Lifemiles da Avianca: Um Bom Programa de Fidelidade Para os Experientes, Mas com um Péssimo Suporte ao Associado

19 de July de 2013 | Por | 48 Comentários More

O  Lifemiles é um programa muito interessante e hoje é um queridinho da turma mais experiente em programas de fidelidade, mas nem tudo são flores neste programa, o que me fez sempre indicá-lo apenas para os mais experientes.

Inegavelmente, até o momento, tem se conseguido boas oportunidades de emissão nele, oportunidades que usei para construir uma viagem à Ásia na Executiva gastando uma fração do que gastaria comprando as passagens pelas vias convencionais.

Mas o meu sucesso não é o suficiente para indicar o Lifemiles para todos sem nenhuma ressalva como ele é comumente propagandeado por ai. A grande verdade é que muitos não param de apontá-lo como se fosse o maior achado da Terra, mas na hora que as coisas saem errado ou as regras mudam, você que acreditou no programa sem defeitos fica sozinho para descascar o pepino.

O Lifemiles

Para quem não sabe, o Lifemiles é uma evolução do programa Distancia da Taca. Ele nasceu após a fusão entre Avianca e Taca como o resultado da unificação dos programas de fidelidade da Taca e Avianca.

Posteriormente com a entrada da Avianca/Taca na Star Alliance, o programa, que já era interessante para quem vivia em áreas atendidas pela Avianca ou Taca, passou a ter um brilho também para aqueles que vivem em áreas cobertas por cias Star Alliance. De um programa de interesse local, ele  passou a chamar a atenção de entendidos em programas de fidelidade por todo o mundo, já que começou a oferecer um grande número de possibilidades de emissão usando a ampla rede de vôos da Star Alliance.

Aqui você encontra a tabela de emissão em cias Star Alliance.

 Mas antes de tudo é importante que você conheça as regras do programa (elas podem ser lidas aqui).

Muito importante é notar que o programa se dá o direito de alterar todas as regras sem aviso prévio e inclusive de cancelar passagens prêmio já emitidas. Essa carta branca está assim descrita nas regras do programa:

Los presentes Términos y Condiciones del programa LifeMiles podrán ser modificados, enmendados y/o sustituidos en cualquier momento, con o sin previo aviso, así  como también las demás regulaciones, ofertas especiales y beneficios del programa LifeMiles. Esto significa que la acumulación de millas no acredita a los socios a ningún tipo de derecho adquirido respecto a dichas millas, premios o beneficios del programa. Los socios no podrán tomar por sentado la continua disponibilidad de cualquiera de los beneficios o nivel de beneficios del programa y los socios podrán o no tener acceso a todos los beneficios o a disponibilidad de espacio en todos los vuelos. Cualquier beneficio, incluyendo los tiquetes premio, podrán ser sujetos a decrementos o incrementos en los requerimientos de millas o a nuevas restricciones en cualquier momento. En cualquier oportunidad se podrá entre otras cosas, (i) terminar el programa de lealtad LifeMiles (ii) retirar, limitar, modificar o cancelar cualquier beneficio, incluyendo tiquetes premio; (iii) cambiar los beneficios del programa, niveles de millas, participaciones de afiliados, condiciones de participación, reglas  y metodología de acumulación y redención de millas, reglas para el uso de los beneficios y vigencia de las millas; (iv) establecer fecha de embargo de tiquetes, limitar el número de asientos disponibles para tiquetes premio (incluyendo, pero no limitándose a no incluir disponibilidad de asientos en determinados vuelos), o en todo caso, restringir la disponibilidad de los beneficios o de las ofertas especiales y (v) modificar el precio en Millas de los boletos premio y su metodología de cálculo de millas requeridas, en base a la oferta y la demanda, disponibilidad en el vuelo entre otros, así como a modificar la metodología para calcular la cantidad de millas requeridas para adquirir un boleto premio Estos cambios podrán hacerse en cualquier momento, aunque dichos cambios puedan afectar la posibilidad que un socio haga uso de las millas que ya hubiere acumulado. Avianca y TACA, LifeMiles Corp y las demás Aerolíneas se reservan el derecho de dar por terminado el programa LifeMiles mediante aviso con seis (6) meses de anticipación o de manera inmediata o en un plazo menor en caso alguna ley, sentencia o relación así lo requiera. La terminación del programa y/o los cambios, enmiendas o modificaciones a los términos y condiciones del programa no darán derecho a ningún tipo de reclamo o indemnización por parte de algún socio o de terceros.

Assim, deve-se ter isso em mente quando decidir pelo Lifemiles como seu programa de fidelidade.

Acumulando milhas

Nele você pode acumular as milhas voadas em qualquer cia Star Alliance (exceto a Tam, que vai deixar de ser Star no ano que vem), desde que a tarifa permita acúmulo.

Como é usual em outros programas, você também pode acumular milhas quando faz locação de automóveis ou usa hotéis ou serviços de parceiros do programa.

Dos cartões de crédito à disposição no Brasil, apenas o American Express (Amex) permite transferência de pontos/milhas para o Lifemiles. Esse talvez seja o grande limitador do crescimento no Brasil desse programa de Fidelidade.

A validade das milhas/pontos é de 2 anos (renovada a cada movimentação da conta).

Para se atingir o nível Gold Star Alliance é necessário 40 milhas acumuladas em 1 ano de calendário (de 01 de janeiro a 31 de dezembro), mas pelo menos 10 mil devem ser acumuladas na Avianca/Taca ou Aerogal. Já o Silver é atingido acumulando 22 mil milhas e pelo menos 5 mil voados na Avianca/Taca ou Aerogal.

O Grande Diferencial

Mas o que faz o Lifemiles tão interessante para os mais experientes?

A possibilidade de comprar milhas/pontos!

Mas a compra de milhas não deve ser uma estratégia de último caso e apenas para completar milhas faltantes para emissão de um prêmio?

Sim, essa é a regra geral, mas como toda boa regra há exceções e o Lifemiles é uma dessas exceções.

Por que ele é uma exceção?

Porque ele tem feito de forma repetida promoções de compra de milhas (somente aberta às pessoas que já estejam associadas antes do início de cada promoção), nas quais se pode comprar uma milha e se ganha outra de bônus.

Como ele costumava vender as milhas por cerca de 3 centavos de Dólar, nessa promoção, com 3 centavos de Dólar se leva 2 milhas, o que representa um custo de 1,5 centavo de Dólar por milhas (sem contar IOF, se você comprar no site usando um cartão emitido no Brasil, já que a compra é em dólares).

Como as cias vendem suas milhas para parceiros cobrando por elas de 1 a 2 centavos de dólar e o Lifemiles te vende as milhas nessas promoções (o limite costumava ser de 75 mil milhas por promoção e de 150 mil por ano calendário), você acaba pagando um preço semelhante ao pago por alguns parceiros.

Mas só isso não faz mágica. Outro ponto que ajuda muito no Lifemiles é que ele permite que você faça complementação com dinheiro na hora de emitir a passagem caso você não tenha milhas suficientes para emitir uma passagem. Assim, as milhas que faltam são convertidas em dólares. O grande negócio é que essa conversão muitas vezes permite que você pague até 1,2 centavos de Dólar por cada milha faltante para completar o número necessário para realizar a emissão da sua passagem.

Mas atenção, esse número mínimo de milhas necessárias para que possa então completar o montante de milhas com dinheiro na hora da emissão é muito variável (varia de acordo com a rota).

Para quem quer voar Avianca ou Taca, há ainda promoções interessantes, mas muitas vezes envolvendo um número grande de conexões. Como hoje em dia tenho focado mais no conforto que em preço, eu prefiro ainda usar minhas milhas para voar cias Star Alliance.

Outro ponto positivo é o fato do programa não cobrar o adicional de combustível que alguns programas passaram a cobrar e que encarece muito a passagem.

 Mas Nem Tudo São Flores

O Lifemiles cobra 25 USD por emissão de cada passagem, não importando se é uma passagem só de ida ou ida e volta ou se é um vôo curto ou longo. Dependendo do custo da passagem, essa taxa deixa a emissão menos interessante (normalmente passagens só de ida em trechos com muitas promoções).

O programa não permite Stopover (parada intermediária) ou Open Jaw (chegar por uma cidade e voltar por outra). Assim, se quiser fazer um Stopover  ou Open Jaw terá que emitir trecho por trecho pagando normalmente muito mais milhas do que em uma passagem sem paradas intermediárias, além de pagar uma taxa de emissão para cada trecho.

Ele não permite combinar trechos voando em classes diferentes, mesmo que você pague por toda a passagem o preço da classe mais alta em milhas. Por exemplo, se não tiver assento na Executiva em todos os vôos, no caso de vôos com conexão, não se consegue emitir a passagem na Executiva. Assim emitir passagens na Executiva para cidades com menos assentos na Executiva torna-se um problema. Ele também falha em identificar vôos internos que algumas cias americanas vendem com nome de First Class ou Primeira Classe, mas na que verdade são classe Executiva. Para o Lifemiles, eles são assentos de Primeira Classe.

Ele até possui a opção de emitir passagens indo do ponto A ao B e depois do B ao C com retorno ao ponto A (que permite pagar uma taxa de emissão ao invés de 3), mas o que chama a atenção é que as opções oferecidas costumam ser muito menores do que as que aparecem quando se pesquisa trecho por trecho.

Mudar as datas de uma passagem emitida é muito caro (200 USD), sendo mais barato cancelar (50 USD), mas o processo de cancelamento pode ser lento (e desgastante) pela razão que vou descrever mais abaixo e o tempo para o reembolso pode ser maior que o da média dos demais programas de fidelidade.

A tabela de emissão tem sido alterada ultimamente. Durante a minha emissão de passagens para a Ásia no primeiro trimestre, os meus trechos desejados sofreram uma majoração de cerca de 2,5 mil milhas cada. Há chances disso continuar devido à forte demanda pelas milhas e pelas promoções repetidas. Assim o que é bom hoje pode perder o brilho no futuro.

Assim, não aconselho (como sempre) comprar visando emissões no futuro distante.

O sistema de busca de assentos para emissão no site do Lifemiles (o mesmo que o pessoal do call center usa) oferece menos opções de vôos que o sistema do programa da ANA e da United, por exemplo. Assim, nem sempre o que se consegue lá, consegue-se no Lifemiles. O inverso também ocorre, mas em menor proporção. Não tenho a mínima idéia do porquê disso.

Esse mesmo sistema também tende ignorar conexões com mais de 6 horas de duração e limitar ao máximo de 3 conexões por trecho (existem exceções). A emissão pelo call center paga taxa de emissão mais cara que os 25 Dólares da emissão on-line e só consegue ofertar o mesmo que o sistema do site.

Uma dica importante, não simule a compra (se não tiver intenção de comprar naquela hora) ultrapassando a página de seleção de vôos e confirmação dos valores com taxas, já que se fizer isso, aquele assento sai do inventário do site (mesmo que você não tenha colocado os dados do cartão de crédito) e pode demorar até 3 semanas para voltar, isso se voltar. Assim, achou, gostou, emita!

Mas o maior impeditivo para que o programa se destaque de fato e seja uma opção para qualquer consumidor interessado no mundo das milhas é o seu suporte ao cliente.

O suporte dado pelo call center do Lifemiles não tem fama de bom nos fóruns internacionais (como no conhecido Flyer Talk). Respostas inconsistentes, pouca ou nenhuma pró-atividade e dificuldades em conseguir respostas por meio do telefone ou do email de suporte ao associado são mais que frequentes para quem já precisou do suporte. Assim, se você precisar de auxílio deles, a coisa pode complicar um bocado, tornando uma ótima emissão em uma fonte de estresse e dor de cabeça. Nessa hora, você está sozinho e muitas vezes aqueles que só te falam maravilhas do programa somem…

Durante uma de minhas emissões, ocorreu um erro na parte final e fiquei sem saber se tinha ou não completado o processo, já que o assento que buscava tinha sumido do inventário. Minhas tentativas de contato com o email de suporte sempre terminavam em pedidos para enviar print screen do erro e mais nenhuma informação que me guiasse no processo.

Mas tenho acompanhado o drama vivido pela leitora do Aquela Passagem e blogueira de mão cheia de viagens, a Lu Malheiros. Ele resume todas essas queixas do suporte em um caso só. A Lu conseguiu fazer uma ótima emissão de uma passagem na Executiva no trecho Cingapura/Rio de Janeiro usando a Singapore e Tap construída por três vôos, sendo um Cingapura/Frankfurt outro de Frankfurt/Lisboa e o último Lisboa/Rio de Janeiro.

Tudo começou muito bem até que ela foi avisada pelo Check My Trip (serviço do Amadeus que acompanha mudanças na sua reserva em tempo real) de que a última perna tinha mudado de horário e de vôo. Não teria problema algum e seriam até algo corriqueiro se não fosse o caso do horário de partida do novo vôo da Tap de Lisboa para o Brasil não tivesse sido alterado para um horário antes da chegada do vôo dela a Lisboa…

Ai começa o calvário dela. Inicialmente entrou em contato com o suporte do Lifemiles e foi informada que no sistema deles não havia nenhum tipo de alteração. Depois em novo contato foi orientada de que a mudança era de responsabilidade agora da Tap. A Tap alegou que o problema devia ser resolvido junto o Lifemiles… Certo é que a passagem foi emitida pelo Lifemiles e qualquer mudança normal só ocorre via Lifemiles mesmo. Normalmente quando mudanças como essas ocorrem ou a própria cia em que você voa já altera o seu vôo tendo em mente todo o itinerário (ao qual ela tem acesso) ou quem emitiu a passagem entra em contato já oferecendo alguma opção. Ela não desistiu e continuou tentando contatos com o Lifemiles e Avianca por email e telefone sem conseguir respostas apesar de ter na mão uma passagem que não era humanamente possível usar.

Sabendo do drama vivido por ela, tentei contato com a Avianca pelo perfil @avianca no Twitter querendo uma posição oficial deles sobre de quem era a responsabilidade em resolver o caso. Depois de cobranças a cada 3 dias e duas semanas de promessas muito educadas de respostas pelo Twitter, até eu que sou persistente cansei e fiquei sem resposta.

Um belo dia, a Lu, depois de receber telefonemas vindo do exterior (aos quais não pode atender porque nem sempre o nosso trabalho nos permite fazer isso a qualquer momento), recebeu um email solicitando contato por email para providenciar mudanças no itinerário. Quando ela foi verificar sua reserva, descobriu que algum estagiário tinha alterado a segunda perna da sua viagem de forma que ela conseguisse partir de Frankfurt para Lisboa mais cedo e chegasse a tempo de fazer a conexão com o novo vôo da Tap.

Problema resolvido? Não! É que agora ela teria que partir de Frankfurt antes o horário previsto para sua chegada na cidade… Amadorismo demais para um programa de fidelidade.

A Lu bem que tentou contato pelo telefone e pelo email, mas ninguém sabia nada sobre seu caso… Solicitou um telefone de contato e não recebeu resposta. Agora sua reserva possui mais um vôo confirmado partindo de Frankfurt para o Rio de Janeiro, este em horário passível de conexão (16 horas após sua chegada em Frankfurt) com o vôo de Cingapura/Frankfurt, mas os outros 2 vôos incompatíveis com a conexão ainda não foram cancelados. Ela está tentando aceitar esse último vôo incluído e regularizar sua reserva, mas não consegue, já que o suporte normal não tem conhecimento do seu caso… O drama continua. Vale ressaltar que toda a comunicação foi feita em espanhol. Eu já entrei em contato em Inglês também, mas a resposta demora o dobro para chegar…

Parece que depois de mais de 1 mês de contatos sem continuidade e com respostas inconsistentes, o problema caminha para a solução. Imagina se isso tivesse ocorrido próximo a data da viagem?

Conclusão

Mas por que falo que o Lifemiles é hoje muito interessante apenas para os mais experientes?

Porque a emissão de uma passagem lá necessita de flexibilidade de datas, paciência, perseverança, análise das tabelas e entendimento de que ficar fazendo poupança de milhas por lá é arriscado, já que o sucesso do programa pode ser o maior inimigo do associado no futuro. Soma-se a isso a necessidade de evolução do suporte ao associado, que hoje está abaixo do padrão das grandes cias aéreas.

Fechar os olhos para isso só porque uma boa estratégia de emissão no Lifemiles pode gerar resultados financeiramente muito favoráveis é ignorar que em alguns casos o barato pode se transformar em algo caro e estressante, além de criar expectativas maiores do que se consegue na realidade.

Agora falta a Avianca Brasil se incorporar ao Lifemiles (hoje ela tem um programa independente, o Amigo), fato inexplicável até o momento em termos de estratégia comercial tanto para o Lifemiles como para a Avianca Brasil, e que outros grandes cartões de crédito nacionais começarem a fazer parcerias com o Lifemiles para que o consumidor nacional possa efetivamente ter mais opções de transferência e menor dependência dos programas nacionais de fidelidade. Isso, claro, vindo junto com uma evolução em qualidade do suporte ao cliente.

Eu o usei e posso dizer que consegui uma grande emissão. A Lu conseguiu uma grande emissão, mas está suando para poder usá-la. Agora cabe a você decidir se esse é ou não um programa que atende suas necessidades e capacidade de assumir riscos.

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Category: Programas de Fidelidade Aérea

Comentários (48)

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  1. RABUGENTO (@RABUGENTO) says:

    Por que será que a TAM, que ainda está na Star, não respeita esse acordo das milhas? Aumentaram absurdamente a quantidade de milhas necessárias para qualquer voo na executiva… :(

    Responder

    Wilian Delatorre respondeu:

    Rabugento, é que ela não quer dar o braço a torcer para um dos seus maiores concorrentes. E então o Lifemiles já nasceu brigado com a TAM. Mas em breve a TAM será só OneWorld.

    Responder

    Denis respondeu:

    A TAM não tem acordo com a Avianca/Taca e Copa por causa da decisão do tribunal chileno sobre a fusão com a LAN, que disse que essas companhias nao poderiam ficar na mesma aliança.

    Responder

  2. JSav3r says:

    Rodrigo, parabéns pelo post! Muito esclarecedor! Na época da última promoção (que seria a 3ª ou 4ª da Avianca) fiz uma rápida pesquisa e, se não estou enganado, cheguei ao fórum mencionado por você (Flyer Talk), e percebi que havia muitas pessoas interessadas no LifeMiles, parece-me que principalmente americanos, e muitos estavam comprando o máximo de milhas permitidas, 75.000 para ganharem outras 75.000. Ou seja, a demanda pelas milhas LifeMiles, no período das promoções e também fora deste vez que é possível pagar em dinheiro eventuais diferenças nas milhas, é crescente. Será que a Avianca/LifeMiles terão robustez e envergadura financeira para suportar as futuras emissões de passagens por um valor, em tese, abaixo do que outras cias. aéreas praticam?

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Na verdade, o que as outras cobram faz parte do lucro delas. Não sei como se faz a compensação dentro do programa, mas supondo que pagam entre si 1 centavo de USD por milha e o Lifemiles vende por 1,5, já tem lucro. Eles reduzem sua margem de lucro nessas emissões e ganham mercado. No futuro, a coisa certamente mudará. Com a base de associados ainda não é grande e a demanda deles pro emissão em volume deve ser inferior aos dos grandes, eles não devem causar grandes estragos no geral. O pessoal do Flyer Talk são experts no assunto, mas não representam o grosso dos associados. Vale lembrar ainda que muitos visam atingir Status Elite e não apenas emissão de passagem, o que com a malha da Avianca e o grosso de aeronaves que usam não é tão interessante para os americanos. Os aficionados australianos também estão de olho no Lifemiles por causa da Singapore que voa muito naquela região. Nas minhas buscas até hoje não consegui um vôo da Air New Zeland na executiva, mas da Singapore já consegui várias vezes.

    Responder

  3. Daniel says:

    Rodrigo,

    Fico muito feliz que estamos vendo posts seus recentemente! Entendo que você fez uma pausa nos últimos tempos e sei o quanto isso é importante (eu às vezes tenho dificuldade de ler aquilo que gosto – imagina escrever os posts…), mas saiba que este tipo de análise que você faz é muito bacana e diferenciado do que a gente costuma encontrar por aí!

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Obrigado Daniel, Devo ir postando alguma coisa mas sem regularidade. Na verdade deve sair mais coisas relacionadas as experiências que vivenciei nas últimas viagens do que o já foi o core do site, já que não consigo acompanhar o ritmo das mudanças. Um abraço

    Responder

  4. Fábio Póvoa says:

    Este tipo de experiência no uso de milhas me faz lembrar um frase do Steve Jobs, qdo lançou o iTunes, se referindo ao esforço para ouvir música usando meios alternativos (ou piratas), tipo ripar CD, usar filesharing, torrent, etc.

    “Vc estaria trabalhando por menos do que um salário mínimo”.

    Muito esforço, para razoavelmente pouca recompensa (no uso das milhas vis a vis aquisição de passagens, qdo feitas antecipadamente dentro de um planej. de médio / longo prazo). Sem falar nos inúmeros riscos (mudança regras, transtornos como o descrito, taxas de combustível, etc).

    Rodrigo,
    Sentimos ENORME falta dos seus posts. Acredite.

    Entendemos e respeitamos as prioridades do blog frente aos demais compromissos.

    Saiba entretanto que seu conteúdo AGREGA VALOR: neste contexto, eu recomendaria que vc experimentasse com um paywall (poroso), permitindo que quem queira possa pagar / contribuir para ter algum benefício (posts antecipados, regularidade).

    E, com i$$o, permitir efetivamente que vc possa priorizar a escrita frente aos demais afazere$, com uma receita estável e sem depender de banners / Adsense.

    Que tal ? Eu pagaria.

    Fica a sugestão, que estou certo seria compartilhada por muito outros leitores conscientes.

    Abs,
    Fábio

    Responder

    JSav3r respondeu:

    Boa sugestão, Fábio! Eu também pagaria. O Rodrigo tem muito, enorme conhecimento nessa área. Valeria cada centavo!

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Obrigado pelo apoio, mas como disse ao Fábio, no momento as prioridades são outras. Se for voltar no futuro, acho que voltaria do mesmo jeito sem cobrar nada e só incentivando a troca de informações, já que é nisso que todos ganhamos, inclusive eu.
    abraços

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Fábio,

    Obrigado pelo incentivo.
    Um dia a questão financeira já foi um problema a ser equacionado para que o site continuasse vivo.

    Hoje, questões mais pessoais tem relevância maior para mim.

    Recentemente, me questionei sobre porque tinha passado por uma situação de vida mais facilmente e de forma mais prazerosa do que tinha passado por uma semelhante no passado.

    Minha primeira resposta foi a experiência adquirida. Mas foi ai que me lembraram que no passado tinha um blog para manter atualizado diariamente.

    Ai cai na real que era isso mesmo…

    Sinto falta do site, mas não sinto falta da pressão que eu mesmo me colocava, do que acabei vivendo pela metade porque tinha que publicar algo ou da tristeza que tinha ao ver algo por mim escrito “inspirando” outros locais sem a mínima referência. Até hoje evito sair lendo muito por ai para não ver textos escritos com frases inteiras semelhantes as que escrevia no passado.

    Vamos tocando no ritmo que posso e talvez com temas mais genéricos com menos compromisso temporal. Quem sabe no futuro, possa evoluir mais.

    Fico é comovido por ainda ter tantos ainda acompanhando este espaço.

    Um abraço

    Responder

  5. Eu utilizo o programa Lifemiles há cerca de 2 anos. E até agora diria que estou satisfeito.
    Já emiti bilhetes para:

    Costa Rica voando Taca
    EUA voando Avianca na executiva por 35.000 milhas
    Brasil X EUA para meus tios a 15.000 milhas a perna na econômica
    Rio de Janeiro x Punta Cana por módicos 3.500 o trecho aí foram para 6 pessoas
    E por último iria emitir Punta Cana x Brasil voando COPA Airlines e na última hora encontrei trechos promocionais na Executiva da Avianca e decidi por esta já por imaginar problemas em caso de mudança de itinerário.

    Precisei apenas 1 vez alterar a data de um voo e foi bem tranquilo o processo por ser um voo Avianca. Mas imagino o desgaste que é emitir em cia. parceira fica aquele jogo de empurra-empurra sem solução profissional.

    O que mais me atrai no programa é a possibilidade de enviar meus pontos Membership Rewards do The Platinum Card (Amex) ou seja meu custo cai bastante na emissão e não preciso ficar comprando milhas nas constantes promoções. Recomendo fortemente esse programa para emissões para os EUA e Caribe, o aeroporto de Lima e Bogotá atendem bem o viajante no momento de conexão até o destino final.

    Agora para ficar perfeito só falta uma central de atendimento em português e não mais o sofrido portunhol e a total integração com a a Avianca Brasil. Abraço ao Rodrigo e a todos!

    Responder

  6. Lu Malheiros says:

    Rodrigo,
    Excelente análise!
    Obrigada por colocar o problema com a minha passagem aqui! Hoje, depois de 1h30 no telefone e uma boa pitada de confusão, o problema parece ter sido resolvido. Consegui falar no LM e aceitar o trecho FRA – GIG com a Lufthansa que eles ofereceram. Detalhe: tive que insistir MUITO para conseguir falar com alguém sobre isso, todos os atendentes me diziam que teria que ligar para a TAP e que não sabiam de nada.
    Um abraço,

    Responder

  7. Guilherme says:

    Rodrigo, excelente artigo, como sempre!

    Nos últimos tempos, acumular muitas milhas, ao menos no Brasil, tem sido um jogo de soma zero, pois tanto os programas de milhagem das cias. aéreas quanto os programas dos cartões bancários só têm piorado, cortando benefícios, aumentando custos e ainda por cima propagandeando por aí que estariam aperfeiçoando seus serviços. Balela. Quem já tem um mínimo de conhecimento de como funciona o sistema não perde tanto tempo quanto poderia. Só gasta a quantidade de tempo e de dinheiro estritamente necessárias para fazer uma viagem. Afinal, você deve viajar para viver, mas tem pessoas que vivem para viajar, mesmo não sendo essa sua principal atividade, e muito menos fonte de renda.

    Mas o problema é que o brasileiro médio não tem esse grau de conhecimento. É um autêntico “maria-vai-com-as-outras”, não analisa criticamente as falsas promoções e os falsos benefícios que surgem por aí e que são alardeados como se fosse a oitava maravilha do mundo, fica encantado quando surge uma ou outra promoção, mas, na hora que surge uma notícia ruim sobre esse ou aquele programa de milhagem, desaparece e não fala nada.

    É impressionante o festival de besteiras que se lê em fóruns, sites e blogs, acerca de programas de milhagem e programas de cartões de crédito. Na verdade, nem sei como esse pessoal aguenta gastar tanto tempo discutindo futilidades que pouco impacto *efetivo* terão em suas vidas, e gastando mais dinheiro (de forma absolutamente inútil) para ganhar mais milhas que sabe-se lá se um dia poderá usar.

    Como o Fábio Póvoa bem disse no comentário acima, não existe uma correlação positiva entre o tempo gasto para acumular milhas com pagamento de contas, pagamento de tarifas, idas a bancos, ativação de senhas, aborrecimentos com gerentes e centrais de atendimento, elaboração de planilhas etc., e os (cada vez mais raros) benefícios que se obtêm. Fico espantando quando fico sabendo de gente que gasta de R$ 500 a R$ 800 mensais só em tarifas de pagamentos de contas, anuidades de cartões de crédito, pacotes de manutenção de conta-corrente, juros bancários e impostos governamentais (IOF).

    Com essa dinheirama toda, essas pessoas poderiam muito bem estar investindo em algo que realmente capaz de agregar valor a suas vidas, e não simplesmente jogando dinheiro no lixo. E aqui vão alguns exemplos de melhor uso do dinheiro:

    - Cursos de inglês (uma mensalidade num bom curso deve custar algo em torno de R$ 150 a R$ 200). Em vez de gastar R$ 150 em pagamentos de contas, gaste num bom curso de inglês (ou outro curso qualquer) e assim você até poderá viajar para os EUA, por exemplo, sem precisar recorrer ao portunhol – fora os ganhos inegáveis para sua vida pessoal (ler filmes sem legendas, comunicar-se bem com falantes nativos da língua inglesa) e profissional (melhora nas relações interpessoais, oportunidades de trabalho no exterior, elevação do nível de renda). Mas não: quem recorre a artifícios como pagar anuidades, pagar taxas de emissão, pagar contas no cartão, fica “cego” para esses inegáveis benefícios oriundos de gastos na educação, e preferem enriquecer os bancos e programas de milhagem;

    - Matrícula numa academia de musculação: uma mensalidade média está também custando algo em torno de R$ 150 a R$ 200. 3 dias de malhação por semana resultam em pelo menos 12 horas mensais fazendo exercícios físicos, melhorando o aparelho cardiovascular, tendo mais força física, aumentando a massa magra do corpo, e dormindo melhor. Com isso, a pessoa ganha qualidade de vida, um corpo saudável e uma mente mais concentrada e focada nas atividades que realmente são importantes. Mas a pessoa é teimosa, e prefere gastar esses R$ 150 pagando um boleto de R$ 10 mil no BB Smiles para acumular… o quê? 8.620 milhas? Isso rende uma passagem aérea de GRU pra FOR com duração de 3 horas. Mas poderia render, como disse acima, 12 horas mensais de ganhos de saúde, massa muscular e qualidade de vida.

    - Uma seleção de alimentos saudáveis no supermercado: em vez de gastar R$ 300 na anuidade do cartão, faça um favor à sua saúde e gaste R$ 150 comprando pães integrais, presunto de peru light, muitas frutas e verduras, geléias, peixe etc. e veja que sua vida irá proporcionar ainda mais saúde, evitando doenças e contribuindo para o bem-estar pessoal. R$ 300 não gastos em anuidade não farão você perder muita coisa. Agora, R$ 300 não gastos em alimentos saudáveis farão uma baita falta pra melhora de sua saúde.

    E isso, é claro, sem contar que tais quantias poderiam muito bem estar alimentando um plano de previdência privada ou de investimentos em ações, títulos públicos e fundos imobiliários, alimentando uma aposentadoria e um futuro com muito mais dinheiro no bolso, mais saúde e mais tempo para desfrutar das coisas que realmente valem a pena viver.

    Mas infelizmente, o brasileiro médio não pensa em nada disso. Só quer saber de gastar, de se exibir nas redes sociais e blogs, ostentando falsos símbolos de riqueza, e, certos de que são carentes de atenção, ficam se exibindo justamente para chamar atenção para si próprios. Na verdade, isso é reflexo também da falta de educação financeira, pois as mesmas pessoas que gastam seu tempo, dinheiro e energia, com bobagens e pretensos símbolos de riqueza, em sites, blogs e fóruns, são as mesmas pessoas que entram no cheque especial, que não sabem discernir entre um CDB e uma LCI, que não sabem quanto ganham e quanto gastam por mês, que ficam torcendo pro dia que o salário entra na conta cheque logo, para poder quitar a bola de neve de dívidas que fizeram no cartão etc. etc. etc.

    Esses são os fantoch… quero dizer, os “alvos” preferidos das empresas de milhagem e de cartões, que investem maciçamente em marketing para ludibriar os consumidores e os seduzirem apelando para suas emoções, querendo lhes colocar na cabeça que, se você não viajar mais, você não será feliz, ou seja, que você precisa viajar, senão você não será feliz.

    E o que tudo isso tem a ver com o tema do artigo? Tudo! Pois todos os programas de milhagem têm seus prós e contras, sendo que o LifeMiles é mais um dentre eles. Não é o melhor, e também não é o pior. Mas tem gente por aí que insiste em dizer que ele funciona às mil maravilhas, quando na verdade não funciona assim.

    É a mesma coisa em relação ao AAdvatange. Com a decadência generalizada dos programas nacionais, alguns pretensos “experts” começaram a só propagandear vantagens desse programa, no que foi seguido pelos já mencionados “maria-vai-com-as-outras”, quando na verdade ele é apenas mais um dentre tantos outros, com seus prós e contras.

    Aliás, para os brasileiros, em específico, suas vantagens são muito limitadas, pois o cartão de crédito que oferece a maior pontuação para o AAdvantage só atribui 1,5 ponto a cada dólar gasto. Ou seja, uma pessoa com um gasto anual de 50 mil dólares terá acumulado ao final de um ano 75 mil milhas no programa da AA. Mas uma pessoa com os mesmos gastos de 50 mil dólares num cartão que pontue a 2,2 terá acumulado 110 mil pontos. Ou seja, quase 50% a mais de pontos, *com a mesma quantidade de gastos*.

    Ou seja, se o objetivo de acumular milhas é gastar menos dinheiro na compra das passagens, é uma total falta de coerência usar um cartão que acumule menos milhas.

    Na verdade, nem nos EUA o AAdvantage é assim tão elogiado: muitos profissionais experts da área, que têm, por exemplo, blogs no Boarding Area, preferem o Mileage Plus, da United, por diversas razões que não cabem expor aqui no comentário.

    Mas o brasileiro médio, diferentemente do norte-americano médio, não têm espírito crítico, e aceita qualquer coisa que lhe seja oferecido, seja ele de um programa de fidelidade A, ou de um programa B. Ainda bem que existem blogs como esse, o qual, pelos comentários acima, só reforça a credibilidade e a seriedade com que os temas são tratados. Parabéns, Rodrigo!

    Responder

    Denis respondeu:

    Guilherme,
    Eu discordo diametralmente dos teus argumentos. Sobre o que fazer com o seu dinheiro, não cabe a nós julgarmos. Concordo apenas que é fundamental termos educação financeira.
    Entrando mais especificamente no assunto deste blog – milhas e viagens – uma coisa que teu argumento não leva em conta é o que 75 mil milhas da AA “compram” em comparação a 110 mil pontos de outro programa. Se o objetivo for uma passagem internacional em executiva/primeira, eu me arrisco a dizer que 75 mil milhas da AA valem mais que o dobro que 110 mil pontos do Multiplus. Então, a matemática das milhas não é tão linear quanto a financeira.
    Att,
    Denis

    Responder

    Guilherme respondeu:

    Denis, a respeito do AAdvantage. 110 mil milhas acumuladas no KrisFlyer* valem uma round-trip GRU-BCN-GRU. 75 mil milhas AAdvantage, nesse caso em particular, não serviram para nada, pois não comprariam uma executiva nem na Singapore (por óbvio), nem na AA (que não voa Brasil-Europa), nem em qualquer outra cia. aérea parceira da AA (que eventualmente voe Brasil-Europa) ou membro da OneWorld (que faça o mesmo itinerário ou um equivalente).

    É claro que, para defender seu ponto de vista, você vai usar argumentos que só validem a sua tese. Paciência…

    * E o mais interessante é que é possível emitir prêmios Brasil-EUA usando milhas KrisFlyer em membros *A. O valor? 100k milhas uma round-trip. Ôpa, então valeria mais a pena usar o AAdvantage, que cobra só 75k, certo? Errado. Porque para obter 100 mil milhas KrisFlyer, é necessário um gasto de US$ 45k no Amex TPC (1:2,2), ao passo que para obter 75k no AAdvantage é preciso um gasto de 50k dólares no Citi Black (1:1,5). Ou seja, você precisa gastar cerca de 10 mil reais a mais no cartão Citi para poder obter o mesmíssimo tipo de prêmio…

    Se o objetivo de acumular milhas é garantir a emissão de um prêmio no menor tempo possível, e gastando a menor quantidade possível de dinheiro, é totalmente incoerente usar um cartão/programa que faça você gastar MAIS dinheiro no cartão e levar MAIS TEMPO no programa de fidelidade para emissão do mesmo tipo de ticket…

    Responder

    Denis respondeu:

    Guilherme,
    Você apenas reforçou o que eu quis dizer: o valor das milhas de cada programa de fidelidade é diferente em função das tabelas de emissão de cada um.
    Sobre o KrisFlyer, ele não cobra fuel surcharge?
    Att,
    Denis

    Guilherme respondeu:

    Ok, entendido. Abç.

  8. O Lifemiles também tem me decepcionado. Eu era grande fã, fiz emissões para Miami, para o Peru, e havia um voo muito bom Brasília x Lima que tiraram, e aí ficou Brasília x Bogotá. E emiti então alguns bilhetes nesse roteiro BSB X BOG X xxx às vezes até com escala em outro ponto. Agora tiraram o vôo Brasília x Bogotá e apareceram há poucos dias uns roteiros com mais uma conexão em GRU via Avianca Brasil, horários horríveis e eu sinceramente nem sei o que faço, aumentou demais o tempo e conexões das viagens e para piorar eu ainda tenho um saldo grande de milhas Lifemiles que não vislumbro como utilizar, pois não emitem mais a partir de Brasília.

    Além de ter ficado chateado com a alteração da tabela, agora ficou inútil para mim que sou baseado em Brasília o programa e estou com esse “mico” na mão que vou ter que ver outras formas de utilizar adiante.

    Responder

    Bruno Gabriel respondeu:

    Rapaz, quando vislumbrar alguma forma de usar essa milhas, me vise por favor. Também estou com algumas e não sei o que fazer com elas.
    Fui vítima do cancelamento do voo Brasília para Bogotá.

    Responder

    FÁBIO respondeu:

    Ranerio,
    Tive o mesmo problema.
    Vou para a região de Santa Marta e Cartagena no final do ano e o cancelamento dos voos BSB/BOG me pegou de surpresa.
    Tentei contato e me mandaram esperar.
    Conferi minha reserva e foi refeita erradamente.
    Minha saída de GRU ia ser antes da minha chegada…
    Mas, para minha surpresa, fiz contato no Call Center e depois de mais de uma hora de boa atenção, simpatia e disponibilidade da atendente, acabei conseguindo fazer o melhor possível.
    Pena que a viagem ficou bem mais longa e cansativa.
    Ainda gosto do LM e torço para que BSB volte à malha deles.
    Abraço

    Responder

  9. Tomas Rabelo says:

    Rodrigo muito bom o post, parabéns.

    O Lifemiles é sim um excelente programa de milhas, mas como vc mesmo disse não é para qualquer aventureiro. Já usei algumas vezes e tenho pesquisado bastante pra usar na próxima grande viagem para a Ásia.
    No meu ponto de vista quem usa tem que entender todos os risco que corre e também saber que mesmo aparecendo a passagem no site deles, você poderá não conseguir emitir, ou seja, tem que ter um plano B sempre. No próprio site do Flyer Talk tem pessoas dizendo que não conseguiram emitir passagens para voar na ANA, por exemplo.

    Tenho algumas milhas em várias contas e estou esperando voltar a promoção de transferência em dobro. Por falar nisso alguém tem uma ideia de quando deve voltar essa promoção? Neste ano já teve, senão me engano em fevereiro. Verifiquei nos meus e-mails e nos últimos 3 anos a promoção não tem sido em períodos iguais.
    Uma dúvida que tenho também é se é possível ficar jogando as milhas de uma conta para outra no período da promoção de milhas em dobro, claro respeitando o limite estabelecido em cada transação. Eu já li pessoas dizendo que dá pra fazer e outras falando que tiveram problemas.

    Outra dica que li na internet em algum lugar é fazer as compras através do telefone porque não pagará IOF, segundo relatos que li.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Tem gente que faz sim. Mas um dia acho que eles vão acabar barrando. Eles fazem também promoção de transferências m dobro.

    Nunca consegui achar uma passagem da Air New Zeland também. Mas achei Primeira Classe da Thai saindo de Bangkok.
    Quando comprei, a compra foi em um cartão de fora do Brasil de um familiar que precisava de reais. Não usei o call center no Brasil.

    Responder

    Denis respondeu:

    Rodrigo,
    a disponibilidade de assentos é de responsabilidade de cada companhia, neste caso a Air New Zealand, que não disponibiliza quase nada. Acho que é por que é uma das poucas maneiras de se chegar na Oceania com milhas da *A, e da grande demanda vinda dos EUA (onde existem a maioria das milhas, fruto dos bônus de cartão de crédito que existem por lá).
    Abraço!

    Responder

    Cris respondeu:

    Oi Tomas,

    Eu comprei agora na promoção de milhas em dobro do Lifemiles pelo call center da Avianca. A compra foi feita em reais e parcelada em 10x sem juros. Além de não pagar IOF, eu escapei dessa alta do dólar que ocorreu na última semana. Mas diferente da compra online, onde as milhas caem na mesma hora, comprando pelo telefone tem um prazo de 72 horas, mas no meu caso as milhas caíram no mesmo dia.

    Abs,
    Cris

    Responder

  10. Felipe says:

    Rodrigo,

    Que alegria ver o site voltando à ativa!! A era de ouro da acumulação/utilização de milhas já se foi. Felizmente, graças ao AP, aproveitei mtu.

    Hoje em dia é muita mão de obra para pouco retorno. Minha hora vale mais que o esforço, sem falar no aborrecimento.

    A gota d’água pra mim foi a tap cobrando uma taxa de serviço de 100 euros por trecho para voos emitidos do brasil, chamada de taxa de serviço victoria, além das taxas de embarque. Considerava um bom programa, mas o custo da emissão praticamente inutilizou o acúmulo nele.

    Aguardamos novas postagens.

    Abraço

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Felipe,
    São pequenos suspiros que vou colocando no ar. Não espere muito.

    O Victoria caiu muito no meu conceito com isso.

    Responder

  11. Vinicius says:

    Então, depois de ver que é necessário 95.000 na econômica para a Europa me desanimei. Estou acumulando no programa da Turkish, esta pedindo 60.000 para a Europa!

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Como disse, cada programa tem sempre um destino/rota que pode ser mais atraente. Para a Europa, esse programa é muito fraco, mas para Ásia ele se destaca.

    Responder

  12. Marcelo Q. says:

    Rodrigo,

    Até este momento, não havia me interessado em conhecer melhor o Lifemiles, mesmo porque as rotas da Avianca/Taca pouco atendem às minhas necessidades.

    A partir deste momento, lendo e interpretando calmamente os relatos, somados à leitura das regras do programa, ainda considerando seu relato sobre a emissão em executiva, o não é categórico em utilizar o Lifemiles.

    Entendo que os atuais participantes ainda possam usufruir de alguma emissão com alguma vantagem no curto prazo, mas em pouco tempo o programa apresentará as mesmas dificuldades e limitações dos demais membros da SA, agravados por trechos de um regulamento leonino que nao me lembro de ter lido em mais de dez diferentes programas de fidelidade que estou cadastrado.

    Ademais, a tendência global dos programas de milhagem é a clara limitação das mais diversas disponibilidades de emissão que dispúnhamos anos atrás, possibilitando algumas opções em datas pouco viáveis, vésperas de vôos e milhagens exorbitantes, por exemplo, tente emissões nos vôos parceiros, pelo smiles, para os meses de dezembro/2013 e Janeiro/2014.

    No meu entendimento, em poucos anos, emitir passagem com milhas deixará de ser o principal objetivo dos associados dos programas de milhagem e membros de aliança, tendo com maior foco o reconhecimento do status de passageiro freqüente, o que privilegiará aos enquadrados nos níveis mais altos de reconhecimento, prioridade de embarque em lista de espera, remarcações e antecipação de vôo sem multas e taxas, prioridade para upgrade, acesso aos lounges, extensão do limite de bagagens, enfim, aquilo que já ocorre com bastante freqüência em diversos países para os membros das 3 grandes alianças globais.

    Abraço

    Responder

    Marcelo Q. respondeu:

    E um detalhe importante.

    Status de passageiro freqüente, advém de vôos com passagens pagas, nunca emitidas por milhas, o que gerará um número ainda maior de passageiros pagando assentos em dinheiro, diminuindo ainda mais a disponibilidade de lugares para emissões por milhas.

    Por essas e outras, ontem recebi email do multiplus comemorando 5 bilhões de milhas emitidas em produtos do Ponto Frio.

    Abraço a todos!

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Na impossibilidade de emitir passagens, o pessoal está começando a usar outras emissões.

    O que está acontecendo é que programa de fidelidade está virando programa de créditos. E o comércio desse crédito está no momento dando mais grana que a própria fidelidade que as cias tinham como primeiro desejo ao implantar eles.
    Acho que isso vai nesse sentido, até a próxima crise área, quando a a fidelidade volta a ser importante.

    As mudanças que as cias estão ensaiando, como a United fez onde obriga um gasto mínimo para atingir status eleite vem no sentido cobrar mais fidelidade e reduzir os benefícios daqueles que optam por parceiros ou cartões.

    Esse mercado é muito dinâmico. O maior problema hoje é que se tem que gastar muito tempo para se definir a melhor estratégia e a maioria de nós não esse tempo todo para gastar com isso. Em momentos assim, vale a pena para muitos focar em preço mesmo.

    O mesmo se aplica aos cartões de crédito que viraram uma metamorfose ambulante.

    Um abraço e bom te ver aqui!
    Rodrigo

    Responder

    Marcelo Q. respondeu:

    Rodrigo, boa noite.

    Obrigado pela resposta.

    Bom para todos nós, te ver por aqui.

    As portas de casa continuam abertas à você e sua familia.

    Grande abraço, e até breve.

    Responder

  13. Cris says:

    Oi Rodrigo,

    Com certeza o Lifemiles não é pra todo mundo, eu tb já tive problema com o call center, cheguei a ir no escritório deles aqui no centro do Rio, e nada. Acabei perdendo algumas milhas nessa história.

    Bom, mas resolvi tentar agora com uma cia da Star Alliance, e acabei comprando milhas na promoção de milhas em dobro vigente no momento. Consegui emitir ida em dezembro para Hong Kong na executiva com a Lufthansa e a Swiss. Até o momento tudo certo, mas fico sempre de olho no check my trip.

    A volta resolvi emitir com a Air France pelo Smiles, também na executiva. O voo seria SIN/GIG por 75.000 milhas, emiti sem problemas, paguei a taxa de embarque e entrei no site da Air France para marcar os assentos. Para a minha surpresa, apenas o trecho SIN/CDG estava em classe executiva, CDG/GIG estava em econômica.

    No atendimento pelo telefone, o atendente confirmou o problema com o sistema e que o bilhete seria automaticamente cancelado, as milhas e taxas reembolsadas. Segundo ele, isso nunca havia ocorrido antes, e que dentro de algumas horas o problema do sistema seria consertado. Ele me aconselhou abrir uma reclamação sobre a situação.

    Alguém já passou por isso no Smiles?

    Abs,
    Cris

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Nunca vi isso…Problema com sistema que cobra certo e emite errado. Ai vão cancelar a passagem e não consertar o erro… Duro.
    Legal a dica da compra pelo call center do Brasil. Pena que o Dólar não está ajudando…

    Responder

    Marcelo Q. respondeu:

    Cris.

    Já passei por situações complicadas no Smiles, desde emissão nao reconhecida pela Delta no check in (e deixei de embarcar, tive que comprar outra passagem no aeroporto), até visualização de trecho HGK/ORD via DOH pela Qatar, tudo maravilhoso até o momento de confirmar o trecho selecionado, eis que o problema (não emitia) ocorria, telefonando para o call Center, era informado que o trecho não estava disponível, independente da disponibilidade no site.

    “Abrir” reclamações no Smiles normalmente é ridículo, nunca existe retorno, entretanto, em uma ocasião que “tirei” printscreen de todas as telas em uma emissão HGK/MIA via CDG, voando AF exec, enviei toda seqüência de print screen, e a emissão nao concluída pelo site mesmo após o debito das milhas, foi honrada pelo Smiles três dias após a reclamação.

    Muitas falhas e poucas soluções na minha opinião.

    Responder

  14. Afi123 says:

    A notícia está interessante, mas discordo em alguns pontos. O Lifemiles é um programa excelente quando compradao ao programa da Smiles e da TAM fidelidade (a dupla mais usada pelos brasileiros). Concordo que ele não é perfeito, mas a facilidade em comprar milhas 2×1, encontrar assentos disponíveis, e completar passagens com dinheiros já são excelentes motivos para classificá-lo melhor que a duplinha citada. Quando você cita que há uma difuculdade de informações pelo call center e e-mail, eu tenho que discordar totalmente. O Lifemiles é o único programa que eu conheço que te responde com e-mails personalizados, ou seja, que não são essas respostas automáticas que nunca respondem à sua pergunta. Em um total de 1 ano e meio usando Lifemiles, eu já consegui acumular cerca de 80 mil pontos, e usar todos eles. O que eu concordo é que sim, você tem que ter flexibilidade com datas e destinos, mas no ponto de vista de qualquer viajante, conhecer destinos diferentes é o que os “acumuladores de milhas” buscam. Minha única recomendação é que o Lifemiles funciona bem para pessoas que querem destinos internacionais. Para destinos nacionais, ele não é bom, já que a Avianca do Brasil não participa deste programa, e as demais brasileiras são concorrentes. Em um total de 4 anos usando TAM fidelidade, eu me vejo com o problema de milhas estarem quase expirando e eu não consigo trocá-las por nada, é super frustante. Bem,minah opinião é bem pessoal, e não invalida nada que a autora deste post comentou, é somente minha experiência pessoal com o Lifemiles. Eu recomendo para qualquer pessoa, com ou sem experiencia em milhagem.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Eu já troquei diversos emails com o pessoal do supporte, porem apesar de pesssoais eram carregados de informações imprecisas e de pouca utilidade. Tivemos um caso recente de um passagem alterada por uma das cias em uma passagem emitida pelo Lifemiles e eles não conseguiam se entender e cada um dava uma resposta diferente da outra. Depois de muito esforço no email, telefone e twitter eles consertaram a passagem. Para mim, das cias onde emiti passagem com milhas foi o pior suporte com que já tive contato. Não estou falando de disponibilidade e boa vontade para ficar pescando passagens pelo telefone e sim para resolver problemas que são de responsabilidade deles (erros no site, na emissão e alterações de passagens).

    Responder

  15. Cinthia Rangel says:

    Bom dia Rodrigo,
    Não sei se é só comigo, mas estou há dias tentando emitir um bilhete pelo Lifemiles, escolho o bilhete, clico em continuar e sempre dá erro.
    Pedem para entrar em contato com o Suporte, mas já tentei de 02 computadores diferentes e do meu iPad e não consigo.
    Sabem de alguma coisa?
    Não sei mais o que fazer. Acho que vou ter que pagar a taxa de emissão pelo call center, mas acho um absurdo ter que pagar se o problema é do site deles.
    Ab,
    Cinthia.

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    O velho problema do suporte deles. Normalmente pedem um print screen da tela de erro. Tenta contato pelo twitter da Avianca (não da Avianca Brasil)

    Responder

    Cinthia Rangel respondeu:

    Realmente, Rodrigo Purisch, o suportte deles e horrível.
    Mandei o e-mail faz duas semanas. Só duas semanas atrás me responderam pedindo o print screen da tela de erro, além do trecho escolhidos, dos nomes dos passageiros, horário do ovo escolhido, data e tudo o mais. Pediam meu telefone para contato.
    Bom, amanhã completa uma semana e ninguém me ligou ainda.
    Nuca vi coisa igual.
    Péssimo serviço.
    Será que adianta o Reclame Aqui?
    Ab,
    Cinthia Rangel.

    Responder

    Cinthia Rangel respondeu:

    Dia 12/11/13, o Lifemiles me ligou dos EUA e emitiu os bilhetes como queria.
    Ainda falta receber os bilhetes, mas resolveram o problema.
    Achei que demorou demais: 03 semanas. E se os bilhetes escolhidos para emissão com milhas tivessem acabado?
    E, detalhe, o problema continua. Fiz algumas simulações ontem para outro destino e continuo sem conseguir emitir, tanto do tablet, quanto do meu desktop de casa e do trabalho.
    Enfim, o problema é deles e esse, ao que parece, não é resolvido.
    Ab,
    Cinthia Rangel.

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Realmente o suporte deles é péssimo! Gera ansiedade desnecessária e eles mesmos não se entendem.

  16. Renata says:

    Olá,
    Estou com uma dúvida.
    Faço parte do Programa Amigo (Avianca Brasil), porém mesmo esta fazer parte da Star Aliance, percebi que essas minhas milhagens lá cadastradas não são válidas para trocar por passagens internacionais, e sim somente da própria Avianca e pelo Brasil. Como também realizei voos pela United Airlines esse ano estou confusa onde devo incluir essas milhas.
    Se eu entrar no programa lifemiles, eu consigo resgatar minhas milhas do programa amigo e adicionar os da UNITED?
    Ou devo esquecer essas do programa amigo e de fato somente usá-las no Brasil e entrar no programa da UNITED para cadastrá-las e se futuramente voar com alguma parceira creditar as milhas já no programa deles?
    Me desculpe, sou um pouco leiga no assunto. E como nem sempre posso ter autonomia para decidir a cia aérea de meus voos, estou confusa em como devo juntar essas milhas para ter mais benefícios.
    Desde já, agradeço
    Att.,

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    A Avianca Brasil foi convidada a entrar na Star Alliance e ainda não entrou. Quem faz parte da Star Alliance é a Avianca Colômbia que tem um outro programa de fidelidade o Lifemiles.
    Sugiro abrir conta no Lifemiles. Caso a Avianca Brasil entre na Star Alliance de verdade há possibilidade de que os programas sejam unidos (Amigo e Lifemiles).

    Responder

  17. pablo veloso says:

    Alguem sabe se com o lifemiles posso emitir tkts com partida e destino dentro do brail, uma rio nat rio por exemplo?

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Sim, mas normalmente só com executiva e fazendo conexão no Panamá…. Não tem cias nacionais parceiras no programa.

    Responder

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