GOL: Ameaça de Greve, Low Cost/Low fare, Acordos Coletivos, Modelo, Preço, Marco Regulatório, Bem-Estar Social

17 de August de 2010 | Por | 14 Comentários More

Apesar das 500 milhas Smiles dadas junto com um pedido de desculpas do presidente da Gol devido aos transtornos causados aos seus passageiros, a cia aérea continua ainda sobre ameaça de greve. Os funcionários optaram por iniciar um estado de greve antes de realmente parar as operações. A Gol parece ter dificuldades, ou quem sabe interesse, em criar um canal de discussão.

A Gol, que foi criada sob o modelo low cost/low fare, mas que hoje opera em modelo híbrido, ainda quer tentar manter seus custos sempre próximos aos de uma low fare, apesar de há tempos ter deixado de sê-la. Dentre as prioridades das cias low cost/low fare está a redução máxima do custo com pessoal. Já os funcionários, principalmente os que aceitaram trabalhar na Gol com menos benefícios trabalhistas apostando no futuro da cia aérea e no deles próprios, decidiram que agora seria uma boa hora da empresa começar a redistribuir um pouco do lucro por meio de benefícios do tipo plano de saúde, de aposentadoria e respeito total as jornadas de trabalho (item que nem deveria ter que ser discutido, é uma obrigação da cia aérea).

Ao mirarmos nas cias realmente low cost pelo mundo afora veremos que esses custos baixos são também originados de acordos coletivos de trabalho mais flexíveis e que permitem muitas vezes que atividades vedadas em acordos coletivos no Brasil sejam desempenhadas por trabalhadores dessas cias low cost. Não é incomum ver comissários limpando aeronaves ou fazendo embarque de passageiros na sala de embarque. No Brasil, até onde sei, isso não é permitido. Portanto, se queremos que nossas cias produzam tarifas sempre iguais as low costs do exterior teremos então flexibilizar as regras trabalhistas ou deveremos entender que para uma melhor qualidade de vida dos trabalhadores envolvidos no processo, que pode se refletir em melhor qualidade de serviço (não é uma verdade absoluta) e mais segurança, deveremos pagar um preço médio mais alto por isso.

Por outro lado, um marco regulatório mais claro, uma menor interferência política, uma melhor infra-estrutura e condições tributárias semelhantes as das concorrentes internacionais constituiriam um ambiente propício para que nossas cias aéreas entendessem que não estarão apresentando margens de lucro acima do resto do mundo pela vida toda e que parte desses lucros poderiam se reverter não apenas aos controladores e acionistas, mas também para seus funcionários (função social da empresa).

Aqui abro um parêntesis. As vezes, me assusto como nós muitas vezes miramos em paises mais socialmente desenvolvidos que o nosso como modelo, mas praticamos um modelo capitalista mais agressivo, perverso e lucrativo que até quem criou ou se baseou nesse modelo para criar determinadas potências econômicas. Havemos de encontrar um meio termo onde lucro não seja crime, até porque é a única garantia da manutenção de empregos, e que também ele não seja a única função de existência de uma empresa. O bem estar de seus empregados e da sociedade onde ela se baseia deve ter um espaço nas discussões político-financeiras para evitar passivos que não possamos depois pagar sem muito sofrimento.

Essa discussão não está restrita apenas ao Brasil. Um exemplo claro é a British que mais uma vez está sobre ameaça de greve. Os sindicatos, que conseguiram avanços significativos no passado, mas tem dificuldade em entender os problemas financeiros da cia aérea, querem discutir benefícios e até atividades como distribuir toalhas quentes ou fechar o black out das janelas dos aviões.

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Category: ANAC, Caos, Cias Aéreas, Consumidor

Comentários (14)

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  1. Wilian Delatorre says:

    Como Buda ensina “O importante é a linha do meio”.

    Se você apertar demais a corda, ela estourará. Se você não apertar ela fica frouxa e não faz som algum.

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  2. marina says:

    Não é a toa que essa semana a Gol já lançou duas super promoções com passagens!

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  3. Sergio S. says:

    Como ex-funcionário da Gol, posso dizer que realmente a política de benefícios da companhia não é das melhores. Mas enquanto estive lá tudo era feito corretamente, do pagamento às horas extras (não-tripulantes, ao menos, que é do meu conhecimento).
    Negociar benefícios faz parte dos anseios dos funcionários, mas o brigar por eles incondicionalmente não levará a lugar algum. Como se vê hoje, vários funcionários (principalmente das operações) têm deixado a companhia, em busca de melhores salários na concorrência. Se a alternativa é melhor, pq não ir?
    Torço para que a concorrência não esteja simplesmente aumentando benefícios e salários para atrair funcionários da Gol, sem pensar no futuro de suas finanças. Caso contrário, o que se verá é o show de horrores pelo qual várias companhias passam ao redor do mundo.
    Como exemplo, planos de pensão são benefícios muito interessantes para funcionários, mas podem virar bombas-relógio. Exemplos não faltam, e o maior deles é o da GM, que quase quebrou por conta do cumprimento dos depósitos aos aposentados.
    Quero deixar claro que não estou contra os funcionários, pelo contrário. Espero que alcancem um equilíbrio e trabalhem satisfeitos e sorridentes, tornando as viagens de nós, passageiros, sempre melhores.
    Abs

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    Sérgio,

    Esse é o ponto a discutir. Até onde esse tipo de operação pode reduzir custos e onde pode-se reduzir esses custos sem colocar em risco a indústria e quem trabalha nela.

    A Gol é vítima do seu sucesso (concentração de mercado) e da mudança da forma de agir (parou de ser low fare). Se você entra numa empresa pequena disposta a achar um espaço, ganhando um pouco menos ou aceitando menos benefícios, você está apostando nela também e no seu futuro. Quando ela alcança o sucesso, você começa a quer se sentir também bem sucedido na sua escolha….

    O mesmo deve ocorrer com a Azul ou comquem vier a comprar ela.

    O caso da GM é um absurdo. Tem gente lá que já recebeu mais que o tempo que ele contribuiu para a empresa…

    Só acho que tanto os momentos de lucro como de prejuízo devem ser compartilhados entre empresas e trabalhadores

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  4. Eduardo says:

    Acho que o seu texto é bonito, mas você está sofrendo do mal do Koitado, ou ao menos está diagnosticando ele por aí. Acho que o Sérgio S quase corrigiu o seu diagnóstico.
    Você defendeu o lucro bem claramente, mas ao mesmo tempo veio com a velha conversa de função social da empresa.
    Veja bem, a discussão não é retórica, é apenas um acerto das idéias, que muitas vezes são moldadas no cenário sócio-político em que vivemos. E o atual é bem propício a formar esses conceitos errôneos, na minha opinião, que fique claro. Não sou empregado da aviação, sou médico, como você.
    Função social de uma empresa é DAR LUCRO. Se ela dá lucro, ela paga corretamente seus funcionários, e se estiver pagando abaixo do mercado, seja no vencimento ou na remuneração total, incluindo aí os benefícios, eles migram para a concorrente. O próprio mercado se encarrega de socializar o lucro. Se o governo passar a exigir, direta ou indiretamente, que as empresas passem a desempenhar funcões de provimento social, por mais bonita que a idéia pareça, as mesmas não se sustentarão. O governo tem é de propiciar condições técnicas (tributárias, burocráticas, regulatórias) para que as empresas tenham facilidade em trabalhar e lucrar. Só isso, como em países sérios. O resto elas farão bem, sozinhas.
    Toda empresa que desempenhar funções sociais que não são naturalmente delas está fadada a perder desempenho. Que distribua lucros então, os funcionários farão ótimo proveito social deles. Esperar função social num ramo onde a margem de lucro é apertada como nas aéreas é esperar o papai noel, na páscoa.

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    Eduardo,
    Empresas inteligentes, como você mesmo disse, acabam oferecendo benefícios diretos e indiretos que fidelizam trabalhadores, reduzem turnover, gastos com treinamento de novos funcionários e introdução a cultura interna da empresa, potencializam a imagem da empresa por meio dos próprios trabalhadores que passam a ser garotos propaganda da mesma e conseguem cooptar melhor seus comandados a participar da redução de custos. O lucro é resultado disso tudo e repassado na parte de participação de lucros aos funcionários. Um ambiente mais saudável para a empresa e que gera um ambiente de prosperidade e bem estar social para seus empregados atingindo a idéia de função social da empresa.

    A empresa que negligência isso, acha que mão de obra é facilmente substituível e descartável e que o lucro máximo na mão dos controladores é o maior objetivo está fadada a gastar mais para impor sua cultura, prestar serviços que tendem a ser inferiores, perder seus consumidores para um empresa concorrente mais elaborada culturalmente, transformar seus trabalhadores em seus maiores difamadores e por ai vai. Visa lucro, paga salário, mas não agrega nada ao trabalhador e a sociedade na qual ele está inserido.

    Como você é da área de saúde: O único grupo grande de trabalhadores que não tem acordos coletivos decentes de trabalho é a saúde. Técnicos e auxiliares de enfermagem são tratados como mão de obra barata (hoje assim como atendente de telemarketing são umas das poucas áreas de ingresso no mercado de trabalho formal pela tamanha rotatividade), possuem poucos benefícios indiretos (muitos hospitais não fornecem alimentação e uma grande maioria não tem plano de saúde – se um dia precisarem a maioria não terá acesso a nem uma pequena fração do que oferecem aos paciente no seu dia a dia). Rotatividade grande. Médicos: atuam como autônomos ou cooperados dentro de instituições onde não tem autonomia (portanto são iguais a empregados). Resistem o que podem a se adaptar a cultura da instituição onde estão, até porque se sentem algo fora daquela cultura já que são autônomos, não é mesmo. Portanto, uma grande maioria desses profissionais tem na saúde uma fonte de sustento, mas são pouco beneficiados pelas instituições nas quais trabalham. Assim o trabalho não gera o bem estar social.

    A margem de lucro das cias aéreas no Brasil é uma das maiores do mundo na atualidade. Tem caído, mas é alta ainda comparada as margens de lucro no EUA, Europa. Vide o faturamento bruto e lucro da Gol verso o faturamento bruto e lucro das cias mundo afora. Não é a toa que todas querem entrar no mercado brasileiro.
    A margem no Brasil tem que ser alta, já que não temos marco regulatório e de um dia para o outro tudo pode mudar.. Investimento de risco com grande influência política…

    Meu questionamento é que todos nós queremos passagens muito baratas (hoje temos algumas quase tão baratas que o ônibus que leva até o aeroporto) e serviços impecáveis de trabalhadores bem treinados e solícitos mas poucos se preocupam se as pessoas que prestam esse serviço tem condições dignas de trabalho e remuneração de forma que possam ter um bem estar físico e psíquico.

    Não é governo que tem que obrigar a empresa a ter uma função social e sim a sociedade na qual ela se insere. Se um dia tivermos maturidade e capacidade financeira de consumir ou contratar serviços apenas de empresas que demonstrem ter cuidado com os seus, nós mesmo filtramos o mercado. Isso é uma maturidade social ainda longe do Brasil, mais próximo da Suécia e Noruega…

    Da mesma forma todo mundo quer pagar plano de saúde barato, ter consulta boa (ser ouvido) e de longa duração, que se tenha urgências lotadas de profissionais gabaritados e experientes para dar atendimento rápido e de qualidade, os planos querem que se peça o menor número de exames possíveis, mas ninguém quer saber quanto o plano paga pela consulta, que quando um paciente falta a consulta o médico perdeu dinheiro e tempo, que ele gastou 10 anos para formar, que há falta de profissional nas urgências pelo desgaste que é trabalhar lá e que tem um monte de residente atendendo como se fosse especialista e quando trabalha como residente é encarado como estudante (vide a declaração recente do MEC) e não como profissional equivalente a um trainee e que ganha uma merreca por 60 horas por semana….. Mas não é mesmo sacerdócio. O risco é o sacerdote não conseguir pagar um curso de medicina particular (se destruírem as federais) para um filho que quiser ser como ele…

    Andei lendo umas reportagens sobre os grandes gestores brasileiros que comandam postos interessantes em mineradoras, siderúrgicas e cervejeiras que acostumados com o Brasil, de imediato cortam todos benefícios sociais (conseguidos a duras lutas) das empresas incorporadas no exterior (Canadá, EUA, Europa) em prol do lucro prometido e já alcançado no Brasil sob essas mesmas bases. O negócio então é seguir o modelo chinês? Dá lucro, mas vale a pena no longo prazo?

    Muitas

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  5. Daniel says:

    Muito interessante esse post. E é de interesse de todos os que utilizam os serviços aéreos. Só gostaria de mudar um pouco de foco. Devemos sempre lembrar que, antes do bem-estar, o passageiro exige segurança no transporte aéreo, e o cenário que está se desenhando para os próximos anos é muito complexo. O grande problema que vejo é que, se viajar de avião era coisa para os mais abastados, há dez anos, hoje não é mais: tem passagem até mais barata do que as de ônibus. Nada contra a “popularização”: mas devemos refletir que não foi pensado se a infraestrutura precária que nós temos daria conta, por exemplo. poucos são os aeroportos que realmente atendem bem aos usuários. não sei se estou a falar alguma bobagem, mas também acho que o mercado não dispõe de tantos aeronautas para atender às demandas, até porque é um pessoal especializado. Enfim, somando isso às inúmeras variáveis que estamos cansados de saber (busca desenfreada do lucro, em detrimento da qualidade dos serviços, a bur(r)ocracia estatal, etc, etc) sobra para os elos mais fracos da cadeia: o trabalhador e o consumidor (que somos todos nós).

    Acredito que todos têm o direito de buscarem os seus direitos, mas sempre com muita responsabilidade.

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  6. Guia Natal says:

    Desculpem se mudo um pouco o foco, mas gostaria de me manifestar: essa “compensação” de 500 milhas é um acinte; eles estão dizendo: “somos uma porcaria, mas tome aqui essa esmola para que vocês continuem comprando nossa porcaria”.
    Eu não uso o plano de milhagem da Gol, justamente porque não quero nem de longe me ver preferindo a Gol; quando viajo por ela, é porque sou obrigada.

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    Rodrigo Purisch respondeu:

    O negócio é que andamos meio sem opções quando pensamos em disponibilidade de rotas e horários…

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    Vicente Pires respondeu:

    Desconsiderando o número 500, que foi pouco realmente, o que me surpreendeu positivamente foi a atitude da empresa. Assumiu o erro e deu um agrado.
    Várias empresas no Brasil nem sequer assumem o erro…
    No cálculo de milhas/dinheiro que uso, essas 500 milhas valem R$17,50. Como são mais de 6 milhões de participantes Smiles, dá pra ver que o agrado não saiu barato.

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    Diego respondeu:

    Apenas corrigindo, não foram todos os 6 milhões de participantes que receberam a bonificação. Ao que a empresa minfestou, foram apenas os passageiros que voaram no período específico (algo em torno de 50.000 ou um pouco mais, de acordo com eles mesmos). Ademais, concordo com a opinião, 500 milhas são muito poucas, mas a intenção de assumir o erro é que foi interessante (ainda mais vindo da Gol, que, comumente não pratica isso…).

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    THOMAS respondeu:

    Nesses ultimos 15anos ,tempo que estou na aviacao aerea no Brasil,passei por varias situacoes,mas a Gol realmente foi a empresa que revolucionou a aviacao na america latina,seu jeito simples e acolhedor de voar encantou clientes e colaboradores,mas apos o acidente a empresa passou por sucessivos planos de modificacoes ,a intolerancia ao erro foi a maxima da empresa,onde seus gerentes ,supervisores etc trabalhavam numa rotina grande de tensao,obrigados a alcançar metas cada vez mais impossiveis de alcançar e com salarios cada vez mais defasados,sofremos muito no aeroporto,pois pasageiros queriam nos bater,chefes nos ameaçavam e subordinados cada vez mais insastifeitos queriam ser demitidos ,mas nao pediam demissao,eu vivia em estado de tensao,cada vez que o celular tocava meu coracao disparava,pois sempre era uma noticia negativa.Mas o que mais nos surpreendeu é que a gol comprou a Vrg ,mas a cupula hoje que manda na VRG é da Vrg que humilham os funcionarios que comecaram na gol e fizeram o nome dessa empresa,onde tinhamos ORGULHO DE SER LARANJA,mas hj somos subordinados por uma maioria de incompetentes que nao sabe o que é suar camisa de verdade,pois tinham salarios altissimos enquanto 01 colaborador da antiga gol fazia varias funcoes,na varig haviam pelo menos 3 e com salarios muito superior.O que me surpreende é que com a fusao foram demitidos os ccolaboradores da gol,que estavam desde o inicio e ficou os da varig,que lamentavelmente sao pessoas com pensamento antiquado e a politica deles é de valorizar quem nao era da gol,ou seja,eles querem todos os que fizeram essa empresa na rua,felizmente temos AZUL e os melhores profissionais estao indo para la,so lamento que queriam destruir a empresa que os acolheu…vcs nem imaginam o que ocorre dentro daquela empresa

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  7. Rodrigo dos Santos says:

    Acabei de viajar pela gol, no começo de toda a confusão. Esperamos 1 hora a mais para embarcar, vejo que saímos no lucro diante de tanta confusão…querer implantar um sistema alemão nos padrões brasileiro…rsss incabível! só não ve quem não quer e a buxa sobrou para os comandantes, aeromoças e demais empregados…nosso avião que saiu de buenos aires operava com 12 horas de trabalho e iria voltar para buenos aires depois..rsss ou seja eles trabalharam no mínimo 15 ou 16 horas..kkk Ridículo para a tecnologia de que estamos falando até pq a manutenção tb fica a desejar…acho que a qualidade de TRABALHO me interessa mais do que a lucratividade dos acionistas que não é pouco no Brasil, mais do que em qualquer outros país diga-se de passagem…devemos ficar atento pq os impasses entre capital e trabalho irão definir o perfil das viagens da GOL (nesse caso). Abs,a todos.

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  8. Rodrigo dos Santos says:

    Obs: Acidentes aéreos costumam não deixar muitas possibilidades de sobrevivência…apesar de serem menos prováveis do que os automobilísticos. Correção: escrevi Buxa…no lugar de BUCHA e pouco leia-se pouca pq se trata da lucratividade…rss Abs, a todos!

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