Stopover (STPC) em Doha Pago pela Qatar

27 de January de 2011 | Por | 26 Comentários More

Aqui traduzimos um texto produzido pelo Tony para o Dvuelos onde ele descreve a experiência dele com o STPC (parada paga pela cia aérea) incluída em algumas tarifas da Qatar, devido ao período longo de conexão. A tarifa paga pelo Tony para voar Barcelona/São Paulo incluía esse STPC.

Vários leitores que compraram tarifas com direito a esse STPC e muitos relataram essa experiência com um ponto muito interessante da sua experiência de consumo na Qatar Airways. Mas lembre-se nem toda tarifa dá direito ao STPC, por isso não tome sua decisão de compra de uma passagem pela Qatar tendo como base essa possibilidade.

A Escala em Doha

Doha International Airport, Qatar

No nosso vôo de ida, tínhamos uma conexão de 13 horas em Doha. Como parte da tarifa promocional, a Qatar Airways se encarregava de providenciar o visto de entrada e oferecia uma noite de hotel na capital do Qatar.

Após descermos do ônibus que fazia o desembarque dos passageiros até o terminal do aeroporto, nos dirigimos ao mostrador “Booked Hotel Accommodation” de onde de forma rápida, amável e eficiente processaram nosos dados e nos deram três vouchers correspondentes ao visto, ao transporte ao hotel e a noite do hotel.

A fila de imigração foi um pouco lenta, mas transcorreu sem maiores contratempos. Na saída do aeroporto, localizamos rapidamente o ônibus do hotel Oryx Rotana (dependendo do hotel ao qual o passageiro foi designado, ele deverá tomar um ou outro ônibus).

O Oryx Rotana é um hotal de 5 estrelas de construção recente nas proximidades do aeroporto. Um bom número dos passageiros que fazem uso da noite de cortesia da Qatar Airways são hospedadas nesse hotel. Ele encontra-se a poucos metros do aeroporto, por isso o transporte é feito por micro-ônibus. Na chegada ao hotel, fomos encaminhados rapidamente ao nosso amplo e muito confortável quarto.

Oryx Rotana Hotel, Doha, Qatar

Para os passageiros em trânsito que se hospedam no Oryx Rotana há um regime especial: o jantar e o café da manhã não são servidos no restaurante do hotel e sim em uma sala de reuniões na qual foi adaptada uma mesa na qual se serve um buffet de comidas. Para beber, há umas poucas garrafas de plástico que os hóspedes mesmos se servem. Quando jantamos, faltou água várias vezes.

Como fomos hóspedes da cia aérea, não podemos reclamar de nada, mas surpreende um pouco que uma cia aérea assuma o encargo de hospedar seus passageiros em um hotel de tão alto nível para logo depois negar-los uma parte substancial de seus serviços, além de oferecer refeições de um nível claramente inferior ao do hotel. Mas imaginamos que isso seja uma forma de cortar os gastos.

Quando chegamos ao hotel, jantamos rapidamente e de imediato nos dirigimos ao concierge para contratar um taxi para que pudéssemos fazer um city tour rápido pela cidade. Por 40 USD andamos 1 hora e 30 minutos em um BMW que nos conduziu pelas zonas de interesse turístico de Doha, que não são poucas.

Doha, Qatar
Doha, Qatar
Doha, Qatar

Como já havia caído a noite, o passeio turístico reduziu-se a contemplação externa de edifícios e construções, desde o Museu de Arte Islâmico ao Palácio do Emir que governa o Qatar até os magníficos edifícios e deslumbrantes arranha-céus do novo centro financeiro que se levanta à beira mar. Todo ele percorrendo o Corniche, o belo calçadão beira mar de Doha. Passamos rapidamente pelo Souq de Doha (mercado), que se transformou em um convite a uma futura visita. Dessa forma, uma opção ao city tour é pedir que o taxista que te leve ao Souq (não está muito longe do aeroporto) e que o busque umas três horas mais tarde. O Souq é um festival de tendas, cores, sabores e experiências e certamente vale uma visita mais pausada.

Foi fantástica a experiência de realizar uma escala, por mais breve que tenha sido, em um país como Qatar. Uma monarquia absoluta onde predomina a lei islâmica e onde pode ser encontradas as características mais marcantes dos povos que navegam na crista dos petrodólares: riqueza sem fim para uns poucos habitantes nativos e mão de obra estrangeira trabalhando em condições muitas vezes longe das ideais para construir suas suntuosas cidades e edificações. Um lugar fascinante para quer quer ir um pouco mais das aparências iniciais.

Uma sugestão para a Qatar Airways: Que tal facilitar a possibilidade de um Stopover (parada) de um ou dois dias no Qatar? Nos pareceu que o pais e sua capital oferecem atrativos suficientes para passar uma par de dias visitando-os. A cia aérea mataria vários pássaros com um tiro só: contribuiria para divulgar os atrativos turísticos do país e ajudaria a fazer que viagens longuíssimas distância se tornassem mais leves. Providenciem o visto e hotel por um par de noites que o turista se encarregaria de fazer o resto.

Opinião Aquela Passagem: Acredito que a Qatar poderia oferecer também no site voltado para o Brasil (oferece em sites voltados para outros mercados, porém não é algo enfatizado no site) a opção fácil de um stopover no Qatar. Essa opção poderia se tornar mais um diferencial e um atrativo para que mais consumidores pudessem voar pela Qatar Airways a partir do Brasil, já que a possibilidade de uma visita breve a Doha despertou o interesse em vários leitores ao comentarem no post sobre a tarifa promocional.

Providenciando o visto e oferecendo a possibilidade de aquisição de noites extras ou mesmo de algumas poucas noites (para quem não tem direito ao STPC) por preços mais em conta custeados pelo próprio consumidor seria uma ótima jogada de marketing para o país e para a cia aérea. A Qatar poderia copiar o modelo da Singapore onde o site já facilita a vida de quem tem interesse em fazer um stopover em Cingapura.

Em tempo, o Magrineli tem um relato entusiasmado desse STPC no Eclético Relato.

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Category: Cias Aéreas, Trip Report

Comentários (26)

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  1. Leonardo says:

    Como disse o Rodrigo num outro post sobre ranking de segurança, não dá pra acreditar que a Qantas com todos os recentes incidentes nos seus A380 seja a TOP em segurança. Que ranking é esse Luiz Felipe?

    Responder

    Miner respondeu:

    O ranking foi amplamente divulgado alguns dias atrás.
    Ele mede somente número de passageiros mortos em acidentes e aviões que dão perda total. A Qantas nunca teve nenhuma fatalidade ou perda total de aviões.

    O ranking não mede incidentes, apenas acidentes.

    Responder

  2. Daniel Carvalho says:

    Olá Rodrigo

    Parabéns pelo Site/Blog!

    Sou um usuário bem “padrão”/básico dos serviços das Aéreas (apesar de voar com certa frequencia (bimestralmente), normalmente ponte-aérea.

    Até consido compreender (mesmo antes de ler o post) o conceito do Stopover (e eventuais variações), porém na prática tenho dúvidas sobre o como proceder.

    Nas vezes que comprei vôos mais longos no site das empresas não visualizei a opção.

    Gostaria de pedir um post mais prático sobre quando e como “adquirir” esse serviço (quais operadoras nacionais/internacionais oferecem, quais os perfis de vôos), prós, contras etc.

    Obrigado e continue firme, apesar dos imitadores desleais!

    Daniel

    Responder

    Rodrigo Purisch respondeu:

    Daniel,

    O conceito básico de Stopover na tarifa é apenas uma parada intermediária. Leia o conceito aqui: http://www.aquelapassagem.com.br/entendendo-as-regras-de-uma-tarifa/

    As tarifas podem ou não permitir um stopover. Quando permite, ela dá chance de conhecer dois lugares pagando a mesma tarifa (aumenta apenas o valor das taxas do local intermediário).

    Esse negócio de Stopover pago não é regra e está mais para conexão longa e forçada mesmo. Você chega em um vôo e só consegue pegar o próximo vôo para o destino final passado um longo período em solo. Assim algumas cias oferecem esse “stopover” acima citado como forma de incentivar o uso da rota que na teoria seria menos atraente. Geralmente acontece isso em cias aéreas que não tem vôos diários fazendo conexão para destinos que ela tem interesse em vender.

    O outro Stopover de verdade é pago pelo passageiro (podendo ser subsidiado ou não pela cia aérea por meio de acordos com hotéis) é o oferecido pela Singapore na maioria das tarifas que forçosamente fazem conexão em Cingapura. Como eles querem incentivar o turismo lá, eles oferecem essa opção de permanecer uns dias em Cingapura na ida e/ou volta e o site é preparado para oferecer isso. Oferece inclusive tarifas especiais de hotéis para quem tem interesse nisso.

    Outro site preparado para isso é o da Air France KLM onde deve-se usar a opção múltiplos destinos para quem quer parar em Paris ou Amsterdã. Que eu saiba eles não oferecem tarifas especiais de hotéis.

    A maioria dos sites não é preparada para isso. Assim quando quero fazer stopovers, tento construir minha passagem com ajuda de um agente experiente. Assim tiro o máximo dela.

    Responder

    Marcelo respondeu:

    Rodrigo,

    Fica a informacao ao colega, que assim como na Air France/KLM, também e possível simular stopover nas cias americanas, optando por múltiplos destinos, geralmente com direito ao stopover em cada sentido, pagando-se o mesmo valor do round trip, inclusive em vôos que liguem o Brasil a Europa ou a Ásia, parando em duas diferentes cidades americanas.
    Estas emissoes tendem a apresentar tarifas bastante competitivas quando comparadas com as dos vôos diretos, e ainda privilegiam o cliente com a pontuação total de todos os trechos (aprox. 20k milhas na AA, em um vôo Gru/Jfk/cdg/dfw/gru), inclusive, pontuáveis no Smiles (verificar regra vigente na data da viagem).

    Responder

  3. Marcelo says:

    Fernando.
    Tente acumular as milhas faltantes na united, em vôos domésticos com a TAM.
    Alguns trechos bastam para 25k, ou ainda, caso tenha boas perspectivas de vôos Tam, acumule um volume maior, e aumente suas opções de emissão.

    Responder

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