Passagem Para Agora em Versão Blog: Blog do Nachbin

24 de August de 2009 | Por | 4 Comentários More

Quem gosta de programas de viagens e de viajar já deve conhecer o programa Passagem Para do Luís Nachbin apresentado no Canal Futura.

Quem não conhece, então não sabe o que está perdendo! Num mundo cheio de programas de viagem que tentam mostrar apenas o exótico ou pitoresco dos países (como se alguém viesse ao Brasil mostrar que comemos miúdos de porco cozido com feijão ao lado de um show de mulatas), o Luís desnuda um país pela alma de sua gente. Sem falar de restaurantes ou hotéis, ele desvenda muito mais de um país mostrando  a forma com que seus habitantes enxergam seu próprio ambiente. Tudo isso analisado com um olhar sensível e aberto a novas experiências, evitando um pré-julgamento.

Um dos pontos altos dos programas é o seu encerramento, onde Nachbin fala sobre alguma experiência ou momento marcante da viagem. Sou fã do programa, tanto que sempre que vou a um restaurante japonês, me lembro de uma passagem dele em um Kaiten (sushi servido em  esteira )….

Agora, o Passagem Para possui uma versão blog, Blog do Nachbin, onde ele posta sua impressões/reflexões.

Desejamos ao blog o mesmo sucesso que o programa!

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Category: Blog e Sites Imperdíveis

Comentários (4)

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  1. ernesto says:

    Excelente dica… sempre gostei do “passagem para” , agora vamos confeir na versao blog…

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  2. juliana says:

    adoro o programa. A versão BLOG ainda disponibiliza uns videos be, bacanas com as tais historinhas vividas pelo Nachbin. otimo

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  3. Caro sr. Luiz Nachbin. ///
    Vi ontem o programa Passagem para Venezuela. Intrigou-me a cena repetida onde um médico cubano examina um menino são com o estetoscópio enquanto o senhor elogiava o programa de assistência médica às favelas em Caracas. Perguntei-me porque, embora as cenas repetidas fossem longas, víssemos apenas o médico e a criança. Ao fundo um armário com seu vidro coberto por papel, provavelmente para esconder que ele estava vazio e que o ambulatório não possuia o mínimo necessário sequer para primeiros socorros. Fico a perguntar se o senhor assistiu o programa finalmente editado. Isso porque o senhor insistiu em afirmar ter mostrado as duas opiniões antagônicas. Juro que não vi manifesta a segunda delas. ///

    Pela sua tomada de posição manifestada claramente a favor do populismo bolivarista de Chaves, posso antecipar como será o programa sobre Cuba. Por isso, dou aqui meu depoimento sobre minha viagem a Cuba em meados de Novembro de 2009. ///

    Fui a Cuba jogar um torneio de Bridge em duas etapas, a primeira no Hotel Meliá-Cohiba em Havana e a segunda num Resort em Valadero. Só participavam do torneio os cubanos muito ricos, entre eles a sra. Enma Castro, irmã de Fidel, que mora em Paris, viaja pelo mundo todo a jogar Bridge com parceiros profissionais por ela pagos e pertence a uma das 20 famílias mais ricas do planeta, fortuna essa construída pelo seu irmão enquanto governante. Não tive oportunidade de ver os pobres de Cuba, só os muito ricos, quase todos membros do governo. Com isso pude avaliar a miséria que o socialismo levou àquele país. Se um país nã produz riquezas e há bilionários, o Haití é lá. ///

    A comida dos hotéis vinha do México, não há produção agrícola no país cuja terra é a mais fértil do planeta. A razão é muito simples: o agricultor deve entregar 40% de sua produção às cooperativas estatais. O que fazem, então? Não produzem. Aqui no Brasil, onde a agricultura é mais eficiente, sabemos que a margem do produtor varia entre 5 a 10%. Não há leite em Cuba, nem queijo ralado para o macarrão. Isso nos melhores hotéis. Todo leite vem da Argentina, em pó. Em 1959 o rebanho cubano era de 29 milhões de cabeças, hoje não chega a 2 milhões. A razão: o produtor não pode complementar a alimentação do gado com minerais, não tem dinheiro para isso e, assim, a vaquinha produz 1/4 da média mundial de bezerrinhos por ano. ///

    Ah, devo falar da educação em Cuba. O primeiro taxi que peguei fez uma demorada viagem do Hotel até Havana velha por causa de uma maratona que impedia a orla. Conversamos longamente. Ele me disse ser formado em sociologia, sua mulher, médica, trabalha como camareira no Hotel, seu filho mais velho, também médico trabalha numa agência de viagens e o filho mais novo ainda está na universidade. Achei que era lorota dele e, para testá-lo, citei, en passant, o título de um livro clássico de Max Weber. Ele se deu conta da armadilha e respondeu: sabe, desses livros não tivemos acesso aos originais nem às traduções. Lemos apenas manuais onde os livros são apresentados em versões adaptadas. ///

    Quanto à saúde em Cuba, outro dia, outro taxista nos mostrou orgulhoso um bonito prédio próximo à orla e próximo à representação comercial norte americana. Lindo prédio de 25 andares, construído com o dinheiro que os russos mandavam no passado. Alí funciona o hospital que foi pioneiro nos transplantes de fígado. Gosto de fazer longas caminhadas sozinho e aprendi a evitar a orla porque logo cansei de ser abordado por mulheres e homens que começavam por me cumprimentar, perguntar de onde eu era e por fim ofereciam seu corpo. Com isso embrenhei-me pela cidade e, um dia, resolvi entrar no tal hospital maravilhoso. Apresentei-me como turista brasileiro e deixaram-me entrar. Só os 3 primeiros andares fucionam, sem elevador, quebrados há anos. Não há gaze, nem esparadrapo e nem sabão nos banheiros. ///

    O Partido Comunista é onipresente. Isso certamente tornará a inevitável derrocada do regime muito penosa. Todo segundo escalão, de baixo para cima, é militante do Partido ou da Juventude como, por exemplo, as chefes dos grupos de camareiras. ///
    A burocracia torna o país imóvel: no Resort havia vários restaurantes que podíamos escolher para o jantar se fizéssemos reserva. Não por telefone, tinha que ir pessoalmente a uma salinha no teatro do hotel para fazer a reserva, levando comigo os nomes e os números dos apartamentos daqueles que iriam jantar comigo. Dois funcionários cuidavam disso. Uma manhã, ao fazer a reserva do restaurante Mediterrâneo, finalmente fui informado que teria que voltar mais tarde porque não dispunham do borderô para a reserva e eles estavam ali a esperar um funcionário da secretaria trazer os papeizinhos. Eu teria que voltar no fim da tarde. Perguntei-lhes se eles passariam o dia a esperar por isso, já que nenhum dos dois podia ir até à secretaria buscá-los. Não confirmei a reserva e foi bom, porque depois do torneio no fim da tarde, um dos participantes do torneio, secretário de estado, ofereceria a todos (88 jogadores) um jantar na sua maravilhosa casa de praia, um cardápio magnífico que embarcara naquela manha vindo de um tradicional restaurante madrilenho. ///

    Às vezes passava defronte a um colégio, os jovens uniformizados cuidavam de exibir a parte da vestimenta que não fazia parte do uniforme: seus cintos de grife (Armani, Dolce & Gabanna etc…), provavelmente falsificados. Porém, saudável indício de seu desejo de fazer parte do mundo, já que não possuem nem celular nem acesso à internet. ///

    Sei que minhas impressões não mudarão o conteúdo do Passagem Para Cuba, que já deve estar completamente editado. Gostaria, porém, de pelo menos abrir seus olhos para a demagogia populista da qual, notei, o senhor visivelmente foi vítima quando do seu programa sobre a Venezuela. ///

    Quero dizer, por fim, que gosto do Passagem para…, tem um enfoque diferente de todos os outros e acho que é o único que, para mim, vale a pena não perder. ///

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  4. José Heleno Félix says:

    Curto muito esse excelente programa, aqui em casa assistimos a todos, e com mais essa opção agora, acredito que o sucesso só vai aumentar.

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