Dicas Para Quem Vai a Oahu, Honolulu e Waikiki no Havaí – Parte 2

11 de February de 2012 | Por | 9 Comentários More

Segue agora a Segunda Parte das dicas que foram iniciadas neste texto aqui.

As Praias

Praia de Waikiki nas Proximidades do Aston Circle Hotel

Apesar do belo pôr de sol, acabei quase não usando a praia de Waikiki. Em algumas áreas, a praia tem um fundo mais rochoso e em outras possui alguns recifes artificiais que criam áreas com águas mais calmas próprias para crianças. Ela me parecia mais urbana e cheia do que eu procurava.

Vale destacar que a maioria das praias da ilha, que não são poucas, são parques americanos e que contam com estacionamento gratuito, banheiros públicos, chuveiros para tirar a areia, aéreas para piquenique, gramados e nenhum vendedor ambulante. Para conseguir algo para beber ou comer é necessário chegar próximo à rua à entrada do parque. O que parece um incomodo a princípio, passa a ser uma oportunidade de diversão. De posse de uma bolsa térmica, encha uns sacos com gelo no hotel, passe nos supermercados Walmart ou Don Quijote (no entorno do Ala Moana Center) ou no Shirokiya (dentro do Ala Moana Center e que produz bentos – marmitas – japoneses) ou ainda em uma loja de conveniência ABC e abasteça-se para seu lanche praiano, principalmente se viaja com crianças.

Dentre as regiões que visitei (só não visitei a Leeward Coast), aos meus olhos se destacaram as praias de Hanauma Bay e de Kailua Beach Park.

Hanauma Bay

Hanauma Bay é um parque de conservação que cobra entrada que se localiza há uns 20-30 minutos de Waikiki. Como é uma das praias mais concorridas, evite ir nos domingos ou feriados (não funciona às terças feiras) ou opte por chegar cedo, já que quando o estacionamento enche, eles deixam de aceitar novos visitantes. Adultos pagam 7,50 USD de entrada e crianças com menos de 12 anos não pagam, mas devem se apresentar na bilheteria para conseguir o ticket de isenção de entrada. É cobrado 1 USD de estacionamento.  Após passar pela bilheteria, o visitante antes de poder descer a ladeira que dá acesso à belíssima praia tem que assistir um vídeo sobre  a conservação do espaço. Para quem quer evitar a ladeira, há um serviço de transporte sobe e desce pago a parte.

O lugar é muito bonito, com ótimas áreas para snorkeling. Vale um dia de lazer. No local, existe aluguel de material para snorkeling e uma lanchonete no alto da ladeira e próximo à bilheteria. Se você levar comida, tome cuidado com os furões que habitam o lugar e que gostam de fazer pequenos furtos nas sacolas abertas.

Um passeio que combina com Hanauma Bay é uma visita ao Makapuu Point Lighthouse.

Kailua Beack Park e Lanikai

Kailua Beach Park e anexa Lanikai Beach (que está desaparecendo aos poucos, já que durante a maré alta alguns pontos da areia somem e Omar se encosta nas casas construídas à sua frente) foram nossas escolhidas para relaxar a beira do mar. Localizadas na Windward Coast, com uma areia branca, mar com várias tonalidades de azul, com um gramado e árvores provendo sobra próximo à beira mar, Kailua nos conquistou.

Apesar de ser um local indicado para Windsurf e Kitesurf, quando fomos em setembro, o vento estava mais para brisa. O mar tranquilo era convidativo para crianças e para um mergulho. Existem locais de aluguel de caiaques e canoas havaianas, além de estacionamento, banheiros e área de piquenique. Além disso, não cobra nenhum tipo de entrada como a maioria das praias da ilha.

Lanikai começa logo após Kailua. É um pouco mais difícil de estacionar porque não tem um estacionamento como Kailua e a beira mar é fechada por várias casas. E entrada se dá por corredores públicos de acesso à praia. A praia também é cativante, mas na maré alta a faixa de areia some.

Lanikai em Maré Alta

Aproveite o deslocamento e visite o Pali Lookout, mirante que fica no caminho entre Waikiki e Kailua Beach .

Outros passeios que fiz

North Shore

Famosa Pipeline fora da estação de grandes ondas

Para fazer minha exploração de North Shore optei por pegar o caminho mais direto de Waikiki até Haleiwa (pelo meio da ilha) e depois descer contornando a costa leste (Windward Coast) de volta para Waikiki.

Com um ar mais pacato, North Shore (meca dos surfistas), abriga Haleia, Waimea e a famosa praia de Pipeline. Em setembro, quando eu fui, as ondas nem de longe lembram as vistas nos meses de janeiro e fevereiro, mas mesmo assim são praias que não convidam muito para um mergulho e sim mais atrativas para quem pratica surf e bodyboard.

O caminho até North Shore, que cruza a região central de Oahu, mostra um pouco do interior da ilha (mais rural) e passa por fazendas como a da Dole (grande exportadora de abacaxis que tem tour para os interessados).

Na volta, aproveitei e testei os camarões vendidos nos trailers da região de Kahuku. Comi no Giovanni’s (um sucesso na região), mas achei a coisa um pouco oleosa demais e com um preço um pouco salgado. Você tem que ir lá até para poder criticar!

Valley Of Temples – Byodo In Temple


Na verdade, o local é um cemitério que possui áreas dedicadas às diversas religiões. Um local muito verde emoldurado por montanhas e muito bem cuidado, que parece mais celebrar a vida do que cultuar quem nos deixou. Dentre os diversos templos, o templo japonês, o Byodo In, se destaca. Mediante uma pequena entrada (sim, estamos nos EUA), você pode ter contato com um tempo muito bonito e um ótimo representante do que você encontra em alguns lugares no Japão.

Pali Lookout

O Pali Lookout é um mirante localizado na Pali Highway e bem no alto das montanhas que são cruzadas por essa rodovia que liga Honolulu à Windward Coast. Uma bela vista que vale uma parada.

Dependendo do dia, o local devido à altura e intensidade do vento acaba tendo um micro clima próprio com nebulosidade e temperaturas (normalmente mais baixas) diferentes de outras partes da ilha. Já saí tanto de Waikiki como de Kailua com tempo bom e cheguei no Pali Lookout com tempo mais fechado.

Pier Harbour

Píer Harbour abriga um complexo de sites históricos dentro de uma área militar ameircana. Ele faz parte do que é chamado de Pacific Historic Parks que conserva sítios históricos no Pacífico (incluindo parques em outras ilhas como Saipan e Guam).

É um complexo criado para manter viva a memória de um momento muito triste da história americana, o súbito ataque japonês que pegou a frota americana despreparada em Píer Harbour.

O complexo possui um estacionamento grátis como também é o acesso ao Memorial USS Arizona (construído sobre o USS Arizona, um dos navios que estão ainda afundados na Bahia, sendo que a grande maioria foi recuperada e voltou à ativa durante a Segunda Guerra mundial) e a uma exposição aonde é mostrada a versão americana daqueles acontecimentos que levaram os EUA a entrar na Segunda Guerra, além do Memorial USS Oklahoma, outro navio atingido no ataque japonês.

Mediante o pagamento de entradas, você ainda poderá visitar o submarino USS Bowfin (e o museu anexo), o Memorial USS Missouri, o navio aonde foi assinada a rendição Japonesa na Segunda Guerra Mundial (apesar de estar hoje mais para um museu, esse navio ainda está listado entre os navios em ativa na marinha americana), o Pacific Avation Museum localizado em um antigo hangar da segunda guerra mundial.

Dicas:

Devido a demanda, ao chegar no Memorial, dirija-se logo ao guichê para conseguir seu ticket (gratuito) para ter acesso ao Memorial Arizona (dependendo do horário, a fila pode ser grande). Chegue 5 minutos antes do horário marcado ao local de embarque. Será projetado um filme e depois você será levado de lancha para o Memorial. O tempo lá é restrito (tempo de embarcar a turma anterior e chegar a nova turma).

Não leve mochilas grandes, pois como se trata de um espaço militar há limitação de entrada de bolsas maiores. Existe um local para guarda de malas (pago) no local.

Como o fuso horário é implacável, aproveite para fazer esse passeio após a primeira noite em Oahu. Você vai acordar muito cedo mesmo, e assim você evita as filas e já vai se ambientando com as estradas locais.

Os memoriais fecham por volta das 16-17h, assim não deixe para ir muito tarde.

Chinatown

Localizada no centro de Honolulu, a Chinatown de Honolulu é pequena mas mantém um certo ar de Ásia em suas lojas e mercados. Lá você encontra restaurantes asiáticos com cozinhas que vão desde a javanesa, passando pela vietnamita e japonesa em restaurantes e algumas pequenas “praças de alimentação”. Lojas vendendo remédios da medicina tradicional chinesa e muitos mercadinhos vendendo carnes e frutas completam o ambiente. No entorno podem ser vistos dois templos, sendo um Chinês e um Japonês.

Vale uma visita rápida dentro de um programa de visitação dos marcos históricos do centro de Honolulu.

Dicas:

Se o estacionamento estiver difícil, use um público e coberto localizado na rua Maunakea (à direita) entre as ruas North Hotel e North King…

O Frommers tem um bom roteiro de visitação à pé do bairro.

Aloha Tower

O Aloha Tower é um prédio histórico localizado próximo ao centro e anexo ao porto que hoje é um ponto de encontro com lojas, bares e restaurantes. O local que por muito tempo representou a porta de entrada do Havaí (quando o transporte era feito predominantemente marítimo), hoje é um bom local para um happy hour. Se você quiser, você pode subir até o alto da torre.

Não está muito distante de Chinatown e o percurso pode ser feito à pé.

Honolulu Histórica

Vale uma visita ao Iolani Palace, um antigo palácio da família real havaiana que foi construindo seguindo o que de melhor havia na Europa naquela época. O palácio pode ser visitado internamente, mas eu não cheguei a fazer a visita. Bem próximo dele está a bela estátua do Rei Kamehameha.

Dica: Se você estiver saturado de praias, o Frommers tem um roteiro de visitação à pé dessa região que pode te ajudar a ver o que de melhor ela tem a oferecer.

Dicas Gerais

Próximo ao Ala Moana Center (maior shopping de Honolulu) localiza-se um supermercado chamado Don Quijote. Ele é a única filial fora do Japão dessa cadeia de lojas japonesas. Apesar de visualmente mais feinho que o Walmart, oferece uma boa oferta de frutas a granel além de uma enorme variedade de produtos japoneses de deixar qualquer mercearia do Liberdade em São Paulo com vergonha. Para alguém que é fã de comida japonesa, foi uma festa só. Deu vontade até de ter uma cozinha de verdade para poder preparar algo…rsrs

Na mesma linha da dica do Don Quijote, fica a loja Shirokiya dentro do Ala Moana Center. Essa loja de produtos japoneses tem uma praça de alimentação no segundo piso. Lá você encontra uma série de Bentos (marmitas japonesas) que são uma perdição para quem gosta de comida oriental do dia a dia à preços bem convidativos.

Mesmo sabendo que Oahu conta com um bom transporte de ônibus, o The Bus, que Waikiki conta com um transporte turístico por meio de um “bonde” sobre rodas, o Waikiki Trolley, e do alto custo do estacionamento na região de Waikiki, acredito que alugar um carro facilita em muito a exploração da ilha. Não é nada muito diferente de dirigir em Miami e redondezas e permite que se faça seus passeios no seu tempo pessoal.

Conclusão

Se eu gostei de Oahu? Sim, aprendi a gostar. Não foi amor à primeira vista e nem fiquei apaixonado, mas gostei muito da viagem.

Tenha em mente que o Oahu, principalmente região de Honolulu em nada lembra um paraíso do pacífico que muitos sonham. Podemos falar que é uma região que mantém traços básicos vistos em outras cidades americanas, mas com um ritmo que me pareceu mais lento que das principais metrópoles americanas. Além disso, é grande a influência oriental no local. Essa influência vai desde a origem de parte da população, como na oferta quase onipresente de material em japonês e até coreano nas lojas e restaurantes de Waikiki e Honolulu. O que incomoda à alguns, de certa forma foi um dos fatores que mais me encantou no lugar (como a maioria já sabe, eu adoro a Ásia).

Outro ponto importante é que o Havaí e suas praias sofrem grande influência das estações do ano.Uma praia calma no outono pode ser impossível de entrar no inverno. O que você vê em uma época do ano pode não refletir o que outro pode ver e vivenciar em outro momento do ano.

Acho que se eu quisesse um Havaí mais próximo das suas raízes, teria que visitar outras ilhas.

Vale lembrar que voando um pouco mais se chega em destinos como Tailândia que oferece praias tão belas quanto a um custo de hospedagem e alimentação menor, além de toda uma cultura diferente.

Pelas razões citadas acima, acredito que o Oahu ou Honolulu não seja uma unanimidade entre turistas brasileiros. Certo é que procurando você acaba achando um Havaí que seja mais a sua cara. Eu achei o meu!

Leia Mais:

Nesta lista abaixo você encontra muito mais dicas sobre o Havaí, incluindo uma série de outros locais, passeios, restaurantes e atrações que não citei no texto acima. Além disso, você terá a oportunidade de conhecer outras experiências acerca do Havaí.

Fatos e Fotos de Viagens do Arnaldo: 1ª série e 2ª série

Uma Malla para o Mundo da Lúcia Malla: 4 dias em Oahu, a invasão mensal de água-vivas em Waikiki, dicas de restaurantes fora de Wakiki e muito mais do Havaí aqui.

Dicas do Havaí no Aprendiz de Viajante da Cláudia, no Colagem da Luciana Missura e no Blogviagens.com

Órgão Oficial de Turismo do Havaí

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Category: Dicas de Viagem, Havaí

Comentários (9)

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  1. Lucia Malla says:

    Rodrigo, simplesmente AMEI seu relato de Oahu. É compacto e eficiente, cheio da sua personalidade. Acho que a mensagem final é também uma dica para os que querem ir: há vários Havaís, você precisa descobrir qual é o “seu” para efetivamente aproveitar ao máximo. (Mas também sem esquecer de deixar espaço para algumas novidades que haverão, né…) Descobrir o seu Havaí também é um bom exercício antes de visitar as ilhas, na fase de planejamento. Faz a diferença no resultado final. 🙂

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Lucia,
    Obrigado pelos elogios. Como destino me dá até vontade de voltar agora que encontrei o meu Havaí, mas como sou louco pela Ásia, ela acaba me levando para lá.

    Um dia ainda volto para conhecer outro Havaí.

    Responder

  2. Milena Araujo says:

    Rodrigo, eu e meu marido acabamos de voltar de Oahu. Ficamos lá 1 mês e descobrimos o nosso Hawaii. Se voltariamos lá? Com toda certeza deste mundo. O lugar é incrível. Confesso que invejamos a Lucia Malla…inveja boa é claro! Ler seus posts foi relembrar cada momento. Obrigada e Parabéns!!!

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  3. Alexandre says:

    Eu passei 5 dias em Oahu, gostei, mas não tanto quanto eu esperava. Valeu pela experiência, mas pra mim o tempo para se chegar e o custo não compensou. Não penso em voltar, uma vez foi de bom tamanho pra mim. E seu eu soubesse como era não teria ido nem essa única vez, mas enfim já que estava lá tinha de achar o que fazer e gostar. Já tinha ido tãããoo longe 🙂
    Mas isso foi a minha impressão, meu gosto pessoal, conheço muitas pessoas que foram, adoram e vão sempre.
    Acho que só indo pra saber, mas não é assim um lugar que todos gostam.

    Responder

  4. Bacana o seu relato Rodrigo! Da primeira vez que fui ao Hawaii achei parecido com o Brasil (vegetação, natureza em geral, com exceção das montanhas que são bem diferentes) ao mesmo tempo em que é uma extensão das cidades americanas como você também notou. Acho que pros brasileiros que curtem surf com certeza é uma viagem dos sonhos, mas pra quem quer ir só pra curtir uma praia, pode ter um custo x benefício não tão interessante assim (realmente bem mais caro que o resto dos EUA e que os países asiáticos bons pra pegar uma praia, como a Tailândia que você citou). Mesmo assim eu adorei, voltei a Oahu e quero visitar as outras ilhas, também em busca de um Hawaii mais “típico”. Legal que meu blog foi útil no seu planejamento, obrigada por linkar!

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  5. Sandra Mara says:

    Aloha Rodrigo,

    Obrigada por dividir sua experiência sobre Oahu conosco. Moro em Maui e posso te dizer que a atmosfera aqui é outra comparada com o ritmo de Oahu. Confesso que encontrei meu Havaí há alguns anos. Permita-se descobrir e experimentar o Havaí. Adorei o post. Sandra.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Obrigado. Quem sabe na próxima, tento Maui!

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  6. Luciana says:

    Lúcia,

    Estamos indo em dezembro, meu marido vai surfar nas praias do North Shore. Me esclarece uma duvida, é viável ficar em waikiki e ir diariamente as praias pipeline, waimea???
    Adorei seu site, parabens!!!!
    Luciana

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Acho que cansa um pouco a viagem. Mas pergunte para a Lucia Malla. Ela vive por lá e pode te dar mais dicas. http://www.luciamalla.com/

    Responder

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