Uma Viagem e Quatro B767, Continental, United e Tam

2 de janeiro de 2012 | Por | 40 Comentários More

Durante uma viagem recente, acabei podendo fazer 4 vôos de média/longa duração em classe Econômica no mesmo modelo de aeronave, o Boeing 767 (B767), mas com serviços e configurações internas bastante diferentes. Acabei voando duas vezes com a Continental, uma vez com a United e uma vez com a Tam.

O Boeing 767 fez muito sucesso e muitas cias aéreas investiram em remodelações internas visando prolongar a vida das suas aeronaves e ao mesmo tempo oferecer conforto mais próximo do oferecido nas aeronaves mais recentes. Lan e Air Canada são exemplos de cias investiram muito em seus B767 e que hoje oferecem um conforto muito semelhantes aos dos modelos mais recentes.

É muito comum encontrar B767 em vôos no stop Brasil/EUA (principalmente partindo de outras cidades que São Paulo), já que muitas cias aéreas que atuam na ligação Brasil/EUA preferem usar suas aeronaves mais novas em outros mercados ou apenas em alguns vôos de/para São Paulo.

Uma das coisas que mais agradam os passageiros de B767 é que a maioria das cias optou por uma configuração de poltronas do tipo 2+3+2, muito mais confortável que a 3+4+3 usadas por algumas cias nos B777 (aeronaves maiores e usadas em rotas mais rentáveis e com maior demanda).

Apesar de voar no mesmo modelo de aeronave, posso dizer que foram experiências distintas.

B767 da Continental

Voei o trecho São Paulo/Houston e posteriormente o trecho Houston/Honolulu nesta aeronave da Continental. Apesar de serem operados em aeronaves com configurações internas muito semelhantes, o primeiro foi um B767-200 em um vôo internacional e o segundo foi um B767-300 em um vôo doméstico.

Fiz apenas o check in em São Paulo. Os balcões de check in naquele dia faziam o processo tanto para o vôo para Houston como para Newark (Nova Iorque), assim o processo pode levar a grandes filas e é bom ter paciência. A Continental dá acesso prioritário ao embarque (depois de uma série de portadores de cartões variados e pagantes de serviços opcionais) e ao check in de famílias com crianças pequenas. No Brasil, disseram-me que a prioridade era dada para crianças abaixo de 2 anos, mas nos EUA, era usado o critério de 4 anos ou menos.

Ambas as aeronaves da Continental estavam em bom estado de conservação apesar da idade e já tinham os modelos novos de bagageiros internos compatíveis com os gabaritos atuais de bagagem de mão. Isso facilita a vida, principalmente do americano que paga por despacho de bagagem de porão e que por isso tende a usar o máximo da sua franquia de bagagem de mão.

As cadeiras possuíam apoios laterais de cabeça (que muito me agradam), espaço para as pernas dentro da média e um sistema individual de entretenimento da década passada, ou seja, telas de baixa definição e programação fixa que se repetia de tempos em tempos.

Foram oferecidas mantas e travesseiros em todos os assentos, inclusive na rota doméstica. Para efeito de comparação, a American cobra por mantas e travesseiros em vôos domésticos. Para quem tem status elite na Star Alliance é possível tentar reservar as primeiras fileiras de assentos da classe econômica que contam com um maior espaço para as pernas (seguindo a linha da velha conhecida Economy Plus da United) sem pagar nada por isso. Se você não tiver status elite, o acesso a esses assentos é só por meio de pagamento.

Os comissários seguem o padrão americano já conhecido pela maioria, mas me pareceram mais um pouco amigáveis e de média etária um pouco mais jovem que seus novos parceiros da United, por exemplo. Nenhum destaque ou crítica maior, mesmo porque a expectativa de quem viaja em cias americanas com frequência já é baixa.

Jantar

Café da Manhã Infantil

O serviço de bordo oferecido no vôo São Paulo para Houston foi um jantar e posteriormente um café da manhã. Comida de avião com C maiúsculo! Havia opção de comida para crianças quando da marcação dos assentos no site e ela foi entregue conforme a solicitação (ponto para a cia aérea). Bebidas alcoólicas pagas a parte.

Já na rota Houston/Honolulu, um vôo de 8 horas e lotado, somente as bebidas não alcoólicas eram de graça. O restante era tudo pago a parte, inclusive os mesmos fones de ouvido que no trecho internacional eram oferecidos como cortesia. Assim, se você não trouxe os seus, guarde os dados no trecho internacional. Os americanos estão bem acostumados a isso e uma parte opta por adquirir snacks ou sanduíches vendidos pelos comissários e listados na revista de bordo (aceitam somente cartões como forma de pagamento) e outros embarcam com seus próprios lanches.

Conclusão: Apesar do sistema de entretenimento ultrapassado, os vôos correram dentro do esperado sem grandes destaques positivos ou negativos. Todos dentro do horário. Destaque para o bom e funcional aeroporto de Houston, hub da cia aérea. Pena que não conseguimos escapar de uma longa fila na imigração.

B767 da United

Voei de United no trecho Honolulu/Los Angeles em um vôo doméstico de cerca de 5:30h.

Antes de finalizar meu o check in no aeroporto de Honolulu no balcão (o qual já tinha iniciado pela Internet) passei pelo teste da balança no início da fila. Todas as malas são pesadas e caso o passageiro já não tenha pago pelo despacho da mala ou apresente excesso de peso ou tamanho, ele é enviado para pagar a taxa antes do check in. Como aquele vôo fazia parte de uma passagem de/para o Brasil, éramos isentos do pagamento de taxas de despacho de bagagem, tendo apenas que se preocupar com o peso e tamanho. Depois da pesagem, o check in correu sem problemas.

No embarque, como na Continental, também foi dado prioridade às famílias com crianças menores de 4 anos.

O B767 usado pela United também estava bem mantido apesar da idade, porém não possuía o modelo mais novo de bagageiros. Esse modelo antigo não comporta que se coloquem malas de mão com dimensões próximas do limite permitido na transversal do mesmo. Além disso, possui bagageiros ainda menores sobre as fileiras do meio. Resultado? Vôo lotado com um monte de gente usando o máximo de sua franquia de mão para não pagar por despacho de malas e tentando achar um lugarzinho para encaixar sua mala (tendo de contar com a paciência e cooperação dos colegas de vôo). Esse fato fez o embarque demorar mais que o habitual. Nessa hora entendi toda a ênfase dada na sala de embarque para que os passageiros pesassem e medissem suas malas de mão…

Os assentos eram semelhantes aos da Continental com apoio de cabeça regulável e com o mesmo sistema de entretenimento ultrapassado, mas em alguns assentos existiam fones de ouvido a disposição. Foram também disponibilizadas mantas e travesseiros aos passageiros.

O serviço de bordo gratuito limitou-se às bebidas não alcoólicas. O restante, e que parecia receber mais atenção por parte dos comissários, era o serviço de bordo pago que incluía snacks e sanduíches semelhantes aos da Continental (lembrando que a marca Continental deve sumir agora que United e ela formam a nova United).

Os comissários eram menos afeitos a sorrisos e gestos de gentileza que os da Continental, mas nada fora do comum para quem está acostumado com o padrão americano vigente nas grades cias deles. Como disse, já embarco em cia americana com expectativas bem baixas.

O vôo transcorreu sem problemas e cumpriu o horário programado.

B767 da TAM

Este sem dúvida é o avião mais criticado da Tam. São 3 deles e usados na rota Miami/Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Rio de Janeiro. São aviões velhos que já voaram na Alitalia e Varig e que passaram por uma reforma básica de interior antes de serem entregues à Tam. Até aonde sei, eles foram alugados pela própria Boeing a Tam, provisoriamente, enquanto os B777 novos não fossem entregues a Tam. A programação inicial era de que após a entrega da encomenda da Tam de B777, os B767 seriam devolvidos a Boeing para então serem transformados em cargueiros para a Fedex. Mas veio a crise nos EUA e Europa e a proposta dos cargueiros parece que ficou para um momento posterior. Como eles acabaram sendo úteis para a Tam no processo de expansão de suas rotas foram ficando, ficando…

O grande motivo da crítica a essas aeronaves é que as mesmas não estão à mesma altura das demais aeronaves usada pela Tam em seus vôos de médio/longo curso. Muitas vezes, os preços das passagens nas rotas aonde os B767 são usados não refletem essa defasagem das aeronaves (aproveitam-se da pouca disponibilidade de vôos diretos fora de São Paulo) e muitos consumidores acabam embarcando com expectativas mais elevadas baseadas em viagens anteriores com a Tam ou com a imagem que ela divulga sobre seus serviços. Assim, muitos se acabam tendo suas expectativas frustradas ao voar nessas aeronaves.

No meu caso, acabei escolhendo essa aeronave por falta de opção mesmo (emiti minha passagem com milhas e não consegui nenhuma opção de vôo Tam partindo dos EUA para o Brasil em outra aeronave) e já imaginava o que estava levando. Por isso, talvez não tenha tido minhas expectativas frustradas e sim acabei até levando bem o vôo.

O meu vôo teve o horário de partida alterado depois da emissão (agora parte mais cedo às 10:45, te obrigando a acordar mais cedo para voar) a fim de que a Tam passasse a oferecer a possibilidade de voar nele até Belo Horizonte (alfândega e loja duty free em BH) e depois pegar uma conexão nacional para Congonhas para quem tem destino São Paulo.

O B767 da Tam, apesar dos assentos revestidos com tecidos novos, já sente bem os anos de trabalho. Possui bagageiros do modelo antigo, semelhante ao do B767 da United citado acima, que também fizeram os passageiros gastar um tempo maior na acomodação da boa bagagem de mão trazida pelos brasileiros em vôos internacionais, principalmente dos EUA.

O que me chamou a atenção foi o fato de que algumas portas desses bagageiros (pelo menos duas visíveis ao meus olhos) abriram-se durante a decolagem e pouso, fato que gera questionamentos pelo risco à segurança. Por mais que os bagageiros estivessem cheios, eles acabaram fechando suas portas dando a impressão de que estavam realmente trancados, o que não se revelou uma verdade durante o pouso e decolagem. Para completar, minha mesa estava com um dos seus braços quebrados, fazendo com que ficasse inclinada. Essas falhas por mais que não tenham nenhuma relação com o padrão de manutenção imposto às demais peças mecânicas da aeronave, acabam levantando dúvidas sobre o estado geral da aeronave, mesmo que sejam infundadas. Seria melhor fazer de pronto esses pequenos reparos e evitar de vez qualquer tipo de extrapolação por parte do consumidor, que muitas vezes não tem conhecimento suficiente para separar as coisas como gostaria a própria cia aérea.

Os assentos inclinavam-se mais que os assentos da United e Continental. Talvez uma forma de compensar a falta de apoio de cabeça regulável e de sistema de entretenimento individual (era usado o velho sistema de televisores fixados no teto e do telão nas fileiras da frente).

Foi oferecido um kit de amenidades com escova de dentes, pasta de dente, pente, meia, tapa-olhos e tampão de ouvidos (nem sinal de nada parecido na United ou Continental e coisa cada vez mais rara na classe econômica), além de travesseiros e cobertores em todos os assentos.

O serviço de bordo consistiu de um almoço e um lanche acompanhado de bebidas não alcoólicas, cerveja e vinho sem custo. A refeição tinha opção de uma Paelha (até gostosa dentro dos limites impostos a uma “comida de avião”) e de um macarrão (bem mais fraco e ácido). Salada básica e uma musse de maracujá completavam a refeição. Já o lanche, consistia de um pão com queijo e presunto até bem recheado de gosto bem agradável.

Os comissários, como era esperado, ofereciam um serviço correto, porém muito acelerado, e com simpatia superior aos seus congêneres americanos, mas que não fugia ao padrão conhecido nos vôos nacionais e tão pouco se aproximava ao oferecido pelas grandes cias tidas como 5 estrelas.

Conclusão

Apesar da manutenção do interior da aeronave chamar a atenção e da falta de sistema de entretenimento individual (se viajar com crianças, traga o seu, principalmente em um vôo diurno como foi o meu) a presença de um assento que reclina um pouco mais, o serviço de bordo superior ao prestado por cias americanas e a possibilidade de voar diretamente para sua cidade (no caso de morar em Brasília, Belo Horizonte, Manaus e Rio de Janeiro) compensam parcialmente as falhas desses velhos B767. Isso tendo em mente que o descuido visto na manutenção interna não reflete a manutenção do restante da aeronave, como se espera de uma cia como a Tam.

Mas na minha opinião, os vôos operados com essa aeronave deveriam ter preços que reflitam as defasagens dessas aeronaves e que os consumidores sejam informados por seus agentes de turismo ou no site de que os padrões Tam de conforto não são totalmente atingidos nos mesmos. Isso impede que se crie um grupo de consumidores insatisfeitos puramente por terem embarcado com expectativas altas criadas pela própria Tam em suas ações de marketing voltada a seus consumidores.

Podendo comparar os serviços oferecido pela Tam na rota Brasil/EUA com alguns de seus concorrentes (já voei Lan, Copa, American, United e Continental para os EUA nos últimos 4 anos), a Tam se destaca-se pelo nível de serviço de bordo oferecido quando comparada às cias americanas e a Copa. Apesar da comida oferecida pela Lan ser inferior ao da Tam em termos de gosto, a Lan me parece mais atenta aos detalhes, coisa que a Tam não parece se incomodar muito.

Já quando a Tam enfrenta a concorrência européia e oriental, os defeitos ficam mais aparentes. Vou tratar disso em outros textos sobre minha viagem a Ásia voando Tam (A330 e B777) até a Europa.

A Pergunta

Se prefiro voar até Miami de Copa em um B737 em um vôo com conexão no Panamá ou em um vôo direto na Tam em um B767 pelo mesmo preço e em horários semelhantes? Prefiro o B767 da Tam, principalmente por ser um vôo direto e mais curto, mas desde que ambos tenham padrões de manutenção semelhante.

Mas no passado recente, a Copa tem sido muito mais generosa em termos de promoções.

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Category: Trip Report

Comentários (40)

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  1. Thomas Hisamura disse:

    Rodrigo, só uma correção na introdução do seu texto, a configuração dos 767 na econômica é 2-3-2. Excelente análise, parabéns!

  2. Rodrigo Purisch disse:

    Obrigado!

  3. Luiz disse:

    Voei 3 vezes nos 767 da TAM no ano passado. Os aviões realmente deixam a desejar se comparados aos de outras companhias, mesmo 767s.

    Em um dos voos, CNF->MIA, na verdade eu não voei de 767 pois quando estávamos dentro do avião, já com 1 hora de atraso, o piloto avisou que o avião não tinha condições de voo e teria que ir para manutenção. Ficamos a madrugada toda em confins esperando um A330 que veio de São Paulo, e o voo marcado para as 23:00 saiu as 6:00. Detalhe que era um voo no sábado logo antes da semana da criança, portanto dá para imaginar qual era o perfil do público: famílias cheias de crianças indo para a Disney. Eu particularmente estava viajando sozinho, mas meu destino final era o Alasca. Minhas conexões foram para o espaço e o serviço da TAM no que tange a informar os passageiros e rearrumar as conexões foi péssimo!

    Se fosse um avião um pouco menos “rodado”, talvez isso não tivesse acontecido.

    []s

    Luiz

  4. gustavo disse:

    Já vooei no trecho GIGXMIA e realmente o boeing 767 tá bem cansado… A TAM não abaixa os preços pois os voos estão sempre lotados!
    Meu tio é piloto da TAM e faz esse voo BH X MIA ou GIG X MIA e os pilotos já receberam um comunicado que em breve esses avioes serão remanejados para rotas internas. Estão aguardando chegar os novos A330 ( que como sempre irão para SP e mandam os A330 mais antigos para RJ e BH….)

  5. Bernardo Cretton disse:

    Rodrigo, como sempre, uma análise rica em detalhes, muito boa, que serve para leigos e mais entendidos no assunto, meus parabéns!!! Não tenho motivos para ser garoto propaganda da TAM e tenho muito menos horas de voos do que vc (voei Delta para os EUA 2 vezes e TAM 1 vez). A Delta segue os padrões das companhias aéreas americanas, aquele sem nenhuma surpresa, como bem descreveu vc. A TAM, voei em agosto/2011 GIG-JFK-GIG, com o A330. Infelizmente, o que tenho notado é que a TAM aloca os B767 velhos nas rotas com MIA (entendo que seja porque os trechos são os mais curtos para os EUA que ela oferece, ainda mais quando temos Manaus-MIA). Realmente, não concordo com preços exacerbados em condições de conservação péssimas. Mas o que tenho a dizer que esses 2 voos que fiz para New York, saindo de/chegando a GIG (voos sem escala) foram em aeronaves totalmente novas (no máximo 1/2 anos de uso, o que as faz serem “bebês”), inclusive o voo de volta (JFK/GIG) fizemos num (não sei se a TAM só usou 1) Airbus usado para transportar a seleção para a África, tanto que estava com os detalhes de pintura, conservação impecável, luzes internas agradáveis (parecia como um lounge de bar futurista aéreo), kit de amenidades, telas individuais com mais de 50 filmes (alguns ainda em locadoras, novos). A TAM não faz JFK partindo de GIG aos domingos, mas faz partindo de GRU todos os dias, entendo que eles coloquem essas aeronaves mais novas por se tratar de um voo mais “requintado” se essa for a palavra correta, com gente de negócios, etc… Fiquei apaixonado pelo serviço (até então só conhecia a TAM pelos voos ponte aérea) e voaria de novo (pagando o preço salgado que eles impõem) sem problema algum nessa rota. Queria saber como é a experiência da rota GRU-MCO (que eles insistem em oferecer 2 vezes/dia). Até o momento não consigo entender o porquê de nunca oferecer GIG-MCO, já que a procura por Orlando com moradores do Rio é enrome. Bom, é isso. Grande abraço.

  6. Rogerio Albuquerque disse:

    Rodrigo,

    Se o destino for Miami, talvez valha a pena ir de TAM, mas se for Orlando, não tem nem comparação. Nos últimos 3 anos, fui uma vez por ano a Orlando, em diversas épocas do ano (Setembro/2009, Julho/2010, Dezembro/2011). Em todas as 3 vezes o Preço da Passagem da TAM era, no mínimo, o dobro do preço da COPA. Ficava perto de 1 vez e meia se fosse para Miami, ao Invés de Orlando. Em 2009, fui de TAM (GIG-MIA), porque das 4 passagens que emiti, 3 foram com milhas e a outra foi para meu filho que pagava tarifa de criança.
    Viagem exatamente como a sua, serviço bom, mas o avião parecendo bem maltratado, ao menos por dentro. Sendo que perdemos 4 horas no 1o dia e 4 horas no último dia para fazer de carro os trajetos (MIA-MCO e MCO-MIA)

    Nos outros dois anos (2010 e 2011) fui de Copa com conexão no panamá. Os bancos dos 737 da COPA eram do mesmo tamanho do 767 da TAM (inclusive com as abinhas para apoiar a cabeça), entretenimento no mesmo padrão, ou seja, 1 tela a cada 3 ou 4 fileiras, foram voos tranquilos, no horário, conexões de pouco mais de 1 hora, comida honesta, em se tratando de classe econômica.

    Sempre fui fã da TAM, mas de uns anos pra cá, eles devem achar que seus aviões são feitos de ouro, que servem caviar em todas as viagens e que somos otários de pagar mais pelo mesmo produto. Enquanto a diferença de preço for exorbitante, como está hoje em dia, não preciso nem pensar duas vezes, Copa.

    Obs. Só para não parecer que estou sendo injusto com a TAM, as Cias Americanas, sofrem do mesmo problema da TAM quanto aos preços. Quando oferecem alguma promoção, normalmente são com conexões horríveis, do tipo, GIG-JFK-MCO. Seria a mesma coisa que fazer Rio-Buenos Aires, com conexão em fortaleza, fala sério!

    []’s e Feliz Ano Novo.

  7. Bernardo Cretton disse:

    Rogerio, não entendi seu texto, amigo. Vc começa dizendo que se for MIA o destino talvez valha ir de TAM? Pois esse é o que menos vale ir de TAM, segundo as explanações do Rodrigo. SE o Cliente quiser pagar um pouco a mais pela qualidade e conforto, aí sim valeria ir de TAM pra JFK (esse relato eu posso dar por experiência própria) ou pra MCO (esse imagino que eles usem boas aeronaves também, mas nunca voei). Infelizmente, hoje em dia, somos obrigados a pensar de modo burro em aviação: se o avião não cai já está bom, mas essa banalização da qualidade de serviço foi imposta aos poucos pelas empresas aéreas e, como não reclamamos (deixando de voar em caso de turismo), elas dominaram.

  8. Rogério Albuquerque disse:

    Bernardo,

    O Que quiz dizer é que saindo do Rio, a TAM (e acho que a American Airlines também) tem voo direto para MIA, isso acaba fazendo diferença, pra quem vai pra lá (além da diferença de preço não ser tão exorbitante quanto para Orlando).
    Pra Orlando, não tem voo direto do Rio, então, passam a fazer diferença também: o tempo de conexão, o tempo total dos voos, os aparelhos dos vários trechos, etc. Sem falar na diferença de Preço e no fato dos aviões da copa, apesar de menores, serem bem mais novos que os da TAM.
    []’s

  9. Bernardo Cretton disse:

    Entendo, Rogério! Realmente, a American tem voo direto pra MIA, saindo do Rio, além de Dallas e JFK, que são seus 3 HUB´s nos EUA. Mas, com a ameaça de falência, preços altos e aviões muito mais sucateados, quem se arrisca hoje a voar na American? Eu não! Os voos da TAM indo para Orlando fazem conexão demorada em GRU, saindo de GIG. O que é vantagem e estou pensando em fazer a próxima vez que voltar a JFK, é pegar o voo diurno da TAM, que faz escala técnica (desce pras pessoas subirem rapidamente) em GRU, acho bem mais agradável pra mim, que morro de medo, um voo diurno do que um noturno. Continuo sem entender o porquê da TAM não oferecer o voo direto GIG-MCO, deixando para as concorrentes o mercado do Rio. Abraço, meu amigo!

  10. Rodrigo Purisch disse:

    A demanda para os EUA está muito alta e eles conseguem vender passagens iniciando em vários destinos brasileiros (com conexões). Ainda tem aquela coisa de voar em avião que se fala português que faz muitos se sentirem menso estressados. Soma-se que ela tem poucos vôos e ai cobra o que quer e tem gente que paga.

    Orlando ela leva vantagem do vôo direto, Tem gente que morre em pensar em fazer um vôo com crianças com conexão.

  11. Thiago disse:

    Sempre vou pra MCo no voo direto GRU-MCO. A ida o avião é novinho, ótimo, com boas opções para passar as quase 9 horas entretido. Agora a Volta MCO-GRU, sempre é um avião velho, sucatão. Não entendo como vcs sobre aviões mas pelo preço, a TAM deveria dar uma atenção.

  12. Bernardo Cretton disse:

    Thiago, seu relato é ótimo, pois, então (de propósito ou não) pudemos ver que a TAM adota o seguinte critério:

    * voos para/de JFK aviões bons, A330;
    * voos para/de MCO aviões bons e sucatas;
    * voos para/de MIA aviões sucatas.

    Estranho modo de conquistar os Clientes, não?

    Vc já voou nos 2 horários por dia que eles têm pra MCO? Os 2 são assim?

  13. Cláudio disse:

    Viajei no dia 07 de dezembro, GRU-MIA 8090, em um A330 da TAM e retornei no dia 20/12, MIA-CNF, em um B767. O A330 é mais moderno, tem melhor entretenimento, mas o espaço, sob o assento, para esticar as pernas foi muito melhor no B767. No piso à frente da poltrona 37G do A330 possuia uma caixa que impedia de esticar a perna esquerda. Nos dois vôos a simpatia da tripulação foi 10. Triste mesmo foi o desembarque internacional do aeroporto de BH: padrão aeroporto Infraero.

  14. Bernardo Cretton disse:

    Pois é, Cláudio, já deu pra ver que a rota chegando em MIA ou saindo de lá, existe um “preconceito” da Empresa quanto ao tipo de Equipamento utilizado, não sabemos até quando esses lixos da Alitalia ficarão com a TAM e não vemos a hora de termos um A380 voando para Europa/EUA.

  15. Luiz disse:

    Sobre manutenção da TAM.. Fiz um voo MADRI/GRU em um A330 em maio de 2011 onde a iluminação individual não funcionava nas duas poltronas (minha e da esposa) na metade da viagem percebi que ao acionar o botão da luz individual, acendia e apagava a luz de outras 2 poltronas do lado oposto e bem mais atras. Com isso por diversas vezes acendia e apagava a luz dos passageiros que dormiam.. Chamei um dos comissários e mostrei a falha .. ele riu e disse que nunca tinha visto nada parecido. Fiz uma reclamação no site reclame aqui sobre manutenção de aeronave e a resposta da TAM.

  16. Bernardo Cretton disse:

    Luiz, realmente, total falta de profissionalismo dos funcionários encararem sua situação com um “riso”. Esse curto-circuito com um misto de lâmpadas queimadas é um defeito que não compromete a aeronave, mas não devia, EM HIPÓTESE ALGUMA, passar desapercebido pelo Centro de Manutenção de Aeronaves de São Carlos. Fez bem em registrar no Reclame Aqui.

  17. Fabio disse:

    O 767 é disparado o pior avião para se ir aos USA , na minha opinião.
    O problema é que o Galeão está infestado deles rs rs sr
    Já voei em todos que saem daqui e são todos uns lixos. Seja Delta , AA , Continental , TAM , US Airways , tanto faz .
    Para ir a LAX , prefiro pegar um 737 da Copa e esticar as pernas por 2 horas no Panamá.

  18. Gabriel Dias disse:

    Concordo, são todos ruins. Felizmente eu sempre viajo na saída de emergência, o que faz a viagem melhorar. Mas a reclinação dos assentos é péssima.
    A AA trouxe o 777 para cá na alta temporada, até JFK. Poderia permanecer!

  19. Thomas Hisamura disse:

    Ainda prefiro pegar um 767 pra qualquer lugar do que o 777 da Tam pra Europa.
    Na economica eles colocam 10 poltronas por fila (configuração 3-4-3, de 747) ao invés de 9, como a maioria das cias. aéreas (3-3-3). O resultado é vc roçando os braços e o traseiro com seu vizinho ao lado o voo todo.

  20. Gabriel Dias disse:

    A Emirates também usa 3-4-3 no seu 777. Na hora de comer é bem incômodo mesmo. Tenho uma avaliação dela, deste mês, aqui: falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=151&t=2815

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