Congresso Avalia Aumento da Participação Estrangeira nas Cias Nacionais
Seguindo a via sacra que os projetos de lei passam antes de serem aprovados no Brasil, o projeto que permite o aumento da participação de capital externo nas cias nacionais andou mais um pouquinho após a aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O projeto permite que o capital externo possa possuir até 49% de uma cia aérea nacional contra os 20% permitidos no momento. Sou a favor do projeto tendo como base o histórico do desempenho do capital nacional na administração de diversas cias aéreas (Vasp, Transbrasil, BRA, OceanAir, Variglog, TAF e por ai vai), onde o consumidor e os cofres públicos muitas vezes saíram na pior. Vale lembrar que a Azul só saiu do papel por que seu dono, apesar de ter crescido e montado sua carreira no exterior, tem nacionalidade brasileira. Sem ela, não teríamos nada de Azul e a mexida que ela deu na concorrência por aqui.
Quem sabe uma Air France ou Lufthansa não consegue colocar nos eixos alguma cia nacional?
O mais interessante foi o fato de o projeto foi aprovado contendo uma emenda que acaba com a restrição de atuação de cias estrangeiras em vôos domésticos no Brasil. Hoje, uma cia que faça um vôo que tenha um trecho doméstico tipo Salvador/Recife antes de ir para o exterior não pode vender passagens nesse trecho. Eu já ficaria muito satisfeito só com a liberação da venda desses trechos (o que estimularia ainda mais a descentralização dos vôos internacionais no Brasil), mas essa emenda vai além e permite a operação em qualquer trecho nacional. Será que assim teremos a Lan Brasil? Lufthansa Brasil?
Sonhar não custa nada, mesmo porque esse é o pesadelo das nossas cias e elas não vão deixar um projeto como esse passar sem lutar muito contra ele se apoiando na tese da defesa da soberania nacional para justificar questões meramente econômicas. O certo é que esse tipo de liberdade total não é comum mundo afora.
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Pessoal, vamos parar de delirar, uma cia aérea estrangeira fazendo voo de cabotagem no Brasil, nem em sonho. Se nos países de primeiro mundo isto não acontece, porque as cias locais não permitem, fazendo pesados lobbies, por que aconteceria logo aqui?
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Só pra avisar, o site da TAm está com pau para compras com cartão de crédito e as mesmas não estão sendo efetivadas. Até que isso se resolva, é melhor usar o telefone.
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Bom, se sonhar não custa nada, vou sonhar e torcer bastante para que esse projeto seja aprovado nos termos em que está – de preferência, logo. O Brasil tem déficit de concorrência. Com o aumento da participação do capital estrangeiro e com os chamados vôos de cabotagem a tendência é que mais empresas voltem seus olhos para o Brasil, que tem um potencial enorme de mercado (tanto para vôos internos como externos) que não decola em razão de concentrações e de preços.
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As vezes o Brasil surpreende… Estou na torcida!
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Pessoal, uma dúvida: não existem vôos entre Maceió/AL e João Pessoa/PB? Se sim, a preços razoáveis?
Obrigada,
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Cumbica fica em 128º e Galeão é 135º em ranking de aeroportos. Deu em http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2009/06/09/cumbica-fica-em-128-galeao-135-em-ranking-de-aeroportos-756262432.asp
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Rodrigo, desculpe-me a mudança de tema, mas você poderia tecer comentários a cerca da nova posição da OMS em elevar a gripe H1N1 para o nível máximo, caracterizando-a como PANDEMIA?? tenho viagens para marcar no fim do ano e não sei se fecho contrato ou se aguardo…
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