Várias Surpresas Agradáveis e Algumas Decepções em uma Viagem em 3 Tempos: Fort Lauderdale/Miami, Cruzeiro pelo Caribe e Bayahibe, na República Dominicana

8 de June de 2013 | Por | 7 Comentários More

Depois de poder fazer uma viagem inesquecível com meu pai, foi a vez de viajar com a minha família.

Sou um cara que gosta de conhecer as cidades andando, comendo comida de rua e conversando com os locais. Mas quando a viagem envolve crianças pequenas tenho ficado no binômio cruzeiro-resort e não tenho me arrependido. Esse binômio tem me garantido viagens em um ritmo mais lento e com horários flexíveis para alimentação, o que se encaixa perfeitamente nas minhas necessidades atuais.

Diante da mudanças no Itaucard para transferência de milhas para os programas de fidelidade aérea e aproveitando que o Smiles ainda não tinha começado a mudar as regras (ele estava indo em direção a se tornar um programa de pontos no lugar de ser um programa de fidelidade aérea), transferi meus pontos do Sempre Presente para o Smiles.

Já com as milhas no Smiles, consegui emitir passagens para voar Gol/Delta de Belo Horizonte para Fort Lauderdale (busque sempre essa cidade como opção a Miami para emitir passagens com a Delta) usando 25 mil milhas e passagens para voltar de Santo Domingo, Rep. Dominicana, para Belo Horizonte usando 15 mil por trecho. Emiti com 2 meses e meio de antecedência, apesar das datas disponíveis serem limitadas.

Com as passagens na mão, comprei um cruzeiro da Carnival em direção ao Caribe no navio Breezes (a Carnival anda vivendo um inferno astral o que me deixou meio receoso). Além do preço convidativo comparado com a concorrência, o fato do navio ter cerca de 1 ano de idade ajudou na escolha do mesmo.

A terceira parte da viagem foi em um resort em Bayahibe na Rep. Dominicana, o Catalonia Gran Dominicus, área mais próxima a Santo Domingo do que Punta Cana. O trecho Fort Lauderdale Santo Domingo foi feito na Jetblue, em trecho que comprei a parte.

Agora que estou de volta e devo ficar mais em solo (a realidade do dia a dia me chama), vou ver se consigo escrever um pouco sobre essas minhas recentes experiências de viagem, mas por agora vou fazer um breve resumo das minhas impressões:

Fort Lauderdale: Se você não conhece ainda essa cidade, vale uma visita. É onde tenho montado minha base na Flórida. Muito menos movimentada que a vizinha Miami, tem áreas muito agradáveis e me arrisco dizer que, para quem viaja com crianças pequenas, é uma cidade que combina muito mais que Miami. De bônus, a proximidade com o Sawgrass Mills Mall, a Meca do consumo brasileiro por aquelas bandas.

Voar conexão Gol/Delta com crianças: Essa foi minha segunda experiência com a combinação Gol/Delta (uma adquirida no site da Delta e outra com milhas Smiles) e foi minha segunda decepção. Os sistemas da Gol e Delta não conversam entre si depois da emissão das passagens. A Delta muda os vôos e a Gol não atualiza no seu sistema. A Gol não consegue fazer os procedimentos de check in na Delta e tudo deve ser feito de novo na Delta com uma janela de tempo muito apertada. Mas o maior problema é a aparente falta completa de interesse da Delta em transportar crianças. As passagens dos pequenos só podem ser emitidas via call center (já fiquei 40 minutos esperando para comprar uma passagem) e quando se liga recebe-se a informação de que as passagens são tarifadas em Santiago e só depois da tarifação, você terá que ligar de novo para emitir a passagem, que por sua vez será enviada por correio para sua casa. Antiquado, burocrático e custoso…

Se fosse só essa a chateação, até dava para engolir. Mas na hora dos dois check in’s que fiz no Brasil, os agentes da Delta e Gol têm extrema dificuldade em fazer o check in das passagens emitidas em papel pela Delta. Nas duas ocasiões, fui o último a terminar o check in e ainda a sofrer com os agentes da Delta tentando acelerar minha ida para o embarque como se a culpa fosse minha. Delta com crianças? Prefiro pagar mais em outra cia. Tirando isso, ela está na média (baixa por sinal) dos serviços das cias americanas.

Gol voando de/para o Caribe: Esta foi minha terceira experiência com a Gol em rotas para o Caribe e foi a melhor. Usando uma aeronave mais nova (com interior sky), com um serviço de bordo simples (a Gol não tem mais serviço de bordo gratuito nos vôos nacionais) em um vôo relativamente curto (6 horas) e noturno, a Gol conseguiu gerar uma boa experiência tendo em vista o valor pago em milhas. Se não fosse fato da Gol/Galeão tornar impossível a conexão proposta por eles mesmos, poderia chamar de uma experiência até satisfatória. Mas não toparia em um vôo diurno.

Voar Jetblue: Já voou com a Azul? Então é a mesma coisa, já que a nossa Azul foi inteiramente copiada da Jetblue.

Carnival Breeze: Depois dos 2 primeiros dias pensando “isto não é Royal Caribbean” (onde fiz meus 3 cruzeiros anteriores) e entendendo melhor a proposta da cia, passei a gostar muito da experiência. Um cruzeiro mais americano na comida e padrão de diversão, mas nem por isso menos interessante, desde que você consiga curtir a proposta. As cabines maiores também agradaram muito. Continuo gostando muito de cruzeiros e acreditando que eles oferecem uma boa proposta para grupos heterogêneos em idade e interesses.

Bayahibe/Gran Dominicus: A cerca de 1,5 hora de van de Santo Domingo, tem praias que não perdem para Punta Cana. As opções de resorts porém são muito menores. Gostei da região e se tivesse que voar via Santo Domingo, optaria de novo por ela no lugar de Punta Cana.

Catalonia Gran Dominicus ou Catalonia La Romana: Um resort 3 estrelas com uma ótima piscina e praia para crianças pequenas. Com belos jardins, tem quartos básicos limpos, simples mas com manutenção aquém do desejável (muito semelhantes às das pousadinhas de segunda linha do sul da Bahia que usava para curtir as férias com amigos nos tempos de faculdade) e quartos top simples, mas muito mais bem cuidados, esse resort gerou sentimentos ambíguos no grupo. A comida (que não é o forte da maioria dos resorts all inclusive dominicanos) ajuda a jogar contra (em virtude da repetição e elaboração). Mas o hotel cumpriu com o que desejávamos: um hotel de praia para descansar (descansamos muito), apto a receber crianças (elas adoraram) e com baixo custo. Nos EUA como na República Dominicana recebe-se o que se paga e definitivamente não é um hotel para todo tipo de público.

Apesar dos pequenos percalços, foi uma viagem gratificante. Melhor ainda foi ver o brilho nos olhos dos pequenos viajantes do grupo diante das diversas experiências e destinos! O negócio está em curtir a viagem junto com os pequenos ao invés de vê-los como alguma limitação à sua diversão. Assim, cada fase e momento da vida combina com estratégias diferentes de viagem. Para um viciado em viagens, agora é momento de capitalizar e ir bolando a próxima viagem do grupo!       

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Category: Dicas de Viagem, Planejar e Comprar, Viajando com Crianças

Comentários (7)

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  1. João Paulo Mello says:

    Rodrigo, me interesso muito por FLL. Andar pelos canais da Veneza Americana deve ser bem legal! Vou a Miami em dezembro e com certeza passarei por lá! Aguardando mais posts!
    Abraços

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  2. Celia says:

    Oi Rodrigo,
    Espero ansiosamente por mais detalhes da viagem. Que hotel você ficou em FLL? Vou em julho com meus filhos e ainda nao encontrei o hotel ideal.

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  3. Luiz Liska says:

    Prezado Rodrigo, estou com Flat a beira mar da praia de ponta negra em Natal, quando quiser vir com a familia esta as ordens, bejo do fofofoo, segue link:

    https://www.airbnb.com.br/rooms/796141

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  4. Lu Malheiros says:

    Rodrigo,
    Vou compartilhar seu post lá no facebook. Muitas dicas interessantes! Que bom vocês conseguiram descansar.
    Abraço para você e para a família Aquela Passagem

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  5. Guilherme says:

    Parabéns, Rodrigo, por mais esse belo relato!

    Valorizar momentos em família é o que há de melhor nesses novos tempos. Você pode ter a certeza de ter feito um dos melhores investimentos em sua vida: o investimento em tempo junto com a sua família!

    Abç!

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  6. Flavio says:

    Ano passado viajei aos EUA pela Delta com milhas e a passagem do meu filho, então com menos de 2 anos, foi emitida pelo telefone. Mas foi tudo muito simples e rápido. Claro que teria sido melhor emitir pelo site, mas não posso reclamar do processo “antiquado”.

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  7. Carmen says:

    Fomos para Samaná Peninsula, há alguns anos, mas eu estava ansiosa para viajar para Bayahibe. As distâncias são grandes e era impossível viajar de Samana para Bayahibe em um dia .. então eu pensei voltar algum dia e ir para Bayahibe. O hotel Catalonia pode estar bem, não é o melhor, mais a praia é linda, não???

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