Viagem de Volta ao Mundo ou Tipo Volta ao Mundo

19 de September de 2006 | Por | 2 Comentários More
Quem é que gosta de viajar e já não se sentiu tentado a se imaginar em uma viagem de volta ao mundo? Bem lembrado por Marc Brosius, em seu tratado sobre o tema, é o fato de que uma grande parte das pessoas quando questionadas sobre o que fariam se ganhassem na loteria, respondem que iriam viajar e conhecer o mundo.

Este tipo de viagem é possível, mas muitas vezes seu custo acaba inviabilizando o sonho. Mas não se desespere, não precisa necessariamente ganhar na loteria, pois existem diversas formas de tornar este sonho em realidade (mesmo que implique uma certa flexibilidade de destinos e datas) através do uso de tarifas Volta ao Mundo (Round the World), disponibilizadas pelas grandes alianças aéreas e por consórcios aéreos menores, ou mesmo usando várias passagens promocionais para formar um roteiro do tipo volta ao mundo, sendo muito útil essa essa última opção para aqueles com tempo menor para viajar, contado em dias e não em meses.

Quando falo em viagens do tipo Volta ao Mundo, quero me referir a viagens que normalmente são formadas por passagens promocionais do tipo ida-e-volta, que somadas permitem o contato com diversos continentes em uma única viagem , porém acaba-se por não fazer a volta ao mundo literalmente. A compra de várias passagens oneway (um trecho apenas) normalmente sai muito mais cara, pois raramente estão envolvidas em promoções nas grandes cias aéreas. Algumas agências virtuais conseguem formar roteiros usando tarifas oneway permitindo uma volta ao mundo, mas são muito difíceis de fazer por conta própria.

Vamos falar um pouco mais profundamente desses tipos de tarifa a seguir:

1 Passes Aéreos das Alianças Aéreas Globais

A grande maioria das cias aéreas tradicionais, nos últimos anos, tem se associado em alianças, visando melhorar a malha aérea coberta por elas individualmente e cancelar vôos redundantes e/ou pouco lucrativos, disponibilizar suas passagens através de parceiros preferenciais e reduzir custos (pessoal de terra, salas vip, propaganda etc).

Estas alianças acabaram por lançar passes aéreos permitindo a volta ao mundo, onde a viagem será realizada em vôos de uma ou mais parceiras da aliança. Não deixa de ser uma forma de demonstrar ao mercado o poder daquela determinada aliança e oferece ao passageiro mais facilidades nas conexões, opções de vôos e destinos, e caso seja membro elite de algum dos programas de fidelidade associados à aliança aérea, facilidades em outras cias além daquela que é associado (check-in diferenciado, acesso à sala vip, franquia aumentada de malas etc) e acúmulo de milhas aos associados em geral.

Como são tarifas volta ao mundo, elas envolvem obrigatoriamente uma circunavegação do globo. Normalmente a viagem deve seguir em um único sentido, de leste para oeste ou vice versa, cruzando obrigatoriamente o Atlântico e o Pacífico uma vez, não permitindo retornar. Qual sentido tomar? Existe uma polêmica em torno do tema. Pessoalmente sinto menos a mudança de fuso horário quando viajo em direção leste, além disso adoro a sensação de sair da Ásia em direção a América do Norte e chegar no mesmo dia que parti e às vezes até mais cedo. Portanto, sou daqueles que prefere ir em direção leste.

Como a maioria desses passes permite completar o trajeto escolhido em até um ano e fornece uma flexibilidade de escolha de datas para os diversos vôos, é muito comum a compra de uma passagem como essa para uma viagem programada para durar meses.

Caso esta seja sua idéia (como te invejo por poder fazer isto!), você tem mais um elemento a ser pesado na escolha do trajeto: as estações do ano e sua influência nos destinos escolhidos. Uma escolha errada pode te levar a passar frio na Europa, pegar as monções no sudoeste asiático, tufões no Japão e ciclones nos EUA.. Estude os destinos desejados para programar para que sua viagem permita ter acesso ao que você deseja encontrar.

Estas tarifas devem ser aproveitadas para se visitar destinos que envolvem passagens individualmente caras (ilhas do pacífico, Ásia e Oceania) e locais onde possivelmente você não terá oportunidade de retornar tão cedo. Eu aconselho visitar destinos pouco comuns e que ainda não estão ou estão começando a sofrer os efeitos do mundo globalizado. A Europa e os EUA tendem a sofrer menos transformações com o decorrer do tempo (você poderá visitá-los facilmente no futuro) do que o Vietnã, Índia, China e África em geral.

Tenha em mente que estas tarifas variam enormemente de acordo com o país onde a emissão é feita. Algumas chegam a ter regras que, caso a viagem seja iniciada em um país diferente da emissão da tarifa, mesmo que o preço da tarifa onde você está iniciando a viagem seja menor ou maior, vale o maior preço. Caso descubra alguma promoção para este tipo de passe em outro país atente para este fato, e caso necessário, procure uma forma de emiti-la por lá.

Caso você esteja habituado a voar em classe executiva ou primeira, você irá notar que as tarifas nessas classes são muito interessantes até para viagens com poucos destinos.

Atenção: os valores citados a seguir são para simples referência e estão sujeitos a mudanças a qualquer momento. (são baseados em buscas na Internet em setembro de 2006)

1.1 Tarifa Star Alliance Volta ao Mundo

Star Alliance RTW

A Star Alliance é a maior Aliança aérea (inclui United, Air Canadá, Tap, Swiss, Lufthansa, Air New Zeland, ANA, Asiana, Austrian, South Afriacan Airways BMI, LOT, SAS, THAI, Singapore, Spanair, US Airways e inclui ou incluía….a Varig). Duas cias chinesas (Shangai Airlines e Air China ) foram convidas a se juntar a essa aliança em um futuro próximo. Por ser a maior e ter representantes em todos os continentes, oferece um maior número de destinos e opções de vôos. Devido à presença da Air Canada, Tap, Lufthansa e da South African deve permitir várias opções de uma volta ao mundo saindo do Brasil e sem a necessidade de passar pelos EUA.

As tarifas são baseadas na classe escolhida (econômica, executiva ou primeira) e no número máximo de milhas que podem ser voadas (2600, 29000, 34000 e 39000 milhas).

Valor: (segundo site da Lufthansa no Brasil) é a partir de 2.750 dólares na econômica, 7.300 na executiva e 9.400 na primeira classe (29.000 milhas). Valores sem taxas! Esses valores variam de acordo com o país onde se inicia a viagem. Pode não parecer, mas uma tarifa dessas na executiva pode ser uma boa pedida para quem pode e voa nesta classe de serviço, pois é quase o valor de uma única passagem de executiva de São Paulo a Cingapura, por exemplo.

Regras Básicas (confira todas as regras com seu agente, além de que só ele consegue montar essa tarifa):
Você pode viajar em quase todos os vôos operados pelas cias parceiras.
A tarifa não varia na alta ou baixa temporada, duração de 10 dias a 1 ano.
Permite mudança de datas, exceto a data do primeiro vôo, e de destinos (pagando-se uma taxa extra).
Você deverá fazer no mínimo 3 e no máximo 15 escalas dentro do limite máximo de milhas permitida pela tarifa escolhida (existem algumas restrições para várias escalas na mesma região: 3 no Japão, 5 nos EUA/Canadá).

1.2 Oneworld Explorer Fare

Passes Aéreos Oneworld

A One World é a terceira maior aliança e é formada pelas British, Cathay Pacific, Finnair, American, Iberia, Lan, Quantas e Aerlingus (essa última parece estar deixando a aliança e JAL, Malev e Royal Jordanian estão em processo de inclusão). Poucas cias, mas que possuem individualmente grandes malhas aéreas. Devido à presença da Lan é possível passar pela Ilha de Páscoa e Tahiti na sua chegada ou saída da América do Sul.

As tarifas são baseadas na classe de serviço voada e no número de continentes oneworld visitados. Os continentes são formados pelos seguintes países: EUA e Canadá /Europa, Oriente Médio e Norte da África / Ásia / Restante da África / Pacifico Sul.

Valor: nos EUA custa a partir de 3.500 dólares na econômica, 6.600 na executiva e 8.400 na primeira classe (3 continentes) sem taxas, mas atenção, pois os valores variam muito de acordo com o lugar onde é feita a emissão. No Brasil, parece custar a partir de 2.950 dólares (4 continentes), mas confirme com seu agente.

Regras Básicas (confira todas as várias regras com seu agente, além de que só ele consegue montar essa tarifa):
Você pode viajar em quase todos os vôos operados pelas cias parceiras.
A tarifa pode variar se é alta ou baixa temporada, sendo definida pela data da partida, duração de 10 dias a 1 ano.
Todos os trechos devem ser pré-determinados e somente a data do primeiro vôo deve estar definida antes do início da viagem .
Pode-se voar no máximo 4 segmentos em cada continente (EUA/Canadá máximo de 6). Conexões valem como 2 segmentos.
Permite vôos dentro do mesmo continente oneworld no sentido contrário ao da viagem principal.

1.3 Skyteam Round the World

Skyteam Around the World

A aliança Skyteam é a segunda maior aliança e é formada pelas KLM, Air France, Aeromexico, Aeroflot, Aliatlia, Korean, CSA, Delta, Continental e Northwest. Estão em processo de adesão a Copa, Air Europa, Kenya, e Tarom. Poucas cias e com grande concentração na América do Norte e Europa. Talvez após a adesão completa da Copa, a América do Sul possa se beneficiar mais com essa aliança.

Valor: nos EUA custa a partir de 3.700 dólares na econômica, 6.600 na executiva e 8.300 na primeira classe (29.000 milhas) sem taxas. Mas atenção: Os valores variam muito de acordo com o lugar onde é feita a emissão. No Brasil, parece custar a partir de 2.750 dólares (29.000 milhas), confirme com seu agente

As tarifas são baseadas na classe de serviço voada e no número máximo de milhas que podem ser voadas (29.000, 34.000 e 39.000 milhas).

Regras Básicas (confira todas as várias regras com seu agente, além de que só ele consegue montar essa tarifa):
Você pode viajar em quase todos os vôos operados pelas cias parceiras.
A tarifa não varia na alta ou baixa temporada, duração de 10 dias a 1 ano.
Somente o primeiro trecho deve ser reservado. Os demais podem ser alterados nas datas e horários, podendo ser reservados posteriormente
Pode-se fazer no mínimo 3 paradas e no máximo 15.

1.4 Conclusão


Portanto, como pode ser visto acima, a montagem de uma viagem de volta ao mundo usando qualquer uma destas tarifas necessita de experiência por parte de seu agente de viagens e de atenção da sua parte em relação às regras tarifarias. Faça seu itinerário e solicite uma cotação comparando as 3 tarifas. Cada uma dessas tarifas tem seus prós e contras. Classes de serviço mais altas (executiva e primeira) tendem se beneficiar mais dessas tarifas. Se você necessita de certa flexibilidade, quer acumular milhas e tem um bom tempo para concluir este tipo de viagem, essas tarifas são uma mão na roda.

Caso seu interesse seja restrito a um determinado continente, essas mesmas alianças possuem passes contemplando 1 ou 2 continentes apenas. Informe-se com seu agente e no site das alianças.

2 Passes Aéreos Próprios de uma Cia ou de Alianças Menores

Algumas cias que possuem uma malha aérea extensa acabam por criar sozinhas ou mesmo associadas a mais 1 ou 2 outras cias (não necessariamente pertencentes à mesma aliança aérea) um passe restrito às malhas dessas cias. Pode sair mais barato que os passes das alianças globais, mas geralmente as opções de vôos e destinos são bem mais reduzidas.

2.1 Passaport to the world Passes Aéreos KLM

Esta tarifa é formada pela combinação de vôos de várias cias: KLM, Northwest, Kenya, Continental, Malaysia, South African, Emirates, Alaska, Copa e Air Pacific. Como várias dessas cias já pertencem a outras alianças, tenho minhas dúvidas quanto tempo essa união tarifária irá durar.

Permite de 3 a 10 paradas, duração máxima de 1 ano e as tarifas cobrem 25.000, 30.000,35.000 e 40.000 milhas.
As informações sobre esta tarifa disponíveis na Internet são restritas, portanto consulte seu agente ou a KLM.

2.2 Global Explorer Fare Passes Aéreos Oneworld

A tarifa Global Explorer é formada pelos vôos das cias One World (inclusive em code share com outras cias) e mais a JAL, Gulf Air, Air Pacific e Malev. Isto amplia em muito a malha aérea da One World.

As tarifas são baseadas na classe de serviço voada e no número de milhas voadas (26.000, 29.000, 34.000 e 39.000).

Valor: consulte seu agente

Regras Básicas (confira todas as várias regras com seu agente, além de que só ele consegue montar essa tarifa):
Você pode viajar em quase todos os vôos operados pelas cias parceiras mesmo em vôos code share (exemplo: vôo da Quantas operado pela South African).
Duração de 10 dias a 1 ano.
Todos os trechos devem ser pré-determinados e somente a data do primeiro vôo deve estar definida antes do início da viagem
O número de segmentos não pode passar de 20 e o número de escalas varia de acordo com o nível tarifário.

2.3 Singapore Airlines e Parceiros Passes Aéreos RTW Singapore Airlines

A Singapore Airlines tem vários tipos de tarifas Round the World partindo dos EUA, além das já praticadas junto com a Star Alliance. São tarifas praticadas para vôos somente da Singapore (2.456 dólares na econômica), e em associação com: Air New Zeland / Virgin Atlantic (3.339 dólares), Continental (3.520 dólares) e Virgin Atlantic isoladamente (3.790 dólares), todas voando em classe econômica.

Deve-se voar sempre em um sentido e não contempla o Hemisfério Sul.
Se você se interessou, informe-se com o representante da Singapore no Brasil ou diretamente com eles via Internet, já que ela não voa para o Brasil (para minha tristeza).

2.4 United

A United costumava possuir tarifas em acordos semelhantes aos praticados pela Singapore Airlines. Tentei me informar, mas, se ainda existem, não são divulgadas.

2.5 Conclusão

Devem existir outras tarifas, mas essas, muitas vezes, têm vendas restritas a determinados mercados. Por exemplo, passes da Cathay Pacific saindo dos EUA e cobrindo seus destinos na Ásia têm vendas restritas aos residentes nos EUA.

Como as tarifas das Alianças Aéreas, estas necessitam da ajuda de seu agente de turismo na montagem das mesmas e tem foco nos passageiros que desejam mais flexibilidade e possuem um tempo maior para completar a viagem

Existem ainda passes regionais envolvendo um só país (Thai para Tailândia por exemplo) ou continente, limitado a malha da(s) cia(s) aérea(s) envolvida(s).

3 Associando Mais de Uma Promoção Aérea para Compor o Trajeto Desejado

Essa pode ser a forma mais barata de fazer uma viagem do tipo volta ao mundo (nem sempre fazendo a volta ao mundo literalmente), mas com certeza a que exigirá tempo na sua montagem e que terá a menor flexibilidade em destino e vôos.

É uma boa opção para quem quer visitar destinos em continentes diferentes e tem um tempo mais limitado para a conclusão deste tipo de viagem. Você pode fazer esta associação por conta própria, com auxílio de seu agente de viagens ou utilizando uma agência virtual estrangeira especializada neste tipo de viagem. Nesse caso não quer dizer, e freqüentemente ocorre, que você não consiga uma associação mais barata que a agência virtual, principalmente se você está saindo do Brasil.

Para se ter sucesso nesta montagem deve-se fazer um escaneamento das promoções aéreas disponíveis para venda e que permitem vôos no período escolhido. Nem sempre você vai achar promoções que contemplem todos os destinos desejados. Muitas vezes você vai montar uma viagem ligando pontos chaves dos continentes a serem visitados e de lá caso você queira poderá comprar passagens de cias de baixo custo até o destino desejado. Vale reforçar que você montará um roteiro, muitas vezes, com passagens com regras rígidas (mudança de datas, mudança de destino e cancelamento/reembolso) associadas! Deixe sempre tempo entre as conexões para imprevistos. Falei que era mais barata, mas não falei que era mais fácil.

Saindo do Brasil, normalmente é mais interessante procurar uma boa passagem para os EUA ou Europa ou Europa via EUA e de lá procurar outras passagens que completem o roteiro. Isto porque as passagens no exterior tendem a ter menos controle tarifário governamental, permitindo maior competição entre as cias e super promoções, além de que boas tarifas em direção à Ásia (via Europa ou EUA) são muito raras por estas bandas brasileiras. Passagens que permitam uma parada (ou mais, mesmo que se pagando por elas) em centros movimentados e com grande número de vôos têm mais chances de serem completadas com outras passagens em promoção.

Vamos montar uma passagem tipo volta ao mundo, tipo pois você não fará uma volta ao mundo literalmente, mas passará por 4 continentes. Por exemplo: Posso comprar uma passagem, por exemplo, na United em direção a Praga. Essa passagem sairá do Brasil, fará uma parada em Chicago ou Washington ou NY, de onde poderei conhecer essas cidades americanas ou mesmo através de cias de baixo custo fazer vôos de ida e volta e conhecer outras a meu critério (inclusive no Canadá, pois Toronto e Montreal estão próximas). Saindo dos EUA, essa mesma passagem te levará até Paris ou Londres ou Frankfurt para fazer uma conexão até Praga. De Praga você pode conhecer o resto do antigo leste europeu e até mesmo a Alemanha de trem ou com cias de baixo custo. Voltando de Praga você poderá fazer uma parada em Frankfurt ou Paris ou Londres (algumas vezes pagando um adicional por essa segunda parada) ou mesmo ir por conta própria até outra capital européia (se o valor do deslocamento for menor que o cobrado pela parada extra ou se quiser usar a parada extra nos EUA no vôo de retorno). Agora começa a segunda passagem. Você pode comprar uma passagem, por exemplo, da Singapore Airlines de Paris para o Vietnã com direito a uma parada em Cingapura. Nessa parada em Cingapura, você poderá pegar outros vôos em cias de baixo custo ou mesmo promoções da Singapore para países asiáticos e para Oceania. Tendo visitado a Ásia e/ou a Oceania é hora de voltar para Paris, onde poderá ficar mais um tempo e de lá pros EUA (fazendo ou não uma nova parada lá) e depois retornar ao Brasil cheio de histórias de diferentes culturas e países. O valor disto tudo? Varia muito, principalmente porque se baseia em promoções, mas por experiência própria pode-se conseguir essa passagem da United por cerca de 1.290 dólares com taxas (setembro 2006), e são muitas as taxas (tarifa VKXPX3MB com 2 paradas). A passagem para Vietnã saindo de Paris, eu já comprei por 736 dólares (2005) com taxas em uma super promoção no site da Sinagapore. De Cingapura pude comprar passagens em torno de 40 dólares para Tailândia em cias de baixo custo (promoção com Air Ásia e Jet Star Ásia). O resto fica a cargo dos demais deslocamentos. Portanto, um roteiro básico sai por uns 2000 dólares com taxas (lembre-se que em viagens como essas o valor das taxas é alto). Procure uma passagem para Cingapura ou Vietnã saindo do Brasil e verá que sai por preços semelhantes ou maiores que esse.

Muito complicado? Então tente uma agência virtual especializada neste tipo de viagem. Ela irá tentar juntar os destinos pretendidos por você. Não se entusiasme com algumas tarifas demonstração, a não ser que seja exatamente o roteiro desejado, pois pequenas alterações no roteiro padrão levam a grandes mudanças de preços. Tente sempre roteiros com origem no Brasil e nos EUA (nesse último caso, você compra uma passagem aos EUA por conta própria), pois eles têm mais facilidade de montar trajetos iniciados nos EUA. Existem várias agências, mas a única que já fiz uma cotação foi a Airtreks, que tem um sistema interativo para montagem de roteiros. Outra opção é a Air brokers.

3.1 Conclusão

Acredito que, se você tenha somente 30 a 40 dias para viajar, costuma voar classe econômica, o fator preço tem peso importante na sua decisão e não tenha o acúmulo de milhas como essencial (pode-se acumular milhas algumas vezes, como no meu caso), essa opção deve ser considerada seriamente.


Se você se interessou muito pelo tema e quer destrinchá-lo, vai um link para um senhor manual (enciclopédia), que Marc Brosius escreveu somente sobre o tema Viagem de Volta ao Mundo :
Marc Brosius RTW

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Category: Aliança Aérea, Programas de Fidelidade Aérea, Volta ao Mundo

Comentários (2)

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  1. David Gomes Castanho says:

    Olá Rodrigo! Td bem com vc? Espero q sim!
    Mais uma vez quero lhe agradecer pelas ricas informações prestadas através do seu blog! Essa da volta ao mundo foi sensacional!! Valeu!
    Tenha um ótimo Natal!

    Responder

  2. Christina says:

    Oi Rodrigo! Que volta ao mundo mais complicada heim? Até parece que a tecnologia aumentou o tamanho do globo terrestre em vez de se prestar ao intuito oposto. A volta ao mundo em 80 dias do Mr. Phileas Fogg, mesmo com embarques perdidos, nevascas e outros contratempos me pareceu bem mais realizável em 1880 navegando e percorrendo via terrestre a uma velocidade média de 30 km/h do que uma volta ao mundo voando a 900km/h no séc. XXI. Sabe o que eu acho? Volta ao mundo de verdade, é coisa de milionário, como o Mr. Fogg. Chega, pergunta qto é e vai (e de primeira classe). Perdeu o vôo? Ah, sem problema, fretamos um jato até o próximo ponto de partida… E por aí vai… rsrs… Exageros à parte, mesmo na vida real, por caro que seja, a viagem só me parece viável com a compra pequenas combinações de trechos com escalas e stoppings, outros trechos avulsos, tudo oneway. Custe o que custar. Mas aí sim a pessoa dá a volta ao mundo praticando o sentido mais reto possível do seu ponto de partida (principalmente se este for São Paulo/Africa do Sul), pois a partir do Brasil é impossível um “pacote” de volta ao mundo. Qq coisa q as cias oferecem, de acordo com seu artigo, desvirtua a coisa. Primeiramente, para começar a viagem a pessoa tem que se deslocar de hemisfério. Sabe porque digo isso? Porque uma amiga minha já tinha feito, qdo adolescente, acompanhando o avô, a volta ao mundo clássica, partindo de Londres e lá chegando. Qdo se casou, fez com o marido a volta ao mundo do lado de cá do equador e o único jeito de não se meter em tresvoltas loucas e manter o projeto de rodear o globo (isso é q é “volta ao mundo”, o resto é só “viajar muito”) foi indo por conta própria. Mas conseguiram vôos diretos em todas as etapas da viagem. Brasil/Africa do Sul/Austrália (parece que este vôo teve umas escalas, não lembro)/Auckland/Buenos Aires e finalmente Sampa. E deu pra fazer tudo em 45 dias. Mesmo assim, porque mais de um mês foi passado na Austrália. Sei não viu. Às vezes o barato sai caro. Esse negócio de “pacote” acaba te obrigando a comprar trechos que não te interessam, aí vc precisa comprar “avulso” outro trecho indispensável ao seu itinerário e as limitações de data, época, sei lá o que, vai fazendo a viagem ficar mais longa que o desejado e cada dia longe de casa custa uma fortuna… Minha sincera opinião? Quer viajar? Economize e vá por sua conta. É um “caro” que compensa, pois não haverá desperdício nem de tempo e nem de dinheiro, nem de energia… Enfim, é a verdadeira realização do sonho. Não dá pra conceber uma “volta ao mundo” burocrática e complicada, cheia de limitações e imposições, isto é, sem o quesito LIBERDADE. Dito isto, boa viagem a todos!

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