Tam Consegue Piorar Ainda Mais as Regras para Emissão de Passagem para Voar na América do Sul Usando Pontos

19 de October de 2011 | Por | 112 Comentários More

A Tam iniciou o envio de emails anunciando que a partir de 21 de novembro de 2011 mudará o número de pontos necessários para a emissão de passagens para voar dentro da América do Sul (exceto Brasil).

Para quem está lembrado, desde 01 de julho de 2011 (há poucos meses atrás) ela alterou as regras de forma que passou a cobrar 15 mil pontos por trecho dentro da América do Sul ao invés dos 10 mil pontos usuais. Só isso já deixou muita gente insatisfeita.

Agora, ela comunica que passará a utilizar também nas rotas dentro da América do Sul a tabela dupla de Alta e Baixa estação que ela já usa em vôos para fora da América do Sul.

Assim, para voar na Alta Estação do Fidelidade (de 11 de dezembro a 14 de março e de 01 de julho a 15 de agosto) você precisará gastar para emitir vôos dentro da América do Sul (exceto Brasil):

20 mil pontos por trecho (40 mil ida e volta) para voar na Econômica

30 mil pontos por trecho para voar na Executiva (60 mil ida e volta)

40 mil pontos por trecho na Primeira Classe (essa é encontrada apenas em pouquíssimos vôos).

Fora dessas datas e emitindo as passagens com mais de 7 dias de antecedência do vôo, paga-se 15 mil por trecho na Econômica (30 mil ida e volta), 20 mil na Executiva (40 mil ida e volta) e 30 mil na Primeira Classe.

O Fidelidade Tam sempre anunciou dois grandes atrativos: mínimo de 1.000 pontos por vôo e emissão sem restrição no caso de assento disponível para venda em vôos dentro da América do Sul (incluindo Brasil).

Os 1 mil pontos existem ainda, mas as tarifas mais descontadas acumulam apenas uma fração desse valor (como também faz o Smiles e outros programas de fidelidade de grandes cias aéreas pelo mundo). A facilidade de emitir passagens para voar na América do Sul sem restrição está ficando cada vez menos vantajosa.

Se Junta a isso, a regra que limita a emissão de passagens à 3 ou 6 meses de antecedência do vôo que gera um ansiedade entre seus associados, além da dificuldade de emissão de passagens Tam para destinos atendidos nos EUA, um objeto de desejo de uma grande parte dos associados, como as passagens para a América do Sul.

Parece haver um claro movimento dentro da Tam a fim de desestimular o uso de seu programa de Fidelidade (que cresceu muito durante as dificuldades da Varig), mesmo tendo criado uma empresa para ganhar dinheiro com venda de pontos para terceiros, o Multiplus.

O Fidelidade Tam é o programa mais criticado pelos leitores do Aquela Passagem, foi o pior avaliado em nossa pesquisa junto aos leitores e não se preocupa nem um pouco sobre como sua marca e seu nome está associada a uma enxurrada de críticas nas mídias sociais.

A Tam tem direito de fazer o que quiser do seu programa de Fidelidade e você aceitou isso quando se associou a ele. Mas você consumidor também pode escolher qual programa quer usar ou para aonde vai transferir suas milhas ou pontos do cartão de crédito.

Se o programa não te atende, procure outras opções. Existem várias dentro da Star Alliance (aliança da qual a Tam faz parte até o momento) para quem viaja muito e pretende usar suas milhas/pontos para voar para o exterior e um número bem menor de opções para quem voa muito dentro do Brasil e pretende voar principalmente dentro da América do Sul.

Se você vai gastar 40 mil pontos em uma passagem de ida de volta, por exemplo, para voar para Buenos Aires na Alta Estação morando em São Paulo, você pode ficar pensando:

Melhor usar os mesmos 40 mil para voar na Baixa estação para os EUA! O problema é conseguir facilmente emitir uma passagem para voar na Tam na baixa estação para os EUA usando só 40 mil pontos. As passagens existem em número muito limitado, mas você tem que ter muita perseverança, flexibilidade de datas e paciência para consegui-las (nem que seja em uma parceira).

Melhor então gastar 20 mil e voar dentro do Brasil. Que tal Manaus, São Luiz ou mesmo um vôo mais curto em uma data mais concorrida com passagens mais altas?

Quem tem milhas/pontos no cartão de crédito logo pensa:

Melhor mandar essas 40 mil para o Smiles e gastar umas 30 mil em uma passagem (ida e volta) para o Caribe ou 20 mil em uma passagem para os destinos que a Gol ainda opera na América do Sul (deixou de voar para Bogotá neste ano). O negócio é conseguir emitir uma passagem Smiles para voar para o Caribe na alta estação. Só com antecedência (coisa que o Smiles permite)! Muita gente andou chegando nessa conclusão acima e o número de vôos da Gol para o Caribe é ainda é muito restrito. Quem está no Smiles já sentiu uma maior dificuldade ao procurar passagens nas rotas mais concorridas, em parte por uma migração de pessoas que usavam o Fidelidade.

Milhas/pontos são ótimos quando se sabe usar (isso é aprendido e ninguém nasce sabendo) e se tem flexibilidade de datas, mas elas não oferecem todas essas maravilhas que cias aéreas vivem prometendo (para começar não existe passagem grátis, você pagou por ela com sua fidelidade) e que muitos sites gostam de divulgar. Não se engane, pois depois quem sofre é você mesmo!

Mais uma vez vou repetir meu mantra e em letras ainda maiores:

Milha boa é milha gasta com sabedoria e o mais rápido possível. Não encare suas milhas como um depósito de longo prazo em uma conta poupança, já que a cia pode mudar as regras do programa, passar por dificuldades financeiras ou deixar de voar um destino desejado. Sem contar que algumas dificultam ao máximo a emissão de uma passagem prêmio.

Obrigado a todos os vários leitores que mandaram emails ou deixaram comentários alertando sobre a mudança!

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Category: Programas de Fidelidade Aérea

Comentários (112)

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  1. Não estou aqui para defender a TAM, sou Cliente fidelidade Azul, mas acho o TAM Fidelidade é mais vantajoso para o resgate de passagens no Brasil respeitadndo o período de resgate em baixa estação a partir d de 4.000 pontos, algo que no Smiles da Gol só tem milhas reduzidas em certos meses, período pré-estabelicido de tempo, durante tal data de mês ate´o dia tal…tornando uma economia de pontoso/milhas mais dificil.
    Com relação aos programas de fidelidadel o Smiles oferece mais benefícios como: Milhas bônus, upgrade de categoria com pontos co cartaõ de crédito (promo), validade maior das milhas em até mais de 3 anos, benefícios que o TAM Fidelidade não oferece, no entanto,todos tem em comum: Se não voar x durante o período de 1 ano ou alcançar x de milhas volta para a categoria inferior.

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  2. ** Sou cliente Fidelidade TAM nível AZUL (CARTÃO AZUL) , SEGUndo NÍVEL.

    Responder

  3. *** AS MILHAS BONUS DO SMILES, REFIRO – ME: QUANDO SE CONQUISTA UMA NOVA CATEGORIA (SUPERIOR)DO CARTÃO FIDELIDADE SMILES, ALGO QUE A TAM NÃO OFERECE, APENAS NA COMPRA DE PASSAGENS , NA TARIFA,IGUAL A TODOS .

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  4. Márcio Antônio Estrela says:

    ENTENDENDO AS SACANAGENS DO FIDELIDADE TAM: NOVA REGRA DE RESGATES – AMÉRICA DO SUL

    Na maior parte do ano as emissões para a América do Sul pela Tam passam a exigir 20 mil pontos por trecho (eram 10 mil no 1º semestre de 2011).

    Estas sacanagens podem ser entendidas também em contexto empresarial.

    * A Tam separou seu programa de milhagem em uma empresa à parte, a Multiplus, com ações negociadas em bolsa inclusive.

    * A Tam empresa aérea estava tendo prejuízos.

    * Para reforçar o balanço da empresa aérea, a Tam vendeu antecipadamente para o Multiplus várias passagens prêmios. Com a entrada da grana no caixa, a Tam aérea teve lucro. (os acionistas do Multiplus certamente não gostaram reclamando que era transferência de receitas de uma empresa para outra).

    * Para compensar, a Tam promoveu as mudanças nas regras de pontos, representando uma desvalorização do passivo do Multiplus com o ativo previamente atrelado com as passagens compradas antecipadamente da Tam.
    =======================================================================
    Explicando melhor em um exemplo:
    – Supondo que cada bilhete prêmio tenha um preço de mercado de R$300.
    – O Multiplus tinha na situação inicial um estoque de 400 mil pontos de clientes (passivo) e em caixa R$12.000 (ativo).
    ====================================================================
    1) Nesta situação inicial, o Multiplus com os R$12.000 em caixa consegue comprar 40 bilhetes a preço de mercado (40 x R$300 = R$12.000).
    * A Tam emite cada trecho cobrando R$300 do Multiplus (= preço de mercado).
    —Caixa = R$12.000 (40 bilhetes x preço de mercado de R$300).
    —Dívida = R$12.000. Ou seja, 400 mil pontos = 40 bilhetes a preço de mercado (R$300) = R$300 x 40.
    —Resultado = R$0,00. Ou seja, 0 bilhetes (40 emitidos – 40 devidos) = 0 x R$300.
    ====================================================================
    Para receber uma grana adicional a Tam passa a cobrar do Multiplus um preço acima do mercado para emissão de trechos. Vende por R$400. Isso acontece porque as 2 empresas têm o mesmo “dono” (a Tam vendeu antecipadamente trechos para o Multiplus no 1º semestre de 2011).
    2) Nesta situação, o Multiplus com os R$12.000 em caixa consegue comprar 30 bilhetes a preço de mercado (30 x R$400 = R$12.000).
    * A Tam emite cada trecho cobrando R$400 do Multiplus (= 33% acima do preço de mercado). Com isso a Tam recebe um adicional de R$100 por cada bilhete.
    —Caixa = R$9.000 (30 bilhetes x preço de mercado de R$300). Uma perda de R$3.000 trasferida para a Tam aérea.
    —Dívida = R$12.000. Ou seja, 400 mil pontos = 40 bilhetes a preço de mercado (R$300) = R$300 x 40.
    —Resultado = -R$3.000,00. Ou seja, -10 bilhetes (30 emitidos – 40 devidos) = -10 x R$300.
    ====================================================================
    Para compensar o prejuízo da Multiplus, a Tam muda as regras de emissão e agora cada bilhete para a América do Sul passa a exigir 20 mil pontos.
    3) Nesta situação, o Multiplus com os R$12.000 em caixa consegue comprar 30 bilhetes a preço de mercado (30 x R$400 = R$12.000), mas tem o valor real de sua dívida reduzida de 40 bilhetes para 20 bilhetes.
    * A Tam emite cada trecho cobrando R$400 do Multiplus (= 33% acima do preço de mercado). Com isso a Tam recebe um adicional de R$100 por cada bilhete.
    —Caixa = R$9.000 (30 bilhetes x preço de mercado de R$300).
    —Dívida = R$6.000. Ou seja, 400 mil pontos = 20 bilhetes a preço de mercado (R$300) = R$300 x 20.
    —Resultado = R$3.000,00. Ou seja, +10 bilhetes (30 emitidos – 20 devidos) = 10 x R$300.
    ====================================================================
    * Desta forma, a Tam ganha inicialmente por vender antecipadamente bilhetes para o Multiplus acima do preço de mercado (de R$300 vendeu por R$400).
    * A seguir, o Multiplus ganha por ter sua dívida reduzida (do equivalente a 40 bilhetes para 20 bilhetes).
    * QUEM PERDE??? O trouxa que tinha ponto no Fidelidade Tam… Exatamente R$6.000,00 (=20 bilhetes x R$300,00).
    ==============================================================
    Márcio Antônio Estrela.

    Responder

    RABUGENTO respondeu:

    E os chilenos ficarão com esse lucro…

    Responder

  5. Joao Carlos says:

    Fiquei muito assustado com o excesso de reclamações sobre a tabela de baixa temporada da TAM que não existe mais. Visitei o site reclameaqui e pesquisei por ” tam baixa temporada”. São páginas e páginas de idênticas reclamações e a TAM sempre responde um mesmo texto, padrão para todos. Vi que não minha indignação não é isolada! Confiram, por favor.

    Responder

    RABUGENTO respondeu:

    Nada impede que a TAM ou qualquer outra empresa termine a promoção da “milhagem” a qualquer momento.

    Não precisam mais incentivar os viajantes. Todos já podem viajar para onde quiserem, podem trocar o carro por um zero e podem comer filet mignon.

    As “zelites” não estão gostando muito disso mas é a regra. 😉

    Responder

  6. Paulo says:

    Rabugento,

    “Não precisam mais incentivar os viajantes. Todos já podem viajar para onde quiserem, podem trocar o carro por um zero e podem comer filet mignon.

    As “zelites” não estão gostando muito disso mas é a regra. ;)”

    Até parece que o culpado é o cliente, não sei se os tradicionais se a chamada “nova classe média”, que por critérios internacionais ainda seriam chamados de pobres; pelo índice de pobreza norte-americano é pobre a família que ganha menos de 24,000 dolares anuais. Ah sim, e por lá os preços estão bem mais baratos e existe maior respeito ao cliente.

    Talvez o problema não esteja com as “zelites” como tenta simplificar mas com os novos consumidores que estão iludidos por discursos e acham que desrespeito mútuo é parte de um contrato e ainda culpam as “zelites”.

    Desrespeito nem é sinonimo de educação nem de civilidade.

    Responder

    RABUGENTO respondeu:

    Concordo plenamente quanto ao desrespeito.

    Infelizmente algumas pessoas não respeitam a própria imagem refletida ao espelho.

    Quanto à educação do berço agora é proibida………

    Responder

  7. GabrielP says:

    Algum herói aqui do blog conseguiu emitir passagem com pontos em first na TAM para os EUA ou Europa nos últimos tempos?
    Está impossível! Só tem pelos absurdos 280k/300k pontos o trecho!

    Abs

    Responder

    GDC respondeu:

    GabrielP,
    eu consegui emitir 2 passagens na chamada “BusinessFirst” da Continental para voar em junho, utilizando os pontos do Tam Fidelidade. Foram necessários 50k por trecho/por passageiro, devido ser alta temporada.
    Usei a dica daqui do site e fiz a pesquisa pelo programa de fidelidade da ANA e nas datas que eu busquei tinham várias disponibilidades para os EUA voando de Continental ou United, pela Tam só tinha por este absurdo número de pontos que você mencionou.

    Responder

  8. GabrielP says:

    Obrigado GDC. Eu também consegui emitir esses tempos GRU-ZRH first na LX. Apenas perguntei em relação específica da TAM porque parece que ela adota uma medida inversa da maioria das cias aéreas, que, normalmente, priorizam a emissão de bilhetes prêmios dos seus associados em seus próprios vôos.
    Na minha percepção, hoje, para voar em first e executiva (e até em econômica) é mais fácil encontrar disponibilidade nas companhias da aliança que em vôos TAM.
    Essa percepção é exclusiva minha, ou alguém mais tem relatos semelhantes?

    Responder

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