéreas.

Retire papéis/livros (coloque-os em uma sacola plástica), o notebook ou câmera maior de dentro da mala de mão na hora de pesar a mesma.

Coloque sua mala transversalmente ao bagageiro, pois é assim que os novos bagageiros foram planejados para acomodar bagagem dentro das dimensões permitidas. Isso facilitará que o seu colega de vôo coloque a dele, além tornar mais fácil a retirada delas durante e ao final da viagem.

Da mesma forma que esperamos que as cias nacionais atualizem sua política de bagagem de mão diante do maior espaço disponível nas novas aeronaves, esperamos que todos sigam esses limites a fim de permitir que os demais também possam usufruir do seu direito de levar sua bagagem de mão próximo a ele. O direito de um não pode ultrapassar o direito o próximo.

Fotos: Mag3737
Sob licensa
Creative Commons

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Category: Bagagem

Comentários (36)

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  1. karen says:

    E meu marido que comprou uma mala de mão victorinox dentro das dimensões indicadas, mas ela pesa praticamente 4 kg vazia. Não temos coragem de usá-la… rs

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  2. Camilo says:

    Sei que vai fugir um pouquinho do assunto, mas para conhecimento vou relatar o atendimento de bagagem pelo que vi, e posteriormente pelo que aconteceu com uma de minhas malas. Viajamos para a Europa de férias no final do mês passado (utilizei milhas TAM, 30.000 por trecho). A ida foi GRU – ATH com conexão em Londres Heatrow (GRU-LHR de TAM e LHR-ATH de Aegean). Ao chegar em Atenas o avião da Aegean parou em uma posição remota, com desembarque por escada. E, acredite se quiser, eu vi um funcionário da Aegean, descer do porão de carga para o trator de bagagens PISANDO EM CIMA DE UMA MALA. Queria ter filmado essa cena. Consegui observar que a mala não era das minhas (e de fato, não chegou nada quebrado). Ao sair de Atenas novamente peguei voo da Aegean, porém dessa vez a mala da minha esposa que foi ¨atropelada¨, pois ao chegar no próximo destino um espelho de maquiagem pequeno que estava dentro da frasqueira, dentro da mala dela, foi totalmente estilhaçado (veja bem, estilhaçado, se fosse trincado no meio já seria descuido),além de alguns artesanatos (pequenos) quebrados e uma lata de azeite (que compramos para minha sogra) que estava amassada. Desses dois voos com a Aegean posso relatar que é uma companhia que não preza pela pontualidade, muito menos pelo bom trato da bagagem, o único ponto positivo (ou quase) foi um atendimento cordial em voo, e refeição razoável.

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  3. Fernando says:

    Entre outros fatores, aposto que isso também visa combater o comércio de milhas.

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  4. Fernando says:

    Paulo,

    argumentam que despachar é de graça.

    Mas para mim, despachar de graça não é grande coisa quando comparado com os problemas que você já listou.

    5kg é muito pouco. Qualquer mala ou bolsa decente com estrutura metálica e rodinha já pesa uns 3kg. Sobra muito pouco.

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  5. Paulo says:

    Rodrigo, parabéns pelo tema interessante. A franquia de 5 kg na TAM é absurda e está fora da realidade internacional, ainda mais se considerarmos que a LAN tem uma franquia de 8 kg. Nos últimos dois meses, a minha bagagem de mão não foi pesada em nenhum dos 39 vôos em que embarquei. Tenho anotada a franquia de algumas daquelas aerolinhas na classe econômica:

    Condor: 6 kg
    easyJet: sem limite de peso
    bmi: sem limite de peso, contanto “que eu possa colocar no overhead bin sem ajuda”
    Air Astana: 8 kg
    Emirates: 7 kg
    Air Mauritius: 7 kg
    Qatar Airways: 7 kg
    Etihad: 7 kg
    Jet Airways: 7 kg
    China Eastern: 7 kg
    MIAT: 5 kg
    Shandong Airlines: 10 kg
    GoAir: 10 kg
    SpiceJet: 7 kg
    Indigo: 8 kg
    Kingfisher: 7 kg
    Air India: 8 kg
    Air Baltic: 8 kg

    Como pode ser visto, a MIAT (Mongolian) foi a unica com franquia de apenas 5 kg. Recordo-me que até recentemente uma das aerolinhas americanas (American ou United?) tinha uma franquia de bagagem de mão de 18 kg.

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  6. PêEsse says:

    A questão é bem delicada e não dá para dizer, como querem alguns, algo como “é cinco quilos e ponto final”. Assim como cada um de nós tem um exemplo de gente que exagerou na bagagem de mão, também todos conhecemos casos de pessoas que não levam nada. Por isso, uma regra clara e corretamente aplicada precisa existir, mas essa regra há de ser razoável.

    Como a maioria concordou, cinco quilos é muito pouco. Vou usar o meu próprio exemplo. Eu ainda continuo procurando a mala de mão perfeita. Como ainda não achei, por enquanto uso essa aqui http://www.lansay.com.br/item.php?item_id=288&linha_id=78&cat_id=12 , que pesa 2,6 quilos, é flexível e atende aos limites máximos de todas as companhias aéreas, com exceção da Ryanair.

    Quando as minhas viagens são a lazer, eu levo comigo um netbook (que deve pesar 1,5 quilos), o corpo de uma câmera fotográfica e três lentes. Além disso, só levo um guia impresso do lugar de destino, os documentos da viagem, dinheiro e óculos escuros. Tudo junto, incluindo a mala, deve dar aproximadamente dez quilos, talvez um pouco mais.

    Pergunto: estou abusando? Poderia despachar itens como esse? Acredito que não. E mesmo assim estaria violando a regra dos cinco quilos máximos. Por isso é que insisto: há quem abuse, mas isso não justifica a criação de regras sem nenhuma racionalidade nem razoabilidade. E, respeitando sempre as opiniões contrárias, uma regra que limita a bagagem de mão em cinco quilos não me parece razoável. E olhe que eu nem falei naquelas pessoas que levam medicamentos, uma roupa extra para o caso de a bagagem extraviar, essas coisas que também não me parecem ser abusivas.

    Como fazer? Criar exceções? “Caros passageiros, são cinco quilos mas nesse limite não entram eletrônicos nem objetos frágeis”. Acho que isso poderia gerar mais discussões e demoras. As pessoas teriam de fazer “a bagagem de mão da bagagem de mão”, ou seja, teriam duas bagagens de mão, a que vale e a que não vale para os cinco quilos.

    Além disso, bagagem pesada não é o mesmo que bagagem grande. O objeto pode ter meio quilo e, por conta do formato etc, dar trabalho. Um boneco do Mickey ou um chapéu do Harry Potter, por exemplo, são leves mas ocupam um espaço…

    Outro fator a ser ponderado são os problemas que a bagagem despachada gera. Furtos frequentes, danos às malas, extravios de bagagem, demora para sua restituição na esteira. Em vôos curtos, de até meia hora, o tempo esperando a bagagem pode ser maior do que o tempo do vôo. Esse contexto de furtos, danos, demora etc. é notório e não pode ser negado pelas empresas aéreas nem por ninguém. Será que realmente é certo estimular a bagagem despachada em detrimento da bagagem de mão? Sinceramente, acho que não.

    Na minha opinião, os critérios devem ser objetivos. Só deve ser possível uma mala e essa mala não pode exceder determinado tamanho. Se obedecer isso, pode entrar. E aí o passageiro decide se vai querer levar roupa extra ou câmera, vinhos ou livros. Essa solução é de fácil e rápida verificação no check in, no embarque, na porta da aeronave, em qualquer lugar. Coube no “medidor”, pode. Não coube, não pode. Dessa forma, como todo mundo só poderia ter uma mala de mão e essa mala de mão teria limite de tamanho, dificilmente aconteceria problema de não ter espaço para a mala de mão de todos os passageiros.

    Alguém poderia dizer: “mas e o peso? E a segurança do vôo?”. Se o tamanho máximo fixado for esse atual, uma mala só vai passar de dez, doze quilos se o passageiro estiver levando bolas de ferro, o que não é comum.

    É claro que essa discussão poderia ir mais além. As companhias que fizerem essa limitação voltando dos EUA, por exemplo, tendem a perder passageiros. Outra questão são as compras no duty free. É a mala de mão e também as compras do duty free ou quem quiser comprar no duty free está impedido de ter mala de mão? São pontos que precisam estar devidamente previstos em qualquer regra a respeito do assunto que pretenda ser séria e tenha a pretensão de ser cumprida.

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    Molero respondeu:

    O Rodrigo já disse tudo aí em cima.

    “…temos o hábito muito arraigado em alguns de ignorar regras comuns a todos e seguir uma ética muito própria quando se trata de seus atos. Se for eu, pode…”

    Responder

  7. Hérika says:

    As cias vão apertando cada dia mais VOAR. A gente acaba tendo que virar um especialista para conseguir entender tantas nuances. Fica mais dificil, porque cada uma tem um “argumento” pelo qual te cobram excesso ou agora pela bagagem de mão ou mesmo a bagagem despachada.
    Para mim, isso tudo, nada mais é do que uma forma de mascarar preços. Voce ludibria o cliente com uma informação em letra 50 e em amarelo, mas a medida que voce vai avançando na compra, vai adicionando. Hoje comprei uma passagem Londres-Copenhague pela Norwegian. Começou em 361 libras e terminou em 490 libras. ‘Cobra-se’ mala despachada, reserva de assento, prioridade de embarque (esse eu nao inclui), seguro de viagem, mala despachada fora do tamanho determinado, pagamento com cartão de crédito. Resultado, comecei feliz e finalizei desiludida.

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  8. PêEsse says:

    Nos EUA, de 47 espécies de empresas, as aéreas foram as piores avaliadas. O principal fator para isso, de acordo com uma reportagem da CNN, foi a cobrança de tarifas por bagagem.

    http://edition.cnn.com/2011/TRAVEL/06/21/customer.satisfaction.airlines.hotels/index.html

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  9. Aline Lima says:

    Rodrigo,

    Já peço desculpas pelo loooongo comentário, mas não podia deixar esse assunto passar em branco sem comentar.

    A Emirates finalmente começou a pesar malas de mão. Não passa nada acima de 7gks mesmo. Voltando de Tokyo duas semanas atrás, eu, mesmo sendo funcionária e argumentando com o ground staff tive que despachar a minha mala de mão (que estava com 9Kgs) e ainda tive a minha bolsa à tiracolo pesada no check-in. Só não paguei excesso porque a Emirates tem uma generosa franquia de 30Kgs na econômica enquanto as outras companhias são apenas 23kgs (e minha mala esta com uns 21Kgs).

    A leitora Betina afirmou que comissários não fazem nada em relação à isso, mas eu posso dizer que quando a gente tenta, leva muito xingo de graça. Na hora do embarque, quando barramos malas na porta do avião, isso atrasa todo o processo porque passageiro tem que retirar coisas da mala (documentos, remédios, objetos frágeis), ficando em pé no meio do finger, atrapalhando os demais que vem logo atrás. Por mais que estejamos na cabine durante o embarque, os passageiros colocam as malas de qualquer jeito no bin e quem tem que arrumar e fechar, somos nós. É muito difícil eu fechar um bin sozinha sem dificuldade. Em 99% das vezes, sempre fechamos os bin aqui em DUAS pessoas por causa do peso – no A380 o bin tem que ser empurrado para cima, com tudo que tem dentro (pelo menos 3 malas de mão, fora outras bolsas menores e sacolas de duty free que cabem em cima), não é só fechar uma portinha como nos B737 que a maioria está acostumado a ver com mais frequência. E muitos, mas muitos comissários adquirem problemas de coluna no trabalho, não só pelo peso das malas e bins que temos que fechar, mas também por equipamentos que levantamos na galley (vai contar 90 garrafas de vinho, levantando conteiners com até 8 garrafas dentro cada). Tanto são os casos de dores nas costas que a empresa durante o treinamento ensina como levantar objetos pesados com o menor impacto para as costas. Minha ex-flatmate não voa nem há um ano e já tem dores nas costas frequentes, eu, graças à Deus ainda não tenho nada.

    E não tenho dores nas costas não porque eu não ajudo passageiros com mala, muito pelo contrário, sempre ofereço ajuda, mas eu dou um lembrete que assim como os passageiros, eu também sou humana e também não consigo levantar a mala sozinha – “Se a senhora não consegue levantar a mala sozinha, eu também não consigo, porque sou tão forte quanto você. Mas se levantarmos juntas, conseguiremos guardar sua mala no bin sem problemas” e um sorriso pra complementar. Só levanto a mala inteiramente sozinha quando são cadeirantes, idosos ou mães com criança de colo. Tem muito passageiro que vem e diz “Colocar a mala aí é seu trabalho”, mas são 517 passageiros num voo, imagina se realmente tivessemos que colocar todas as malas no bin. Tem passageiro ainda pior, que vem e deixa a mala no meio do corredor mesmo. Quando pedimos para guardar, eles apenas fazem cara de “Eeeeeu?” e ignoram. É complicado às vezes…

    Alguns comentadores reclamaram de quando tiveram seus laptops e bolsas pequenas tirados do lugar. Eu nunca tiro nada do lugar sem avisar passageiro; eu também tenho um laptop, uma camera DSLR, lentes avulsas e sei que esses objetos custam caro. Às vezes, mal ponho a mão numa bolsa de laptop para perguntar de quem é e se posso mudar e já ganho um esporro tipo: “Cuidado aí que tem uma camera muito cara nessa bolsa!”. Mas como cada comissário lida com a situação vai de cada pessoa (e do treinamento/empresa aérea). E infelizmente tem passageiro que nem liga para os outros mesmo e coloca as coisas por cima desse jeito. Ou o que pode acontecer, dependendo da aeronave (e da pessoa que coloca a mala) é de não conseguir ver a bolsa pequena que já estava lá por causa do ângulo.

    Mais uma vez, desculpe pelo longo comentário – ainda faltou falar das compras de duty free que os passageiros, principalmente aqui em Dubai, fazem antes de embarcar, tipo, latas de leite em pó de 2.5kgs cada (e eles nunca trazem só uma :-)!

    Cinco quilos é pouco? É. Dezoito é demais? Também acho. Mas nem Jesus conseguiu agradar à todos. Vamos ver no que vai dar…

    Responder

    PêEsse respondeu:

    Aline, míseros sete quilos? E como estão sendo tratados os eletrônicos (câmeras, lentes, netbooks etc.)?

    Acho que as empresas aéreas perderam a noção…

    Responder

    Aline Lima respondeu:

    PêEsse,

    Como o meu laptop estava dentro da minha mala de mão, acabou sendo incluído junto. Tive que tirá-lo e por na minha bolsa à tiracolo para poder despachar a mala de mão. Como faz um ano que eu não trabalho na classe econômica, não sei dizer com exatidão s estão abrindo exceção para laptops, mas na business, sempre vejo os passageiros com pelo menos duas peças.

    E concordo com você que as empresas perderam a noção, porque 7 kilos, para uma viagem internacional (a Emirates não tem voos domésticos) não é nada!

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  10. Alguém saberia me informar se posso trazer dos EUA uma tv pequena(24polegadas) Voando pela Copa Airlines? teria de pagar os 200 dolares para ele transportarem ou será considerada com bagagem?

    Ps: a caixa não ultrapassa o limete de 157 centimentros.

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  11. Olá ! Parabéns pelo blog! Adorei as dicas! Para não correr riscos de malas extraviadas e viajar tranquila, sempre viajo somente com bagagem de mão.
    Neste vídeo dou dicas de como montar uma mala compacta para uma viagem a Europa no outono ou primavera! Pode ajudar suas leitoras.
    Este é o vídeo (Parte 1 – http://www.youtube.com/watch?v=i_zmrWKRXGI e Parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=b2pP1ZrOX40)
    Abraços,
    Cristina Marinho

    Responder

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