Consumidor: Atenção aos Serviços Adicionais ao Comprar sua Passagem!

| 10 de Janeiro de 2011 | 73 Comments More

Consumidor no Brasil tem até bons direitos garantidos em leis próprias, mas para ver seus direitos serem respeitados ele deve contar com a sorte.

Os órgãos reguladores e fiscalizadores muitas vezes são omissos  ou lentos em suas ações, sendo que muitas  punições acabam não surtindo efeito, seja porque são valores irrisórios perante o faturamento de algumas empresas ou porque se perdem em meio aos diversos recursos que nossa legislação permite.

Hoje o consumidor deve ficar bem atento aos seus diretos ao comprar uma passagem aérea a fim de não pagar pelo que não precisa e não quer.

O oferecimento de seguros adicionais (na maioria das vezes dispensáveis) junto ao preço final das passagens já foi alvo de ação da ANAC. Muitos consumidores acabavam sendo induzidos a comprar algo que não precisavam, já que a opção em aceitar o seguro vinha pré-selecionada e seu valor adicionado ao preço da passagem.

Apesar de algumas cias, como a Azul e a Gol, terem optado (forçadamente) por não mais oferecer o seguro pré-selecionado durante a compra, tornando a opção pelo seguro algo que necessita de uma ação clara do consumidor nesse sentido, ainda hoje algumas cias continuam praticando a mesma estratégia que foi alvo de punição da ANAC no passado.

Podemos considerar que essas cias aéreas que insistem em adicionar serviços extras pré-selecionados no processo de compra estão praticando algo não permitido e são sabedoras disso. A ANAC e outros órgãos que lidam com a questão do consumidor, até com mais poder que a ANAC, fingem que não conhecem que essa prática continua sendo realizada.

Na Azul, a opção pelo seguro não vem mais pré-marcada (o consumidor tem que fazê-lo) e a pré-venda de excesso de bagagem vem claramente exposta como bagagem extra

Quer vender serviços extras? Então venda após o processo de compra da passagem ter sido finalizado e não no meio dele ou dê um destaque ao fato de não ser essencial. Hoje podemos falar que algumas cias aéreas tem movido neste sentido.

Na Gol, a opção de seguro que vinha pré-marcada foi substituída por um banner que anuncia a existência do serviço e que pode ser facilmente ignorado

A Webjet, que se espelha na Ryanair (fale mal, mas falem de mim), tornou-se a campeã em ofertas de serviços extras após reformular seu site. O site dela hoje faz entender que a venda de passagens aéreas é só mais uma das fontes de renda da cia aérea (e não a razão de sua existência), já que, como alguns sites/blogs de passagens aéreas de onde devem ter buscado inspiração para o novo site, ela parece ter interesse mesmo é que você clique em algum anúncio ou link que gere lucro para ela tamanha a ênfase nas demais publicidades na página principal e na página de busca de tarifas.

Para comprar pelo site da Webjet paga-se 7 reais, enquanto nas demais cias aéreas, as compras pelo site são isentas de taxas pelo uso desse canal.  Até parece que ela precisa de uma força sua que compra passagens no site dela para mantê-lo no ar…  Nas compras nas agências e no call center, você vai pagar 30 reais. Coisa comum nas demais cias aéreas. Só estará livre dessa taxa ao comprar nas lojas dos aeroportos, local onde as demais cias costumam cobrar um taxa de remuneração do agente semelhante a cobrada nas agências e no call center.

Para parcelar, mesmo sem juros, é cobrado uma taxa de cerca de 4,80 reais.

Quer marcar um assento? Então pague mais 5 reais por vôo para não se arriscar a ser colocado no banco do meio! Eles ainda insistem em oferecer um seguro no meio do processo pré-selecionado!

Destacado em verde o encargo de uso do site e o seguro pré-adicionado ao valor da passagem. Quem comprar com pressa ou sem atenção vai acabar pagando por um seguro que pode não precisar.

Você ainda tem que ter um pouco de malícia para saber que no momento nenhuma cia aérea pode cobrar pelo despacho de bagagem de até 23kg dentro das dimensões permitidas. Sabendo disso, você pode evitar se confundir e cometer o erro de pagar antecipadamente por um excesso de bagagem que pode nunca vir a usar pensando que é algo necessário para despachar sua bagagem ou para agilizá-lo.

O texto peca por não ser claro e induzir a uma ação emocional: "Agilize seu embarque" e "se você tem bagagem a ser despachada..." O termo franquia adicional não faz parte do vocabulário corrente de um parte importante dos novos consumidores da Webjet.

Da forma que está, essa cia aérea, que foca em um público que está aprendendo a voar de avião devido as tarifas baixas comparáveis às de ônibus, faz um desserviço a comunidade. Acaba induzindo ao erro um consumidor mais humilde ou um consumidor menos experiente na compra pela internet e assim onera mais quem pouco tem ou quem está aprendendo a usar o transporte aéreo.

Definitivamente não gosto desse tipo de prática e como este é um site pessoal, optei por evitar publicar material relacionado a essa cia aérea para não ter que ficar toda vez alertando sobre as pegadinhas. Já chega as diversas reclamações que recebi solicitando um post alertando sobre essas práticas.

Não é e não será a última vez que o que uma parte dos publicitários considera uma ótima jogada de marketing será rotulada como coisa pouco ética sob meu ponto de vista, apesar de ser uma prática que parecer ser legal aos olhos dos fiscalizadores e reguladores, já que nada fazem. Gosto de uma relação saudável, transparente e respeitosa entre consumidores e empresas. Aqui tento fomentar o consumo consciente.

Respeito quem gosta dessa cia aérea e acha que tudo é válido para vender passagens a preços baixos, mas aqui no Aquela Passagem prefiro lembrar que preço não é tudo nessa vida.

Related posts:

  1. Promoção: Consumidor de Passagens Aéreas Não É Bobo!
  2. Cartões de Crédito: Você já Usou Algum dos Benefícios Adicionais?
  3. Como Planejar e Comprar Sua Viagem Pela Internet: 8 Compra Seguro Saúde de Viagens
  4. Olympic, Alitalia e TACV: Atenção Antes de Comprar
  5. Descobriram a Raiz do Problema: A Culpa é do Consumidor….

Tags: , ,

Category: ANAC, Caos, Consumidor

Comments (73)

Trackback URL | Comments RSS Feed

  1. bruno says:

    eu achei um absurdo pagar esse 7 reais e mais 4,80 pelo parcelamento se é sem juros,como eu poderia fazer essa reclamaçao,desse abuso, anac obrigaria a webjet me devolver esse 7,00 e mais 4,80 do parcelamento?

    Responder

  2. Miner says:

    Gostando ou não, lembre-se que a WebJet não tem obrigação de oferecer o parcelamento nem de vender pela internet.

    Aliás, eu já trabalhei com o desenvolvimento de software para venda de passagens e o modelo adotado é que a empresa de software recebe por cada uma emissão uma taxa fixa – a WebJet apenas está deixando esta taxa explícita, é bem provável que realmente a esteja repassando integralmente à empresa que desenvolve o software do site. Você comprando 1 ou 5 passagens, a taxa é de 7 reais pra tudo. Então só ficam mais “aparente” mesmo quando você está viajando sozinho.

    Quanto à marcação de assentos, é só não começarem a atrapalhar propositalmente quem não marca assento (por exemplo, impedir quem vai viajar com acompanhantes de viajar em poltronas adjacentes, se as mesmas estiverem disponíveis) que ainda acho justo quererem cobrar por isso.

    O que acho errado mesmo é o tal seguro. Realmente vejo que mesmo pessoas experientes na informática e em compras online vão acabar comprando o seguro sem querer, pela forma como o mesmo é apresentado. Esse sim deveria ser alvo de uma ação das agências reguladoras, pois a empresa tenta convencer a todo custo de que ele é necessário – inclusive em um popup de confirmação, dá a entender que o preço de compra será cancelado caso a pessoa não adquirir o seguro, o que não é verdade.

    Eu emiti passagens recentemente pela WebJet, após a reformulação, sem problemas. Paguei os R$7, mais a marcação de assentos (e ainda assim ficava bem mais barato que os concorrentes). Ainda não voei, mas das outras vezes que viajei pela WebJet em vôo pela CVC, tudo ocorreu tranquilamente.

    Responder

  3. OFS says:

    Cobrar pelo parcelamento não é abusivo, afinal, não tem a Webjet obrigação de parcelar suas vendas.
    A taxa para pagamento pelo site, apesar de difícil de engolir, faz algum sentido, não só pelo o que o Miner disse sobre como é desenvolvido os softwares, mas também pelo fato de que ela realmente só tem obrigação de manter a loja do aeroporto… Ok, continua dificílimo de engolir…
    Já o seguro é surreal, já que você só consegue retirá-lo na hora qeu você vai inserir os dados do seu cartão de crédito! Até comprei uma passagem deles nessa promoção do final-de-semana diretamente no aeroporto em razão de não conseguir tirar o seguro (e também porque já iria dar uma passada no aeroporto de qualquer maneira). Só lá descobri, com explicações BEM detalhadas do funcionário do balcão da Webjet, como retirar o tal seguro.
    E o que tem de gente pagando por excesso de bagagem antecipada por conta do texto dúbio do site da Webjet, não está no gibi…

    Responder

    OFS respondeu:

    Só mais um registro quanto à agência reguladora: alguém já teve alguma reclamação feita no site da ANAC respondida? Eu já fiz umas três e NUNCA obtive resposta.

    Responder

    Gustavo respondeu:

    OFS, no site nunca fiz, porém fiz um no aeroporto e 1 ano e meio após, a TAM me contactou oferecendo um ” acordo ” para eu não entrar na justiça contra eles. Baseado nesta experiencia, posso concluir que:
    1- A reclamação funcionou
    2- A TAM foi multada em R$10.000
    3- Demorou 1 ano e meio para ter alguma notícia sobre o caso.
    4- Fiz um acordo e não contestei a TAM na justiça

    Responder

    Ernesto respondeu:

    Gustavo.

    Voce que foi o maior prejudicado, foi ressarcido?

    Gustavo respondeu:

    Ernesto,

    Em partes pois fiz um acordo com eles para não entrar na justiça comum. Poderia ter “ganho” mais, mas entendi que devido as circunstancias o que me ofereceram estava aceitável e seria mais rápido.

    jorge respondeu:

    AnaRc melhor esquecer, ou vc vai passar mais nervoso com eles.

    Responder

  4. Adolfo says:

    Na TAM melhorou um pouco, pq antes vc tinha que tirar a opção do seguro viagem a forceps. Hoje, o site te pergunta se vc quer o seguro e se a resposta for não, então abre outra janela, com o “sim” pré-selecionado.

    Responder

  5. Vinícius says:

    Particularmente não gosto da Webjet, não só pelo produto que era oferecido, mas, também por essas pegadinhas.

    Como o público, conforme falou o Rodrigo, é pouco conhecedor dos termos da aviação, isso vai gerar muita confusão e dúvida. Cobrar pelo uso do site, é válido pela lei, desde que exista um canal que não cobre, ou seja, funciona como comprar um ingresso… Se você comprar por um site ou telefone vai ter que pagar a taxa de conveniência… Se comprar no local, não pagará. Em termos de taxa, mesmo a emissão na loja cobra taxas, então, em qualquer canal de venda a empresa precisa deixar umas moedinhas com o GDS dela.

    Já o caso dos seguros, eles tomaram como inspiração as empresas de ônibus (de onde esses passageiros vieram), onde o sujeito que vende a passagem já inclui um seguro no valor da passagem e passa para o passageiro sem a menor cerimônia, como se fosse obrigatório (e não é!)… Já tive até discussão por causa disso.

    A marcação de assento pode ser cobrada… By the way, fiquei abismado com a British querer cobrar US$ 125,00 pelo assento no upper deck do 747. É um política da empresa, cabe a mim, passageiro não pagar.

    Já a babagem estou vendo muita gente falando que é um absurdo, que não sabe dos 23KG (Rodrigo, você colocou 24… É uma franquia válida também, mas, com excessão da Puma Air, todas adotam o mínimo da lei, 23KG).

    Nossos hábitos de aviação ainda são “antigos” se comparado com Estados Unidos e Europa, porém, lá você tem opções de pagar um low-cost ou uma full-service, aqui não.

    Os nossos orgãos, muito ocupados, não conseguem ver essas coisas… Qual é a solução? O seu e o meu dinheiro serve tanto na Webjet como em qualquer outra empresa, portanto, compre em outras cia, que atendam o que você precisa.

    ¡hasta luego!

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Passou batido os 24… Vou corrigir. Obrigado

    Responder

    Leonardo respondeu:

    Vinicius,

    Tambem não gosto muito da Webjet, a empresa não me transmite segurança. Pelo que entendo a cia compete por preço e se é assim, para aqueles que entendem o preço como único fator de decisão na hora de comprar seus bilhetes, a Webjet continua sendo a melhor opção, na minha opinião, mesmo com o acréscimo de taxas sobre o valor da passagem.

    Abraço
    Leonardo

    Responder

    Eduardo Paci Galvão respondeu:

    Tá, quem transmite segurança é a TAM, que, anteontem, deixou passageiros à mingua em um voo por causa de falta de tripulação!

    Nada a ver, é uma pior do que a outra, e, sendo todas ruins, vou pelo preço mesmo!

    Saudações!

    Responder

    Vinícius respondeu:

    Se o quesito é segurança, ele passa do outro lado da rua na TAM… Tanto operacional (nenhuma novidade) e agora como atrasos, falta de tripulação e desculpas…

  6. Alex says:

    Engraçado que esta noite mesmo eu precisei comprar uma passagem, escolhi a Webjet e perdi quase 1hora pra conseguir usar o sistema deles e retirar as taxas. Achei um absurdo a disposição da informação do site. Pegadinha mesmo.
    Sobre a questão das taxas pra isso e aquilo, discordo que faça sentido cobrar a taxa pelo site. Faz muito mais sentido cobrar a taxa pela compra presencial, que exige atendentes, guiches, etc, do que pelo site, onde o custo fixo é muito mais baixo. Se uma empresa do porte da Webjet utiliza um desenvolvedor de software que cobra por bilhete emitido, me desculpe, Miner, mas acho que tem alguma coisa errada. Cobrar pelo uso individual de um sistema é algo que faz sentido para as empresas pequenas, e não para as grandes, que obviamente visam o lucro de qualquer forma.
    Sobre a questão de marcação de assento, além de ser claramente um caça-níqueis, também aparece de maneira dúbia.

    Conclusão: comprar na Webjet somente na impossibilidade de comprar em outra companhia. Fato.

    Responder

    Vinícius respondeu:

    Alex, esse preço por transação é custo que muitas cias. grandes tem… O que ocorre é que você escolhe um sistema para gerenciar seus vôos e reservas (Amadeus, Sabre, WorldSpan, New Skies, etc)… Você compra uma licença e passa a usar um pedaço desse sistema e paga um taxa de manutenção por usar esse pedaço. Quando maior a empresa maior a força e também, se você estiver disposto, pode fazer um sistema próprio, porém isso costuma demandar um grana pesada, além de ter que trabalhar com uma série de integrações diferenciadas.

    Responder

    Miner respondeu:

    Na verdade, isso é bem comum entre as aéreas brasileiras e do mundo inteiro. Acredito que somente a Gol, TAM e Azul tenham sistemas próprios.

    A Gol e a TAM eu sei que não pagam nem os GDS em vôos nacionais (e por isso, se você for no site do ITA Software, não acha os vôos nacionais dessas empresas), apenas internacionais – isso é parte das razões de se pagar uma taxa adicionais pra emitir vôo nacional com agente ou nos sites de busca de passagens). As outras nacionais eu não sei.

    A empresa que cuida dos sistemas da WebJet é a seguinte: http://www.reservaweb.com.br/ e acredito que eles também cuidem da Trip, da Passaredo e da Pantanal – mas não tenho certeza.

    Responder

    Vinícius respondeu:

    Miner,

    Você acha os vôos da GOL e TAM no ITA sim. Já Web, Trip, Passaredo, sem chances.

    A GOL e Azul usam o New Skies e a TAM Amadeus, e mantém umas tranqueiras em Sabre, base da antiga solução deles. Não sei como está o modelo de cobrança deles hoje… A VARIG usava uma versão mais antiga do Amadeus/Iris e pagava uma taxa por processamento.

    No caso dos agentes e sites de busca, a empresa precisa repassar um x pro agente (creio que todos tenham ciência disso), além do agente poder colocar um preço pela conveniência de ter buscado… Ontem mesmo, precisei de um agente pra emitir um bilhete e encontrei uma diferença de R$ 120,00 de uma agência para outra.

    ¡hasta luego!

    Responder

    Miner respondeu:

    Você não acha todos os vôos, eles publicam apenas algumas bases tarifárias nos GDS para venda direta, com preços diferenciados.

    Só para ilustrar um exemplo prático: vá no ITA e procure um vôo SDU-CNF, na data 20/02/2011. Você vai achar vôos por R$368 da Gol e R$772 pela TAM.

    Se fizer a mesma busca no decolar.com (ou no site das empresas) vai encontrar Gol por R$119 e e TAM por R$137.

    Os vôos estão lá publicados nos GDS, mas na prática é só pra ter possibilidade de conexões com internacionais com outra empresas (ou então, não sei, talvez pegar algum estrangeiro desprevinido que vai pagar 3x mais ao comprar por um site estrangeiro). Eles claramente não querem vender pelos GDS, publicando tarifas de 3x a 6x mais altas.

    Vinícius respondeu:

    Miner,

    Aqui vai uma dica sobre o ITA, que vale para os demais também… Quando você faz uma pesquisa no ITA, existe um campo (na versão nova), que chama-se “Sales City”. O default desse campo é Boston, blah, blah… Esse campo é importante para determinar onde a passagem será “vendida”.

    Quando eu coloquei Sao Paulo realmente apareceu os preços que você me falou, agora, simulando o trecho que você me passou, data, colocando Boston (ou seja, a venda no US), o preço mais barato ficou com a TAM por US$ 75,00 (ou R$ 135,00 +-), ou seja, um pouquinho a menos que no site aqui.

    Aos que perguntarem por que, a resposta é existem restrições de vendas para determinadas tarifas para determinados países ou cidades. Se você olhar nas regras desta tarifa, por exemplo, irá encontrar um item chamado SALES RESTRICTIONS que diz:

    EXTENSION OF TICKET VALIDITY IS NOT PERMITTED.
    TICKETS MAY NOT BE SOLD IN BRAZIL.
    NOTE -
    AS TARIFAS REGIDAS POR ESTA REGRA NAO PODEM
    SER COMERCIALIZADAS DENTRO DO TERRITORIO
    BRASILEIRO.

    A rabo vermelho é campeã em fazer isso… Nas vezes que tive que recorrer a essa empresa por falta de opção, ela vendia no site o vôo por algo como R$ 600,00 e paguei no Expedia algo como US$ 150,00, praticamente metade do preço.

    ¡hasta luego!

    Luciana respondeu:

    Pessoal, alguém me dá um help?? Estou tentando descolar passagens baratas CNF-MVD para o carnaval desde o início do ano e até agora nada. No ITA aparecem preços ótimos com horários ótimos mas não consegui ngm que encontrasse esses valores. Os vôos são da TAM e até uma amiga minha que trabalha lá disse que não é essa tarifa. Será que essas classes estão bloqueadas para alguma agência?? Tem como descobrir?? Ou o Ita perdeu a mágica mesmo?? Ele está fazendo a mesma coisa para vôos para SCL e LIM… diz que tem, mas não tem! (Pluna e Taca, então nem é só um problema com a TAM) :( Mto triste…

    Rodrigo Purisch respondeu:

    lembre-se de pesquisar usando CNF no campo de local do ITA.

    Já tentou entrar pelo portal internacional da Tam para ver o que dá? Tem gente que consegue algumas boas tarifas por lá. Só não dá para parcelar e tem que usar cartão de crédito internacional.

    Vinícius respondeu:

    Luciana,

    Eu falei no post anterior sobre a região… Tente pesquisar os trechos e datas que estão no ITA em sites como o Expedia ou Kayak… Veja que encontra os mesmos, possibilidade que será maior!

    ¡hasta luego!

    Luciana respondeu:

    Já havia tentado as duas coisas e nada! Mto estranho mesmo. Liguei até no Orbitz dos EUA pq inicialmente a tarifa aparece na busca pelo site deles tb, mas quando tento comprar ela não existe. Eles tb não sabem o prob, mas é claro que dizem que é culpa da cia aérea… minha dúvida maior é se existe mesmo essa tarifa ou se os sistemas estão todos errados!

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Qual tarifa e os dias que você está pesquisando

    Vinícius respondeu:

    http://www.kayak.com/flights/CNF-MVD/2011-03-04/2011-03-08

    Tá dentro do que você está procurando?

    Luciana respondeu:

    Pois eh, é isso ae mesmo. Eu já encontrei em mil lugares, mas só em termos de consulta. Na hora de comprar mesmo, não tem. Revolta…rs…

    Luciana respondeu:

    Rodrigo, eu pesquisei CNF-MVD 04/03 a 09/03, ficou assim (mandei em uma msg anterior mas ela não apareceu aqui, não sei pq):
    BHZ JJ X/E/SAO JJ MVD M 113.00LYG3TUY JJ X/E/SAO JJ BHZ M 113.00LYG3TUY NUC 226.00 END ROE 1.00 XT 101.24BR 59.91WU

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Essa Tarifa LYG3TUY (classe de reserva L) existe sim e está publicada no Sabre e Galileo.

    No Sabre não tem disponibilidade de classe de reserva L em nenhum vôo no dia 04/03 na Tam. Mesma coisa na volta. Vôos Tam e Pluna indo e vindo de MVD nessas datas estão quase todos cheios. Só tem tarifa caríssima.

    O interessante é que as tarifas via GRU no ITA estão aparecendo com conexão com vôo code share Pluna, mas no Sabre não tem disponibilidade na Pluna… O erro está na disponibilidade mostrada nos vôos Pluna… Pode ser alguma coisa de inventário não atualizado…

    Para ter uma idéia só consegui vôo em tarifa aceitável saindo de Foz do Iguaçu para MVD na Pluna (ida dia 4 e volta dia 08), mas ai você teria que conseguir algo bom e a tempo para fazer CNF/Foz (IGU)… Brasilia/Lima (370 USD)também tem algo, mas tem que conseguir chegar em Brasília…

    Luciana respondeu:

    Tentei essa de BSB (É da TACA?) mas tb nao consegui. Deu a mesma coisa, disponibilidade mas na hora de emitir, nada! Será que ela e a Pluna usam o mesmo sistema? Se sim, tá aí o erro! Vou continuar tentando… ai, queria tanto ter meu propria sistema de reservas! Como faz, hein? Obrigada pelas consultas!!

  7. Ernesto says:

    Deve ser lembrado que a venda casada é proibida pelo CDC.

    Eu tenho dúvida quanto a legalidade destas taxas, que inclusive modificam os dados dos buscadores da internet, que geralmente consideram apenas o preço das passagens, e não estes “extras obrigatórios”, sendo que o proximo vai ser a “taxa de combustivel” que já e cobrada em muitas empresas lá fora.

    Acredito que se pode cobrar por opcionais, mas nunca pelo uso do site, e quanto ao seguro, deve ser uma opção do passageiro, como o faz a GOL.

    E, mais isto é uma ameaça aos programas de milhagem, pois daqui há pouco cada vez mais taxas vão ser cobradas pela emissão de uma passagem, a ponto que a diferença não vai mais compensar o uso da milhagem.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    No Brasil, a taxa de combustível tem que ser adicionada ao valor da tarifa após uma resolução da ANAC. Não pode ser mais cobrada a parte.

    Responder

  8. Ernesto says:

    Em tempo: Em caso de acidente, seja de onibus,seja de avião a resposnabilidade é total e presumida por parte da Cia Aerea.

    Responder

    Vinícius respondeu:

    No caso do tansporte terrestre, existe o seguro obrigatório (aquele mesmo que você paga se tiver um automóvel), que é para todo e qualquer acidentado por transporte terrestre.

    Já na aviação, as empresas pagam seguro de suas aeronaves e para seus passageiros. Isso digamos não chega a ser uma obrigação, por que teve uma empresa aí que não posso falar que teve uma época que não pagou para determinadas aeronaves.

    Pelo que me lembre, existe uma lei que qualquer acidente aéreo em nosso território envolve uma indenização miníma de R$ 1 milhão. Se alguém tiver essa lei mais fácil, agradeço.

    Responder

    Ernesto respondeu:

    Vincius

    Não há lei por enquanto.

    O que existe é a responsabilidade objetiva, ou seja presumida do transportador (empresa) que deve zelar pelo passageiro até o final de seu destino, em qualquer transporte que seja pago.

    Se não o fizer se sujeita ao pagamento de danos morais e materiais, que não se confundem com os valores pagos pelo seguro obrigatorio.

    Responder

  9. Pedro says:

    Viajei pela Webjet na última sexta feira. A única vantagem pra mim foi que comprei a passagem na quinta, em cima da hora, então era a mais barata que tinha, menos de 50% das outas com as taxas. Agora se for uma viagem planejada, evito essa companhia, mesmo com as mega promoções prefiro pagar por um serviço melhor, aviões mais novos e ganhar milhas.

    Considero essa taxa de parcelamento absurda, na verdade isso é uma forma de enganar o consumidor, dependendo do preço da passagem isso significa juros de mais de 2,5% a.m. Concordo com o Rodrigo que é preciso transparência. Acho que ela quer se diferenciar com o low cost, que o faça, mas de forma ética e respeitando o consumidor.

    Responder

  10. Cinthia Rangel says:

    Rodrigo,
    Não sei se vc sabe, mas é notícia fresquinha aqui no RS.
    O Tarso Genro está negociando com a TAP para iniciarem voos diretos partindo de POA-LIS.
    Se tudo der certo, as operações iniciam-se em 12/06/11.

    É a TAP tomando o lugar da TAM nos voos internacionais!

    Eu estou adorando, né, pelo menos assim vou ter voo direto para a Europa!

    Ab,
    Cinthia.

    Responder

  11. Rosa says:

    Eu já contratei o seguro, por engano, ou seja, pegadinha, na TAM e na Gol, dá trabalho ficar ligando e dizendo que foi engano para cancelar, mas sempre consegui cancelar. Agora fico mais atenta para não ter tanto trabalho e perda de tempo.

    Responder

  12. Leandro says:

    Eu fui um dos que reclamou disso. Minha mulher não conseguiu tirar a obrigatoriedade do seguro e acabou pagando por ele. Ontem uma amiga dela queria viajar (ao preço mais baixo possível) e entrou no site deles, que é uma verdadeira porcaria. Muito poluído, telas confusas, a gente até esquece que está comprando uma passagem aérea…
    Eu precisei explicar o caminho para ela tirar aquilo e mesmo depois de não selecionar a caixa, o site ainda fica insistindo para você comprar o tal seguro e a tal marcação de assento (que eu nem acho tão cara por 5 reais). Essas taxas aí de emissão, marcação e tal ainda são bem baratas e não oneram o custo da viagem. Se querem cobrar 29,90 numa passagem, eles cobram tudo, até a escada para entrar no avião. É melhor do que pagar 150 reais pelo mesmo trecho.
    Agora ser induzido a fazer uma coisa que não quer (comprar o seguro), aí é bem complicado…

    Responder

  13. faria says:

    Gostaria de saber, alguem pode me informar, se é obrigatório o seguro para viagem para europa.? pois, tive informações que sem o seguro, não te diexam entrar no pais, qualquer da europa. é verdade isso. Pois, sempre que se viaja , na fiscalização, aduana etc., ninguém te pede esse famigerado seguro. Que em todos os aeroporto, nas salas de embarque, tem gente vendendo o tal. segura. abraços faria

    Responder

    Vinícius respondeu:

    Faria,

    Para os países que fazem parte do tratado de Schengen, você precisa do seguro, mas não confunda União Européia com Schenger, que são coisas totalmente diferentes. Se você tiver um cartão mais top, você pode ter esse seguro na faixa… Basta entrar em contato.

    Aqui está uma lista dos países que precisam do tratado de Schengen:

    Alemanha
    Austria
    Bélgica
    República Tcheca
    Dinamarca
    Eslovaquia
    Eslovenia
    Espanha
    Estônia
    FInlândia
    França
    Grécia
    Hungria
    Iceland
    Itália
    Latvia
    Lituânia
    Luxemburgo
    Malta
    Noruega
    Polônia
    Portugal
    Suécia
    Suiça

    ¡hasta luego!

    Responder

  14. FH says:

    Parabéns ao Ernesto pela contribuição séria e embasada legalmente. O fato é que as taxas são abusivas, sim, e ilegais. O uso da internet é o custo do negócio da WebJet e de qualquer outra empresa aérea. O consumidor não pode e não deve pagar por isso. Mas, como dizem os comandantes e comissários da AperTAM, voar é uma escolha do cliente. Se vc topa a Web Jet, não se incomoda com seus aviões antigos e mal cuidados, vá com vontade. Mas fique atento a essas pegadinhas, que demonstram uma grande má-fè da empresa.

    Responder

  15. Emerson Gomes says:

    Fui mais um lesado pelo website da Webjet. Realmente não me toquei na historia da bagagem e acabei pagando a taxinha extra la. Agora sobre o seguro, eu procurei MUITO a opção onde ele poderia ser desabilitado, mas o site simplesmente nao mostrava essa opcao.
    Voltei no site agora para procurar novamente e tb nao encontrei. Ela existe mesmo?

    Responder

    Emerson Gomes respondeu:

    Encontrei. Realmente é lamentável que a empresa tente enganar o consumidor tão na cara dura assim.

    Responder

  16. eduardo andrioli says:

    Rodrigo,

    Acho que nós consumidores não podemos ficar “acomodados” com os desrepeitos das cias aereas, nos ultimos 8 meses eu passei por 3 voos cancelados, e uma situaçao desrespeitosa na loja da TAM da rua augusta, os 3 cancelamentos de voo recorri ao judiciario, temos o dever de reclamar pelos nossos direitos e sermos indenizados por danos moral e material!!!!!!! em relaçao a ao outro ocorrido eu só fiquei satisfeito quando a diretoria da tam me mandou uma carta se retratando e ciente da falta de treinamento dos seus funcionarios.
    Agora sobre o seguro do cartao de credito não se esqueça que tem que entrar em contato com a operadora (e não o banco emissor do cartão) do cartão de credito, preencher um formulário com os dados da viagem, isso tudo com tempinho antes da viagem (a VISA pede 1 semana de antecedencia).
    Abs
    edu

    Responder

  17. eduardo andrioli says:

    Rodrigo,

    Acho que nós consumidores não podemos ficar “acomodados” com o desrepeito das cias aereas, nos ultimos 8 meses eu passei por 3 voos cancelados, e uma situaçao desrespeitosa na loja da TAM da rua augusta, os 3 cancelamentos de voo recorri ao judiciario, temos o dever de reclamar pelos nossos direitos e sermos indenizados por danos moral e material!!!!!!! em relaçao a ao outro ocorrido eu só fiquei satisfeito quando a diretoria da tam me mandou uma carta se retratando e ciente da falta de treinamento dos seus funcionarios.
    Agora sobre o seguro do cartao de credito não se esqueça que tem que entrar em contato com a operadora (e não o banco emissor do cartão) do cartão de credito, preencher um formulário com os dados da viagem, isso tudo com tempinho antes da viagem (a VISA pede 1 semana de antecedencia).
    Abs
    edu

    Responder

  18. Vinicius says:

    1) Dizer que o parcelamento é sem juros e cobrar taxa para parcelar é propaganda enganosa. Na verdade, o que se está fazendo é cobrar juros.

    2) O seguro dipsensa maiores comentários. Absurdo.

    3) Cobrar taxa por venda pela internet é cobrar abusivamente por um custo extra que na verdade não existe para a empresa.

    Responder

  19. Harpia says:

    Webjet já pregou esta pecinha do seguro qdo a minha esposa que não está acostumada com essa enrolação comprou uma passagem pelo site.
    Voei Webjet CWB-GRU no último final de semana emitindo pela Bradesco Fidelidade. Tive uma forte impressão de que voou por uma rota alternativa de forma bem mais lenta do que o normal para economizar combustível. Alguém conhece regras de trânsito em aerovias? Principalmente em relação a velocidade de vôo?

    Responder

    Vinícius respondeu:

    Harpia,

    A velocidade do vôo pode viariar por fatores como:

    GRU é uma terminal (aeroporto) muito ocupado, principalmente no início da noite e manhã, o que faz com que forme-se uma fila pra pouso… Geralmente você fica dando voltas, através da separação vertical (altitude) até liberar, mas, caso o controle veja que a coisa está cheia, aí começa a pedir para os vôos que estão para chegar que reduzam a velocidade ou mesmo dêem uma volta no meio do caminho.

    Outro motivo, em termos de rota são turbulências… O piloto pode optar por tomar outra roda de forma a garantir o conforto dos passageiros e evitar turbulências, que muitas vezes podem estar como altas e podem causar danos a aeronave ou incidentes como passageiros sendo arremessados, copos voadores, etc.

    Em termos de econômia de combustível, existe um modelo de pilotagem que vem sendo estudo, onde existem pontos de subidas e descidas e velocidades que fazem com que a aeronave consuma menos… Comparando com um carro, seria o mesmo que trocar as marchas no tempo certo, estar com o alinhamento ok e por aí vai…

    ¡hasta luego!

    Responder

    Harpia respondeu:

    Vinicius, agradeço pelas informações. No entanto a minha pergunta continua sem resposta para o caso da redução da velocidade intencional para economizar combustível.

    Alguém conhece regras de trânsito em aerovias? Principalmente em relação a velocidade de vôo?

    Responder

    Vinícius respondeu:

    Harpia, vou falar melhor sobre a velocidade de um avião e como isso tem relação com o consumo de combustível…

    Começamos pelo seu carro… Suponha que você pegue uma estrada de 100km, cuja a velocidade que você vai é de 100km/h, logo você irá completar esse trajeto em uma hora.

    No avião, o cenário é um pouco diferente… Temos dois tipos de velocidade: A ground speed e a air speend… Ground speed é sua velocidade em relação ao solo (ou seja, a velocidade do carro é sempre ground speed), e a air speed é da aeronave voando em si (onde você tem a sensação de rápido e lento)… Pois bem, agora tomamos como exemplo três cenários, cuja a air speed da aeronave é de 300km/h

    Cenário 1: O ar não está em movimento, logo o ground speed é 300km/h

    Cenário 2: Vento de traseira (favorável) de 50km/h = Ground speed será de 350km/h

    Cenário 3: Vento contrária de 40km/h = Ground speed será de 260km/h…

    Se o seu vôo teve ventos favoráveis, o pilot pode adotar uma velocidade menor de cruzeiro.

    Agora, vamos falar de velocidade x combustível: A primeira coisa é que existem limites mínimos legais de combustível que a aeronave deve carregar. O cálculo (que determina o mínimo) é muito parecido com o que você usa no seu carro, ou seja, você sabe em média quantos KMs seu carro faz com um litro… Porém, para um aviação, precisamos considerar o peço das cargas (malas, comida, etc), passageiros e o próprio combustível.

    Algumas exigências devem ser atendidas, como no caso de uma rota CWB-GRU:

    1. Possibilidade de alternar o pouso para outro aeroporto nas redondezas (como CGH ou VCP)
    2. Possibilidade de ficar sobrevoando por 30 minutos tanto o aeroporto de destino, como ou alternado, em caso de necessidade
    3. (Pela distância da rota), possibilidade de voltar para CWB

    A velocidade em si não vai influenciar no gasto de combustível. O que pesa é o quando a aeronave “bebe” e o peso que ela está levando, fatores esses mostrados nos manuais do fabricante.

    Agora regras de aerovias? Primeira coisa é que você precisa possuir uma altitude única dentro de um determinado perímetro, caso contrário estará sofrendo um sério risco de colisão (acidente da GOL). Não existem limites de velocidade como numa estrada… O que vai limitar é o tipo da aeronave + condições de tempo (aquela explicação do vento) e claro, tem que existir uma “separação horizontal”, mas a vertical é muito crítica.

    Resumindo, para economizar combustível você precisa carregar pouco peso, ter uma aeronave econômica, tentar otimizar a rota e se possível instalar um winglet (http://www.theengineer.co.uk/pictures/web/images/27809.jpg), que permite uma economia interessante ao longo prazo de combustível.

    Dúvida sanada?

    Harpia respondeu:

    Vinicius, não é o lado da aerodinâmica, projeto ou regras de combustível a carregar antes do vôo. Sem dúvida velocidade influi no consumo de combustível pois resistência do ar aumenta ao quadrado da velocidade. Vale esta regra exceto quando atinge velocidades mínimas onde a sustentação começa a ficar comprometida. Mas aí é uma outra longa história.

    A minha pergunta continua sem ser respondida:
    Qual seria a regulamentação das velocidades nas aerovias do Brasil?

    E como complemento, uma outra pergunta:
    Uma companhia aérea pode montar um plano de vôo para ir mais devagar economizando e se utilizando de uma aerovia alternativa no Brasil?

    Isso já é feito lá fora desde 2008. Para quem lê em inglês, segue o link:
    http://www.usatoday.com/money/topstories/2008-05-01-3743094228_x.htm

    Para não ficar off topic, lembro que tudo isso pode influenciar no custo das passagens e nos serviços adicionais. No vôo da Webjet tive nítida impressão que estavam devagar por um segundo motivo: dar tempo para serviço a bordo cobrado.

    Vinícius respondeu:

    Harpia,

    Vamos ver se agora as coisas ficam claras… Primeiro aerovias:

    Pela nossa lei, 45 minutos antes do vôo, um plano de vôo deve ser apresentado. Esse plano deve informar qual aerovia (elas tem códigos como as estradas), velocidade pretendida, altitude de cruzeiro, etc. Esse plano é submetido ao controle de tráfico que pode aprovar ou rejeitar.

    Vou dar um exemplo do trecho RIO-SAO… Existem quatro aerovias UW62, UW63, UW64, UW50… Tomando um vôo para CGH, você irá utilizar a UW64 e para GRU UW50 (as outras duas são usados nos vôo entre SAO-RIO)…

    Eu não sou obrigado a montar meu plano de vôo num trecho SDU-CGH usando a UW64… Se eu quiser usar a UW50 eu posso, porém, esse plano terá que passar por uma aprovação e nesse caso terei que justificar muito bem o motivo de quer usar UW50 para voar pra CGH, visto que é utilizado a UW64.

    A partir do momento que estou em vôo, a torre do aeroporto deixa de ter contato comigo e passo a trabalhar com o controle aéreo (o famoso CINDACTA). O CINDACTA por motivos “ns” pode pedir para que eu mude minha altitude, aumenta/diminua a velocidade, mude minha rota, etc. Não existe uma regulamentação que você deve usar uma determinada aerovia para chegar ao seu destino e de velocidade. Isso é feito no plano de vôo e pode ser alterado a qualquer momento por determinação do controle de tráfego.

    No caso do seu vôo, o piloto pode ter tomado uma rota alternativa por motivos que já expliquei anteriormente e pode ter voado “devagar” por determinação do controle de tráfego. Seria interessante você também explicar o que lhe fez tirar a conclusão que o vôo estava devagar? Esse trecho é uns 40/45 minutos em média com um 737-300.

    Agora, em relação ao consumo: Se você for devagar a resistência do vento é menor, porém, existem dois problemas que voar lentamente traz:

    1 – Você leva mais tempo para chegar ao seu destino, o que faz com que o tempo de viagem aumente. Se o tempo de vôo aumenta, o consumo de combustível aumenta

    2 – A perda de peso demora mais para ocorrer (o único peso que a aeronave perde durante o vôo é o combustível), ou seja, se o piloto ficar voando a 200km/h, por exemplo, ele vai gastar o triplo de tempo que gastaria e vai demorar três vezes mais tempo para queimar o combustível, acarretando num peso adicionar, que irá acarretar em maior consumo…

    Pense num carro de F1… A situação é muito parecida… Se você observar no começo da corrida, os carros estão mais lentos, pois, estão de tanque cheio… No final da corrida eles vão ficando mais rápidos (aí começam a dar volta mais rápida, etc) pois já perderam mais de 90% do peso do tanque… Quando ocorre um safety car, o consumo diminui, porém, ele fica mais pesado por mais tempo e perde um pouco da performance máxima que ele poderia atingir. Claro que um F1 tem um cálculo preciso de combustível, para ir até o final da corrida e dar uma voltinha de comemoração… Num avião não pra fazer isso…

    Resumindo (espero que agora fique mais claro): Voar numa velocidade menor aumenta o tempo de viagem, não perder uns kilos e no final representa um gasto MAIOR de combustível muitas vezes.

    Não existe velocidades determinadas para as aerovias… Eu posso usar aerovias alternativas? Posso, sem problemas, mas desde que tenha autorização para tal.

    ¡hasta luego!

  20. David says:

    Mesmo me considerando cuidadoso ao emitir passagens, uma vez eu paguei pelo seguro, informação pela qual passou despercebida. Mas isso também é uma realidade nas passagens rodoviárias. As agências do governo tem de agir contra o abuso.

    Responder

Leave a Reply

Os comentários publicados aqui são de exclusiva e integral responsabilidade de seus autores. Comentários que julgarmos conter termos chulos, que não respeitem a opinião dos demais, que tratem de problemas comerciais individuais com terceiros, que promovam o comércio de milhas, que tragam termos preconceituosos, que sejam identificados como textos publicitários ou que visem apenas denegrir a imagem de terceiros serão moderados e/ou excluídos. Comentários sem identificação clara de seu autor (nome e/ou email válido) também poderão ser excluídos.

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.