GOL: Cancelará Rota com Destino Bogotá. O Que a Gol Quer Ser e Aonde Quer Ir?

7 de Maio de 2011 | Por | 19 Comentários More

A Gol novamente parece que vai cancelar outra rota internacional e agora é a vez da rota com destino à Bogotá na Colômbia. Cancelamento a partir de junho de 2011.

Já vimos isso inclusive no passado recente (St Maarten). A Gol parece não tolerar qualquer concorrência em suas rotas internacionais, já que oferece um produto mais restrito e que não é acompanhado de um preço a altura do mesmo.

Bastou a Copa anunciar vôos para St Marteen para a Gol se retirar da rota. O destino Bogotá (uma cidade interessante em um país que tem muitos atrativos) não resistiu à chegada da Tam e de um novo vôo da Avianca que oferecem melhores serviços.

Querer atuar como low cost e não cobrar como low fare é uma receita de fracasso e que só se sustenta em mercados onde a oferta é limitada ou a concorrência seja ainda inferior em serviços.

Enquanto a demanda para viagens para o exterior cresce e cias como a Copa, Taca, Avianca e Lan apostam em oportunidades no Brasil (muitas vezes usando aeronaves de porte semelhante às da Gol), as cias brasileiras parecem não conseguir responder à altura.

Existe espaço no Brasil para cias low cost/low fare atuarem em vôos com perfil turístico (como ocorre no mundo todo), tais como Cancun e Fort Lauderdale, mas para nossas cias os ganhos têm que ser altos sempre fazendo com que as cias internacionais acabem por ocupar os espaços vagos.

A Gol parece esperar apenas a aprovação do aumento da participação estrangeira nas cias nacionais para que outros interessados cheguem e possam definir o que ela vai ser ou aonde quer chegar no futuro. Isso, tendo em mente que as concorrentes (algumas já oferecendo serviços melhores mas sem tantas freqüências) também vão ser alvo de interesses externos e poderão receber investimentos. Quem decide por último pode ficar com as migalhas ou vai gastar muito mais para recuperar o tempo perdido…

Tags: ,

Category: Cias Aéreas

Comentários (19)

Trackback URL | Comments RSS Feed

  1. Ruan says:

    “Querer atuar como low cost e não cobrar como low fare é uma receita de fracasso e que só se sustenta em mercados onde a oferta é limitada ou a concorrência seja ainda inferior em serviços.”

    Disse tudo, e isso está bem a cara da Gol.

    Responder

  2. ed says:

    Rapaz,
    a tradição da Gol não é a aviação, é o lucro (ou o desejo de lucro…).

    Responder

  3. Marcelo Q. says:

    O tempo de sobrevida da Gol esta diretamente aossociado ao tempo que levará para as mudanças na legislação brasileira permitirem a “invasão” de grupos estrangeiros em nosso mercado.

    Com a Tam já vendida, Azul de propriedade de um cidadão americano que ocasionalmente tinha um passaporte brasileiro no fundo da gaveta, Avianca nas mãos de um cidadão Boliviano um pouco mais brasileiro que o anterior, fica claro e evidente que não existirão cias Aereas brasileiras em muito pouco tempo.

    Resta saber, se realmente haverá concorrência que ofereca bons serviços por preços justos, ou se o cenário precário que presenciamos hoje será ainda mais evidente.

    Responder

    Wilian Delatorre respondeu:

    Concordo que o controle não estará mais em mãos brasileiras.

    Mas um pouco dessa precariedade decorre da ausência de infra-estrutura aeroportuária. Como as cias. vão prestar um bom serviço se os aeroportos são uma bagunça?

    Abraço!

    Responder

    Nando respondeu:

    Concordo. Alguns aeroportos no Brasil são uma bagunga mesmo. Agora na Europa há cidades menores com tantos voos low cost, com tráfego intenso, e tudo funciona bem…..como se diz, HÁ RESPEITO COM O PROXIMO!

    Responder

  4. Rodrigo, a sua definição foi perfeita:

    “Querer atuar como low cost e não cobrar como low fare é uma receita de fracasso e que só se sustenta em mercados onde a oferta é limitada ou a concorrência seja ainda inferior em serviços”.

    Se realmente a Gol encerrar mais essa rota internacional perderemos mais uma vez em competitividade em uma rota que poderia ser interessante.

    Responder

  5. gilberto says:

    Uma pena porque poderia concorrer com precos low cost de verdade e ganharia os clientes com o perfil!! Como Rodrigo sempre fala o mercado tem todos os perfis! Excelente comentario!

    Responder

    Marcelo Q. respondeu:

    Gilberto,

    O grande problema da Gol, excluindo-se raros momentos, ela praticamente nunca operou como low fare, somente como low cost; e esta conta nao vai fechar eternamente.

    No inicio das operações da Gol, foi possível passar uma imagem de low fare, porque o mercado era composto por elefantes sem perspectivas, o que posicionou a então novata cia no patamar low cost/ low fare, porque realmente suas tarifas custavam bem menos que os concorrentes, somando-se aí, baixos custos de manutenção nos primeiros anos devido à frota nova que operava no inicio das operações.

    Anos passaram, a frágil concorrencia praticamente acabou, a Tam envelheceu e notoriamente tornou-se uma empresa pouco estruturada economicamente, nao surgiram concorrentes de porte (webjet e Avianca definitivamente nao decolaram), o cenário estava definido para a Gol; por abrir mão de cobrar tarifas mais lucrativas, em um cenário tão pouco competitivo?

    Por outro lado, por que oferecer tão mais, se o mercado vai pagar porque nao tem outras opções mais interessantes?

    O surgimento da Azul, que poderia acrescentar um pouco à este perfil low cost/low fare, tende claramente à nao se confirmar, tanto pela ausência desta cia aérea nos principais aeroportos de sao Paulo, como pela própria proposta em oferecer aviação com qualidade de conforto realmente correto aos passageiros.

    Se a Gol abandona rotas por falta de competitividade, também nao teria condições em continuar porque nao sobreviveria em um conceito low fare, o que realmente é praticado o ano todos em todos os vôos por empresa com este conceito; e não apenas em promoções e situações pontuais, caso da gol (o que é praticado inclusive por cias 5*, que jamais operarão em perfil low cost/low fare).

    Em síntese:

    A tendência, e que tenhamos a Gol operando com certa folga dentro do ainda protegido mercado domestico, 2 ou 3 rotas na América do Sul (duração máxima, 3 horas de voo), e aguardando tão somente o sinal verde para venda do controle à algum grande player externo, que possa alinhar a operação dela ao cenário mundial

    Responder

    Wilian Delatorre respondeu:

    Marcelo,

    na sua opinião o serviço que a Azul oferece (conforto das aeronaves, serviço de bordo) a impede de baixar os preços dos bilhetes (se for esse mesmo o posicionamento que ela pretende)?

    Sendo assim, qual cia. consegue oferecer um bom serviço no perfil low fare/low cost no mundo? Creio que no Brasil nunca tivemos isso.

    Responder

    Marcelo Q. respondeu:

    Willian.

    O conforto e o serviço oferecidos pela Azul, nao impedem redução dos preços, o que impede, é a notória falta de concorrência na aviação brasileira, diretamente desestimulada para novos players devido à péssima infraestrutura e condições operacionais.

    Poucos seriam os corajosos à empreitar em um segmento de baixa rentabilidade, ou pelo menos, operando em valores digamos, 30% abaixo dos atualmente praticados pelos atuais competidores, de forma constante e nao apenas nas promoções; devido ao problema estrutural, que gera riscos ao crescimento do negocio.

    A Gol surgiu com proposta de preço baixo, mas realinhou seus preços no limite do mercado com forte demanda e pequena oferta e jamais operou essencialmente como low fare.

    A Azul ensaiou este discurso, mas também nao pegou.

    A única empresa aérea regular no brasil que se aproxima deste conceito, é a Webjet, mas parece que falha bastante.

    No brasil, devido à forte demanda e baixos investimentos infaestruturais, nao acredito em mudanças neste cenário, diferente de Europa, EUA e Ásia, que apresentam diversas cias realmente low cost/low fare, completamente ajustadas devido à forte concorrência e a capacidade dos aeroportos e aerovias, que inclusive, admitem entrada imediata de novos competidores à qualquer momento.

    Abraço

    Felipe respondeu:

    Na minha humildade opinião, o mais importante é o preço ser JUSTO, e não barato.

    E, pelo serviço oferecido, considero os preços da azul bastante justos; basta se programar um pouco.

    um abraço

  6. André says:

    Já dizia um certo alguém: “Quem não tem competência não se estabelece”.

    Responder

  7. Felipe,

    concordo contigo. Para quem compra com antecedência a Azul é uma ótima opção para vôos domésticos. Aeronaves novas, confortáveis e bom serviço de bordo. Estou curioso para saber como serão as rotas médias no Brasil. abraço!

    Responder

  8. Antonio Pinheiro says:

    Viajei duas vezes a Bogotá pela Gol. Os voos iam vazios, como no máximo 30 pessoas…. tem que cancelar mesmo essa rota.

    Responder

  9. Rogério says:

    Viajei para Bogota com a Avianca, excelente serviço, com um entreterimento a bordo muito bom, aeronaves relativamente nova. E um preço 30 a 40% inferior ao práticado na época (setembro/10) pela TAM e GOL.

    Eu não sou do tipo que me preocupo muito com mimos ou mordomias, mas não abro mão de um serviço justo.

    A diferença básica de uma Azul para uma gol é a Administração, enquanto o Dono dá Gol está sendo preso pela Polícia Federal, o dono da Azul neste momento está pensando “O que mais posso fazer para melhorar meus serviços sem aumentar as passagens?” Uma pena não operarem em SP-Capital ou Guarulhos.

    Responder

  10. Jorge says:

    O maior erro da Azul, foi ter concentrado voos em Viracopos e não em Guarulhos. Deixa assim de servir o principal mercado brasileiro que é SP e grande SP.

    Responder

  11. Zé Mala says:

    Tive que emitir pelo fidelidade as minhas passagens a Bogotá, me senti enganado pois no site do Smiles constava esse destino, fiz transferencia de 10 mil pontos pra emissão e quando liguei no 0800 me falaram que não voavam mais !!!

    Responder

  12. Rafael says:

    Quem ja utilizou ddos serviços das estrangeiras, pode dizer isso com muita segurança, com exceção da LAN (do Chile apenas, e não suas subsidiárias) as empresas sulamericanas são absolutamente patéticas!

    Responder

  13. Anamaria says:

    A GOL “comprou” a VARIG, ficando somente com as linhas, sem pagar um tostão sequer aos ex-trabalhadores da empresa que foi orgulho do Brasil e referência mundial no setor e inúmeras vezes premiadas por isso.
    E ao que parece, a GOL não teve capacidade de honrar as poucas linhas da VARIG como esta de Bogotá. As empresas internacionais dominaram o mercado.
    Menos mal para nós consumidores. Os serviços da GOL são péssimos, medíocres mesmo, e agora no Brasil atrasos são absolutamente normais.
    Ninguém mais reclama. Isto é uma vergonha.

    Responder

Deixe um comentário

Os comentários publicados aqui são de exclusiva e integral responsabilidade de seus autores. Comentários que julgarmos conter termos chulos, que não respeitem a opinião dos demais, que tratem de problemas comerciais individuais com terceiros, que promovam o comércio de milhas, que tragam termos preconceituosos, que sejam identificados como textos publicitários ou que visem apenas denegrir a imagem de terceiros serão moderados e/ou excluídos. Comentários sem identificação clara de seu autor (nome e/ou email válido) também poderão ser excluídos.