LAN Volta as Compras: Colombiana Aires

28 de October de 2010 | Por | 26 Comentários More

Depois de adquirir a Tam, a Lan foi as compras de novo e fez uma proposta de compra a colombiana Aires, uma low cost que cresceu muito nos último anos e que esteve envolvida em um recente acidente em San Andrés, sujeita a avalição e livros contábeis.

Dessa forma, a Lan faz-se mais presente na Colômbia e acrescenta mais opções de vôos para o Caribe e Estados Unidos e faz a Latam crescer um pouco mais. Falando nela, parece que os próximos meses vão ser animados pela disputa entre Oneworld e Star Alliance pelo novo grupo.

Interessante notar que a a Colômbia é a casa e principal hub da Avianca que também é dona da Taca. Só falta a Avianca comprar a chilena Sky para dar o troco… Vale lembrar ainda que a Copa é dona da colombiana Aero República e recentemente a renomeou para Copa Colômbia de forma a reforçar a presença da marca panamenha no mercado colombiano. Agora é a vez da Lan chegar e quem sabe criar a Lan Colômbia.

A dúvida é se essa consolidação na América Latina será boa para o consumidor do ponto de vista financeiro. Reduz-se o número de cias aéreas concorrentes e a concorrência passa a existir entre grandes grupos.

Se for flexibilizada a lei que impede maior participação estrangeira nas cias aéreas nacionais, não há dúvida de que as grandes cias internacionais virão ao Brasil fazer compras.

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Category: Cias Aéreas

Comentários (26)

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  1. É só acompanhar a discussão no link que eu coloquei no comentário acima. A família Amaro recebeu dos atuais acionistas (antes da fusão) dinheiro da aquisição do resto da propriedade da marca, um verdadeiro escandâlo frente a futura fusão. E fora isso tem os gasto para entrar na Star Alliance a agora ir para a OneWorld. Realmente uma empresa complicada.

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  2. GDC says:

    Rockfeller e Rodrigo Rosato, uma coisa é a empresa e outra é a marca (diretos de patente, registro, uso comercial da marca e logo, etc.) que é um ativo intangível e que neste caso pertencia a família Amaro através de uma empresa chamada TAM Milor. A TAM Linhas Aéreas pagava a TAM Milor uma taxa para utilizar a marca e em Julho passado resolveu comprar a totalidade das ações da Milor e assim assumir a propriedade da marca.
    http://tam.riweb.com.br/Tam/Show.aspx?id_materia=27006
    http://mrm.comunique-se.com.br/arq/89/arq_89_40265.pdf
    O que chamou a atenção é fazer esta operação com uma marca que em breve deixará de existir quando a empresa se tornar LATAM…

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    Wilian Delatorre respondeu:

    Exato. Por isso que eu e o Rodrigo comentamos que a administração da TAM fez péssimos investimentos (compra da marca e investimento para ingressar na SA).

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    Rodrigo Rosato respondeu:

    Sim. Tinha conhecimento dessas distinções e é claro que houve informação privilegiada no final de tudo, prejudicando os pequenos acionistas.
    Desconhecia essa manobra da venda da marca TAM no mercado e realmente lamento por esse episódio lamentável da TAM. Mas, assim como venho falando desde o primeiro comentário, ainda assim nada disso prova a compra da TAM pela LAN. Acredito que todos estão muito presos ao números da distribuição de ações (70% contra 30%) e ao fato de que as ações da TAM passarão a integrar o contingente de ações da LAN, que passaria a se chamar LATAM. Uma básica análise fiscal e já se entende todas essas manobras, inclusive a da localização da sede da nova empresa.
    Estou apenas pedindo uma análisa mais aprofundada e não a repetição do dito por alguns analistas internacionais, os quais eu considero de extremo grau de superficialidade, ao que se percebe no trabalho que fizeram no mercado até o fim de 2008…

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  3. Rockefeller Castro says:

    Sr. Rodrigo
    Li as informações em Brasil Econômico de 14/07; IN Investimentos e Notícias de 14/07; TG On line de 22/07 e em uma publicação recente que detalha que a família Amaro recebia 17 milhões anuais pelo uso da marca.
    Deduza então que o mentiroso não sou eu como o senhor sugere.

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    Rodrigo Rosato respondeu:

    Não o chamei de mentiroso, muito menos o sugeri. Apenas não havia acreditado na notícia que disse ter lido. Agora obtive conhecimento da compra de que havia falado e, diferentemente do que havia pensado, o comprador não foi a LAN e sim a TAM Linhas Aéreas.
    Como qualquer pessoa que tem conhecimento da parcialidade da imprensa brasileira, eu desconfio das notícias que leio e que ouço falar. Por este mesmo motivo perguntei a procedência da informação, para saber se seria confiável. Realmente nada pessoal. Apenas peço que não interprete mal, ou distorça as coisas que digo, por favor.

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