Rapidinhas

20 de July de 2007 | Por | 6 Comentários More

Vamos tentar voltar ao normal…

A Varig dos italianos, a Alitalia, está sobre risco de liquidação após todos os interessados no leilão da cia terem saído do processo. Esses possíveis interessados acusam as rígidas condições impostas pelo governo italiano, dono da cia, para a venda como as causadoras do fracasso do leilão. O governo italiano está sendo pressionado pela União Européia para não dar mais subvenções a cia aérea. Ou eles acham um novo interessado ou flexibilizam as regras ou a cia fecha. Interessante é que os trabalhadores da Alitalia ainda não conseguiram visualizar que um emprego pior é melhor que nenhum emprego, já que como ocorreu no caso Varig, eles continuam achando que o governo vai resolver a questão sem que nehuma das partes envolvidas tenham que ceder.

A TAP iniciou seu vôo ligando Brasília a Lisboa com um Airbus A340. A grande demanda pode fazer com o vôo, que opera as segundas, terças, quintas, sábados e domingos, se torne diário. Haveria uma grande festa e vários políticos foram convidados para o vôo inaugural, mas com o acidente da TAM tudo foi cancelado. Em tempo, Marta relaxa e goza e Milton Zuanazzi presidente da ANAC estavam em Portugal para participar do primeiro vôo.

A LAN Peru deve inaugurar um vôo ligando Lima a Madri com 3 frequências semanais.

A Virgin America inicia seus serviços no dia 8 de agosto. As primeiras rotas partirão de São Francisco em direção a Nova York, Los Angeles, Las Vegas e Washington. As tarifas iniciais estão interessantes.

A felicidade de uns é a tristeza de outros. O ser humano é algo muito complicado….

Sob licença Creative Commons

Tags: , ,

Category: Notícias

Comentários (6)

Trackback URL | Comments RSS Feed

  1. Daniel says:

    A Alitalia tem muitos méritos, especialmente seu serviço de bordo, mas nem por isso ela deixa de ser um dinossauro. Espero que ela não seja extinta. Não só pelo serviço, mas pela queda de disponibilidade de lugares.

    As passagens para Europa já estão caras, imaginem com menos uma cia. aérea?

    Responder

  2. Rodrigo Purisch says:

    Daniel,

    As opiniões sobre a Alitalia são muito diversas. Eu pessoalmente nunca voei nela. Mas como na Varig, erros sobre erros têm marcado sua história. Um dos últimos foi ter passado vários dos slots de operação doméstica para a Air One (sua concorrente) e ter optado pelos vôos internacionais sem se ter preparado para um competição com as crecentes e lucrativas British, KLM/Air France e Lufthansa. Todas essas têm uma estrutura comercial mais leve que a da estatal italiana. A Itália é o berço da legislação trabalhista e da medicina do trabalho e por isso, qualquer flexibilização nessas regras gera greves e mais greves.

    Acho que se ela sobreviver, vai acabar como a Varig, ou seja, engolida por outra cia com filosofia e políticas comerciais diferentes o que normalmente não permitirão tarifas menores. Mas dentro da Itália existem várias cias low cost em operação.

    Responder

  3. Diogo says:

    Cara, sabe que muita gente critíca o nosso período atual de caos aéreo pelos baixos preços e aumento de aeronaves no espaço aéreo, o que multiplica o tráfego nos aeroportos, etc e tal…

    Tá, ok, pode ser, mas na europa, onde as low costs são precursosas, e o tráfego aéreo e aeroportuário é bem mais intenso, isso não acontece…

    Porra, o que é que há por traz disso tudo então? A concorrência é positiva pra todos, e teoricamente deveria nos beneficiar. A não ser quando, ao invés de investir em infraestrutura de aeroportos, os caras gastam bilhões patrocinando o Pan, e construindo megashoppings com mini-pistas de pouso. Foda…

    Abração

    Responder

  4. Liciana says:

    Rodrigo,
    Você que sempre nos traz tantas e preciosas informações sobre cias aéreas, saberria dizer como anda a operação da BRA para Europa?
    Lembro que houve um problema com a empresa alemã, mas agora não o uço falar mais nada.
    Em outubro eles têm preços muito competitivos para os trechos SAO/MAD/SAO. Será que vale a pena arriscar?
    Obrigada

    Responder

  5. Rodrigo Purisch says:

    Diogo,

    No Brasil preferimos justificar nossos erros com o erros dos outros. Não temos planejamento estratégico. O planejamento é só o que se referea próxima eleição.

    Daqui um pouco vamos culpar as fabricantes de automóveis pelos buracos nas estradas.

    Nunca flatou dinheiro a Infrazero, as taxas sempre foram pagas. O governo é que não usou as taxas para a sua destinação. Olhe a CPMF!

    O discurso que o dólar está barato e dificulta a exportação só vem mas carar o fato de que nossas estradas e portos são ineficientes e caros e nossos impostos absurdos. Ao invés de culpar o dólar deveriamos culpar nossa falta de planejamento.
    Vamos deixar os aerportos somente para os políticos que tem suas passagens pagas por nós e para a super elite protegida pelo governo. Abaixo a classe média, que só serve para vaiar e reclamar!

    Liciana,

    Os vôos da BRA para a Alemanha eram charters. Para Portugal e Espanha são regulares. Mas atenção, só valem se o preço estiver muito abaixo das demais e se o vôo for regular.

    Um avião da BRA teve problemas recentemente em Portugal. Teve que retornar para nanutenção.

    A BRA ainda não aprendeu a valorizar o seu passageiro. Nessa rota a BRA briga com a Iberia pelo pior serviço ao passageiro.

    aqui explico um pouco mais minhas reserva em relação a BRA:
    http://aquelapassagem.blogspot.com/2007/06/bra-e-sua-promoo-dois-por-um-por-sua.html

    Responder

  6. Liciana says:

    Obrigada, Rodrigo.

    Responder

Deixe um comentário

Os comentários publicados aqui são de exclusiva e integral responsabilidade de seus autores. Comentários que julgarmos conter termos chulos, que não respeitem a opinião dos demais, que tratem de problemas comerciais individuais com terceiros, que promovam o comércio de milhas, que tragam termos preconceituosos, que sejam identificados como textos publicitários ou que visem apenas denegrir a imagem de terceiros serão moderados e/ou excluídos. Comentários sem identificação clara de seu autor (nome e/ou email válido) também poderão ser excluídos.