CADE Aprova a Compra da TAM pela LAN

| 14 de Dezembro de 2011 | 32 Comments More

O Cade aprovou hoje a compra da Tam pela Lan (tem gente que ainda acha que foi união de iguais…), o que permite a fusão de ambas formando a Latam.

A aprovação se deu com as mesmas ressalvas realizadas pelo congênere chileno do CADE: entrega de alguns slots (horários de pouso e decolagem) na rota Brasil/Chile que a Latam domina 80% do tráfego e a necessidade da Latam escolher apenas ,uma aliança para permanecer associada.

No caso dos slots na rota Brasil/Chile, resta saber quem se habilita para assumir os mesmos e qual o poder que ele terá para concorrer na rota. No passado, a Gol reduziu de forma substâncial seus vôos pra o Chile dando entender que a rota não parecia atrativa financeiramente ou que sua proposta diante da concorrência não agradou ao consumidor da rota. No Chile, não existe cia aérea com poder suficiente para bancar uma guerra tarifária com a Latam por muito tempo. Assim, penso que essa ressalva deve ter pouco impacto em termos de aumento de concorrência e ainda deve acabar levando a um aumento do preço médio das tarifas no longo prazo quando a Latam e Lan coordenarem seus vôos e administrarem melhor a demanda. Há o risco do mesmo acontecer na rota São Paulo/Buenos Aires, mas em intensidade menor.

A tendência é que agora a Tam fortaleça seus vôos também para o Peru que deve se tornar um hub da Tam (enquanto existir como Tam), como ela mesmo anunciou no passado, de forma a alimentar vôos da Lan. Só fico triste ao ver que criar um hub dentro do Brasil fora do eixo Rio de Janeiro/São Paulo para concentrar vôos alimentadores de outras capitais e depois distribuí-los em vôos internacionais nunca foi alvo aventado pela Tam, mas criar um hub no Peru, pode….

A pergunta que não quer calar é: Star Alliance ou Oneworld. Eu apostei desde o início na Oneworld e continuo apostando. Como em toda aposta tenho chances de perder. Disse isso há pouco em outro texto, melhor ser coadjuvante em uma aliança dominada pela Iberia/British e com uma combalida American Airlines à virar mero figurante na Star Allliance que contará com Copa e Avianca/Taca no futuro próximo.

Resta sonhar que alguma de nossas empresas seja comprada por algum outro grupo internacional forte que possa equilibrar um pouco a concorrência principalmente nas Américas.

Perguntas ainda sem resposta: O que será que vai acontecer com o Fidelidade Tam ou Lan Pass diante de uma mudança de aliança? Será que os programas, que até podem ser mantidos de forma independente como o nome das cias deve ser mantido a fim de não gerar ímpetos nacionalistas, vão ter regras cada vez mais parecidas e tabelas idem? Aquele tão sonhado vôo para Ilha de Páscoa ou Papete na Polinésia Francesa pode ficar cada vez mais difícil de ser emitido? Será que a Lan agora aumenta o número de KM (unidade de medida usada por esse programa de fidelidade) para os vôos partindo do Brasil para os EUA?

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Category: Cias Aéreas

Comments (32)

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  1. sdb says:

    Empresas nascem , crescem e tambem desaparecem , faz parte do mundo dos negocios

    Vai com Deus , TAM

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  2. Juliano says:

    A disponibilidade de assentos com milhas na Oneworld é melhor com que na Star?

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    Wilian Delatorre respondeu:

    Nos dias de hoje é raro você ler algum comentário de emissão na OneWorld (parceiros). Tenho cadastro e poucas milhas na Iberia, AA e LAN. Se eu tivesse cartão de crédito compatível mandaria para a AA, mas como não tenho vou esperar um pouco o desenrolar da fusão. Também penso que é mais provável que a TAM abandone a Star Alliance.

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    Igor - Poa respondeu:

    Será lastimável se isso acontecer!

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  3. Lucia says:

    Rodrigo concordo com o que vc falou sobre a saída da ex-TAM da Star Alliance para a Oneworld, embora tenha uma certa simpatia pela Star Alliance. Acredito que uma ideia para acabar um pouco com esses problemas dos programas de fidelidade das companhias seria a criação de um único programa centralizador com um único cartão, assim as milhas de todas as cias aéreas parceiras seriam creditadas automaticamente em um único programa. Se eu tiver falando alguma bobagem me avisem!

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    Lucia,

    Esse seria o melhor dos mundos para nós consumidores, um programa de milhas Star Allliance e não mais vinculado a uma cia específica. Mas lembre-se que as alianças não foram feitas para beneficiar os consumidores prioritariamente, mas sim as cias aéreas. A fidelização que se quer conquistar é a uma cia aérea principalmente e não à aliança como um todo.

    Na forma atual elas se juntam, coordenam suas ações e agem em grupo quando a coisa interessa a elas. quando a coisa complica, o problema não é repartido.

    Quando a Varig e o Smiles quase quebrou, a Star Alliance tirou o corpo fora.

    Também acredito que a Star Alliance hoje seja disparada a melhor aliança. Ficaríamos órfãos dela mais uma vez.

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    Maria Paula respondeu:

    O melhor programa de milhas que conheço (ao menos com viagens em destinos europeus) é o da TAP, o Victoria. Este programa tem parceria com o SuperBonus Santander, com o Banco Safra e acho que com o HSBC. Além da TAP voar internacionalmente via VCP que é essencial para quem mora na zona oeste da grande São Paulo.
    A TAP tem demonstrado querer ocupar o vazio deixado pela VARIG e que não foi solucionado pela TAM.
    A TAP foi SUPER prestativa em me vender passagens Star Alliance. Comprei uma passagem com Stopover em Istanbul na Turkish airlines através da milhas TAP.
    A Turkish, por sinal, é ótima, comissariado de bordo perfeito, inclusive com brasileiros a bordo e serviço similares aos tempos áureos da VARIG como: menu impresso em cada assento, kit de amenidades e etc.
    Este ano vou tentar comprar via TAP uma passagem pros EUA e vou ver como é que será…. aí eu volto para contar.

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    Mateus Oliveira respondeu:

    O pior programa de milhagens que conheço, acho que é o da TAM, esse negócio de Multiplus. Tb sou cliente Santander e posso trocar bonus para milhas na TAP (como tb TAM), mas, prefiro TAP. Do ponto de vista de melhor programa de milhagens, é preciso avaliar aquele onde você pode acumular mais coisas através de sua utilização. Assim, aquele que possui mais parcerias. Para o viajante, em suma, resume-se a : acordos com locadoras de veiculos, hoteis, restaurantes, lojas. Assim, sobretudo pela parte hoteleira, os grandes programas sao AAdvantage da American, Delta, Continental, Airfrance, Lufthansa..todas essas possuem mais parceiros que outros.

  4. GDC says:

    Rodrigo,
    também acho que o caminho seja a One World, para reforçar essa idéia li uma reportagem recente que dizia o seguinte:

    “According to Cueto, he told Lufthansa’s Christoph Franz amongst others that “we will not be in the same alliance as Avianca-Taca” as this “does not make sense strategically.” However, LATAM would be open to all three groups in principle.
    So regardless of any regulatory requirements, the Star members should have known that by accepting Avianca-Taca they are probably shutting the door on LATAM.”

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Para a América Latina seria um desastre ter todas as grandes concorrente em uma mesma aliança e coordenando vôo = zero de concorrência.

    Responder

  5. José Oliveira says:

    Futuro incerto, ainda mais quando se trata do minguado número de membros da Oneworld e da política lotérica adotada pela LAN na emissão de passagem com Lanpass. A atual tabela foi para o espaço!
    Vejo como prejuízo a saída da TAM da Star Aliance.

    Responder

    Wilian Delatorre respondeu:

    Portanto vamos torcer para a TAP ficar na Star Alliance. A maioria dos bancos com seus cartões de crédito enviam para o Victoria. O jeito seria emitir nas cias parceiras e torcer para não mudarem a tabela de pontos.

    Responder

  6. Fabio says:

    O único atrativo que ainda via em comprar um bilhete TAM era o fato dela ser *A
    Quando ela sair , não comprarei mais bilhete TAM de jeito nenhum.
    E dependendo de alguma alteração na tabela de pontos , nem bilhetes prêmio me interessarão mais.

    Responder

  7. uma das principais razões de voar pela TAM é a possibilidade de emitir bilhetes pela Star Alliance, especialmente considerando a grande dificuldade de emitir bilhetes para a Europa. Assim, já conseguiu ir para Portugal, Itália e Suiça.
    Sinceramente acho que a TAM irá migrar para a oneworld, o que acho lamentável (para mim) afinal, voar de Ibéria ou de British será terrível.
    Caso isso ocorra, o jeito será migrar os meus voos e pontos de cartão de crédito para a GOL. Pelo menos assim será possível voar de KLM ou de AIR FRANCE.

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  8. Mateus Oliveira says:

    Prezados,

    Sou um passageiro das três alianças. E Emirates, que diz, não querer nenhuma. Importo e exporto assim, viajo; vejam minha análise: A TAM deverá ir para a Oneworld. Primeiro, é melhor para ela. Por quê? Por que a TAM não passa de uma cia 3 estrelas. A tendência é que a LAN, que apesar de ser 3 estrelas tb, mas tem mais cacife internacional e organização, puxe o cinto da TAM. A Avianca foi para a Star Alliance. Duvido muito que a LAN deixará Oneworld, sobretudo, com o tempo de estadia no grupo e a GOL que teve 1% das ações compradas pela Delta. (Skyteam). Sobre Oneworld: Passará a ter mais uma cia 5 estrelas: A Kingfisher. E Outra cinco estrelas vem ai, a Malaysian Airlines. E para quem acha que acabou, a Hainan, a chinesa 5 estrelas, deverá ser a cia do país, no Oneworld. Assim, a aliança passará a ter 4 cias cinco estrelas: Cathay, Kingfisher, Malaysian e Hainan. Nem Sky nem Star Alliance chegam perto. Sobre AA e JAL que recentemente pediram concordatas. A AA foi a ultima das americanas a pedir. Delta, Continental e United já tinham feito isso em anos anteriores. Continental e United até se uniram. Assim como Iberia e British na Oneworld que acabaram de comprar a BMI da Lufthansa, que precisou vender para apurar um din din$$$. A próxima “vítima” da IBERIA e British deverá ser a TAP. Portugal está quebrado e precisa vender algo. E IBeria e British (AIG group, estão de olho e famintas). Air Berlin, a low cost alemã, deverá se unir a Oneworld tb ainda esse ano. Oneworld não possui canibalismo de rotas como ocorre no Skyteam nem excesso de cias como tem a Star. ASsim, é mais ágil e provém mais retorno financeiro per cia, dos que as outras alianças. Sim, a Oneworld é mais profitable per cia, sobretudo, devido ao menor canibalismo. Para informações sobre empresas, sugiro o Skytrax. Lá vocês poderão comprovar porque a Oneworld recebeu premio de melhor aliança nos ultimos 6 anos, acho, assim como de outras entidades independetes. Verão sobre ranking das cias, etc. Sobre a venda da da BMI para IBeria e British, sugiro http://www.iairgroup.com/phoenix.zhtml?c=240949&p=index

    Responder

    Maria Paula respondeu:

    Confirmado. Infelizmente Portugal vai vender a única coisa que dá lucro no país exceto o vinho do porto, a cortuça e o azeite: a TAP vai ser privatizada. Vai ter festa de privataria na terrinha….

    Responder

    Gabriel Dias respondeu:

    Concordo com diversos pontos da sua análise. Nos próximos meses deveremos ter muitas novidades.

    Responder

  9. Mateus Oliveira says:

    Vi comentários..Viajar nesta ou naquela cia é sofrível. Isso não existe. Claro, gosto é respeitado, mas na prática, classe econômica das grandes Lufthansa, Air France, KLM, Iberia, British, são praticamente iguais. Brasileiro tem mania de falar mal da IBERIA, mas é decorrente do idioma. Quem já viajou de Lufthansa sabe que lata de sardinha é. Já fiz uma viagem para a Europa, e quem diria, talvez, uma das ultimas pela VARIG, Sao Paulo x Frankfurt, e foi uma das melhores que já fiz. Não imaginava que seria assim. Como também já fui para Miami de TAM, a partir de Sao Paulo, foi um lixo e o retorno, a partir de Orlando, foi execelente, na mesma cia!!! Antes de viajar, ao invés de rotular uma ou outra cia, é preciso ver sua frequência de voos na cia, que aeronave irá voar, etc. Boeing 777-300ER é uma coisa, Airbus 320-300 é outra. Tem gente indo para Miami de COPA, via Panamá que é Boeing 737..tudo bem. Viaje no 767 antigão da AA, já é melhor. Tem que saber viajar. Recentemente estive na China, com a Emirates. O vôo até dubai Ok, cansa. Dubai x Guangzhou excelente. Já a volta, uma porcaria, devido aos passageiros do meu lado. Tudo é relativo.

    Responder

    Maria Paula respondeu:

    Concordo com a relatividade, mas a Lufthansa, por exemplo me fez achar que estava tendo um ataque de trombose (coisa que nunca tive nem sintoma). Em outro vôo a minha prima teve o mesmo problema, em um terceiro vôo a minha irmã de 14 anos, que tem a minha altura, também teve intensas dores nas pernas. A cadeira é tão ruim que a gente tem dores terríveis nas pernas… e olha que eu tenho 1,57m e a minha prima 1,63. Não somos exatamente pessoas altas. Aí perde um pouco a relatividade, né?

    Por um outro lado, todos nós que já voamos KLM adoramos, o mesmo pode ser dito da SWISS. Um exemplo de serviço em decadência é a British, que já foi BEM melhor.

    O nosso apelido, entre familiares e amigos, para a IBERIA é “Cavalgaduras Voladoras”. Nem precisa explicar né? O mesmo pode ser dito sobre os vôos Alitália. Já viajei muito via IBERIA devido a um fornecedor na Espanha…

    Sobre a Alitália, o meu cunhado viaja 5 vezes por ano para Italia, o pai dele umas outras 3 vezes. Pela Alitalia ou atrasa na ida ou na volta, e, sempre em torno de 4 horas ou mais de atraso. Pela TAM já teve até vôo cancelado…. mais de uma vez. Bruta sbórnia, uma esculhambacione! kkkkk

    Responder

    Mateus Oliveira respondeu:

    A Lufthansa é apertada na econômica. Agora, veja que ela é dona da Swiss, que você gostou. Swis, Austrian, (BMI, saindo), Belgium. São todas Lufthansa Group. Você disse ter fornecedor na Espanha. Importa o quê?

    Responder

    Gabriel Dias respondeu:

    Engraçado que costumam falar bem da Lufthansa. Nunca voei nela para tirar minhas próprias conclusões.

  10. Tap na Oneworld? Será que a British e a Iberia tem bala na agulha para tal investimento? Caso isso se confirme é uma grande oportunidade da aliança angariar mais clientes brasileiros que através de seus cartões de crédito costumam usar o Victoria. Até porque o Smiles não vai mais emitir na AA é o que tudo indica.

    Responder

    Mateus Oliveira respondeu:

    Sim. Na verdade a Iberia e British tiveram profit alto. Como expliquei em outros posts, a Oneworld, pelo fato de ter menos canibalismo entre suas cias membros, permite que as mesmas afiram maiores lucros. A JAL irá se recompor. A AA foi a última dentre as grandes americanas a pedir a concordata. Enfim, per cia, a Oneworld fatura mais. O grupo da Iberia e British se chama IAG. Veja no about us e news – http://www.iairgroup.com/phoenix.zhtml?c=240949&p=aboutoverview Já compraram a BMI da Lufthansa. Assim, a BMI saíra do Star Alliance e irá para a Oneworld. A Inglaterra inteira estará no Oneworld. O próximo alvo é a TAP. Dizem que a própria GOL, a Qatar, Delta, também correm por fora. Mas o presidente da IAG já informou que não quer perder as rotas e lucros brasileiros com a TAP, já que a Iberia pega muito nos países de lingua espanhola. E eles verificaram que a TAP vem apresentando altos ganhos nas rotas brasileiras. Portugal está quebrado e precisa vender algo.

    Responder

    Gabriel Dias respondeu:

    Percebo nas minhas viagens a Portugal que o número de turistas brasileiros por lá só cresce. E muitos têm problemas com idioma, então Portugal é um destino seguro neste sentido. Além de ser um país muito bonito e interessante.

    Responder

    Mateus Oliveira respondeu:

    Gabriel, quanto a Lufthansa, já viajei muito pela companhia para a Europa. Morava por lá e sempre ia de Lufthansa. É um cia muito boa. Mas a classe econômica, é quilo mesmo, apertada. No geral, em termos de classe econômica, todas são praticamente iguais. Viajei Emirates para a China e é a mesma coisa. Quanto a TAP, a tendência é que ela seja vendida. E a TAM, pelo LATAM, deverá ir para a Oneworld.

    Gabriel Dias respondeu:

    Viajei na Emirates semana passada, no 777-300ER. Espaço razoável. Na ida fui na primeira fileira, o que me deu um ótimo espaço. Achei ruim para comer na fileira de 3. Era muito apertado tudo.

  11. Rodrigo Rosato says:

    Como já disse aqui, não concordo com essa pregação nacionalista sobre a fusão da TAM e da LAN. Repito que qualquer um que conheça a história da relação entre as duas cias e as implicações de compra de uma empresa por outra empresa sabe que no caso da LATAM é no mínimo prudente deixar à incerteza o julgamendo da manobra.
    O único fato que cito, para não transformar este comentário em outra pregação, é que em verdadeiras aquisições não há divisão de poder, ponto.
    Nada posso fazer senão me sentir ofendido pelo primeiro parágrafo do post, e esta é minha resposta, definitivamente bem menos arrogante.

    Responder

  12. Luciano says:

    Adentrando tb na polêmica, com todo respeito, é claro. Que eu saiba tb não houve compra da klm pela air france, nem da iberia pela british airways. Aliás, a lan e a tam, até onde sei, se pautaram nessas alianças para estabelecer as regras da fusão.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    É só olhar a composição acionária na Latam e quem ficou com os cargos mais altos. Aqui foi compra mesmo e mascarada por causa da legislação brasileira que não permite maior participação de estrangeiros.

    No caso da British/Iberia, no final das contas e ao contrário do que a British pensava no primeiro momento, foi a Iberia que segurou a a fusão devido a crise na British.

    Foi a KLM que se uniu a Air France. Da mesma forma que foi a Continental que se uniu a United.

    Nessas fusões há sempre uma que sobressai sobre a outra, muito raramente são fusões entre iguais. Algumas vezes o controle acionário é diferente e outras vezes fica claro qual filosofia dominou a outra.

    Responder

    GDC respondeu:

    Apenas complementando o excelente comentário do Rodrigo Purisch:

    “A TAM fatura mais que a LAN e vai contribuir com 58% da receita líquida da nova empresa, que totalizará US$ 8,5 bilhões. Mas a chilena, mais eficiente e rentável, tinha um valor em bolsa equivalente a mais do que o triplo do da brasileira – US$ 9,2 bilhões, a LAN, e US$ 3 bilhões, a TAM . Foi isso que determinou que em termos econômicos o conjunto de acionistas da LAN tenha 71% da Latam , enquanto todos os acionistas da TAM terão apenas 29%”

    http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/valor-economico/2010/08/25/lei-chilena-favorece-latam

    Com relação a holding LATAM, a família Amaro deterá 13,5% das ações, e a família chilena Cueto 24%, formando o bloco de controle. O restante ficará nas mãos de acionistas não controladores.

    Responder

    Rodrigo Rosato respondeu:

    Concordo com 95% do que disse, Rodrigo. É perfeitamente compreensível que, em uma fusão entre empresas de “tamanhos acionários” diferentes, a maior termine com uma fatia mais generosa das ações resultantes. No entanto isso não é o suficiente para enquadrar a manobra como sendo uma aquisição.
    Aquisições de empresas com capital aberto se resumem à compra das ações da mesma. A união de ações, mesmo uma empresa contribuindo menos que outra para o valor total do montante resultante, definitivamente não implica em aquisição de nada por ninguém.
    Quanto à aproximação entre as duas empresas, a TAM sempre tentou uma fusão com a LAN, explicado pela relação antiga entre as famílias proprietárias das cias. A opção pela fusão agora tem base no desenvolvimento lento da TAM no mercado internacional e no momento do transporte aéreo mundial. Se a TAM não se aliasse à uma empresa amiga, ía ser devorada por gigantes como Lufthansa ou United.
    É óbvio que em fusões um estilo de gestão se sobressai em detrimento de outro, mas, novamente, isso não prova nada. Se a TAM se tornar tão agressiva internacionalmente quanto a LAN alguém vai achar mau?? É perfeitamente natural que isso aconteça, principalmente quando uma empresa é mais eficiente do que a outra.
    Sobre o CEO ser chileno: muito bem, faz parte do acordo. Mas o que o CEO faz sem o aval do conselho e do Chairman, que é um brasileiro? É fato que da mesma forma que a LAN vai ter poder de veto sobre as decisões da TAM, o mesmo ocorrerá com relação à TAM sobre a LAN. Muitos economistas experientes já disseram que as características da manobra descartam uma aquisição puramente dita.
    Vamos parar com essa versão antiga de nacionalismo. A TAM, com a LAN, pode ser uma empresa que nunca seria sozinha.
    Peço desculpas pelo meu primeiro comment, mas confesso que me irritei com o título equivocado “CADE Aprova a Compra da TAM pela LAN”, pois o CADE nunca aprovaria tal coisa, uma vez que representaria uma ameaça direta à soberania e autonomia de um serviço que, no Brasil, ainda é concessionado pelo Estado.

    Responder

  13. MAteus Oliveira says:

    Como falei e falamos aqui antes, a TAM deverá seguir o rumo da Oneworld. O presidente da AA está no Brasil negociando as dívidas da empresa com o BNDES e Embraer. (impressionante como o BNDES no governo Lula empresta dinheiro a estrangeiros – vide privatizacao dos aeroportos, que todo Petista era contra, mas hoje, graças a Deus, estao fazendo). O link só abre para assinantes, mas quem quiser, pode ir às bancas e conferir na primeira página, assim, nao precisam comprar o jornal. O presidente da AA convidou a TAM para o Oneworld.

    http://www.valor.com.br/impresso/empresas/american-airlines-renegocia-com-bndes

    Detalhe, British e JAl tb irão se unir para maximizar lucros e diminuir custos com combustiveis.

    Responder

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