Liberty of Seas: Diversão no Mar Para Todas as Idades

30 de janeiro de 2011 | Por | 47 Comentários More

Mais um texto off topic sobre uma experiência de viagem minha que pode ajudar alguns dos leitores na elaboração de uma viagem a Miami, destino que tem apresentado boas ofertas de passagens nos últimos meses.

Como tive que usar as minhas milhas Smiles que estavam vencendo a contragosto, aproveitei a passagem emitida para o Caribe para dar um pulo nos EUA e fazer um cruzeiro com a família. Eu já tinha feito um cruzeiro pequeno no Majesty of The Seas, mas como alguns integrantes da família nunca tinham viajado de cruzeiro antes, optamos por um cruzeiro menor (4 noites) em um navio maior para ver como seria a adaptação deles.

Decisão e Compra

Avaliei várias possibilidades de cruzeiro na janela de dias que tinha, mas pela opção de fazer um cruzeiro menor e ao mesmo tempo em um navio mais imponente que o Majesty of the Seas, ficamos entre um cruzeiro da Disney partindo de Port Canaveral em direção às Bahamas (que já tinha conhecido no cruzeiro anterior) e um outro cruzeiro da Royal Caribbean International no Liberty of the Seas em direção a Cozumel, México. Não tinha interesse algum em Cozumel, mas tinha muito em conhecer a vizinha Playa Del Carmen. Como a idéia era descansar, os dias em navegação em alto mar viriam bem a calhar e optamos pelo Liberty.

Fui no site da Royal Caribbean International e fiz minha reserva (antes dei uma pesquisada nos sites internacionais para ver se a cotação era a mesma, e era). Para minha surpresa, nós brasileiros não podemos adquirir on-line o cruzeiro, mesmo o site estando escrito em português e o preços cotados em real. Tive que entrar em contato com a Royal Caribbean no Brasil para saber como pagar pelo cruzeiro.  Quando recebi o email de resposta foi uma decepção total. Eu tinha que imprimir um sem número de páginas e rubricá-las para depois enviar de volta por correio, além de fazer um depósito na conta da Royal Caribbean das taxas (quase 5o% do valor desse cruzeiro que tinha uma tarifa promocional de última hora). Uma vergonha ter que fazer isso. Espero que a Royal Caribbean no Brasil ajuste seu site rapidamente de forma a oferecer ao consumidor que busca diretamente a Royal a mesma condição que ele dá aos demais no exterior.

Procurei então um agente que ganha comissão para imprimir essas páginas e processar o pagamento. Descobri então que deveria dar um cheque referente às taxas e poderia pagar o restante no cartão.

Agradeci a atenção e fui fazer uma cotação no Cruise Compete (sempre informe na cotação que você mora no Brasil), um site que envia seu pedido para um grande número de agências especializadas no exterior e que fazem propostas diretas a você.

Várias agências americanas responderam e dentre elas duas que  eu já conhecia. Me ofereceram o mesmo valor cobrado no Brasil que poderia ser integralmente pago no cartão de crédito (inclusive as taxas), mas não podia parcelar como no Brasil, e ainda me davam um bônus de 60 USD na minha conta no navio. Nada de ficar rubricando papel e enviar pelo correio! Não tive dúvida e fechei meu negócio com a Cruise N More. No passado já tinha usado o serviço da SmartCruiser sem burocracia também.

Paguei no total 966 USD (incluindo todas as taxas) para uma cabine com vista para o mar (Oceanview), já que varanda não combina com crianças, ocupada por dois adultos e uma criança em um cruzeiro de  4 noites.

O Embarque

O Porto de Miami fica em Downtown Miami. Como tinha um carro alugado na Hertz a ser devolvido em Downtown mesmo, optei por despachar as malas e deixar a família no porto,  depois entregar o veículo e pegar uma van de cortesia de volta ao porto. A Budget e a Alamo tinham um serviço de leva e traz ao porto, mas vinculado às suas lojas no Rental Car Center do aeroporto de Miami e não com as lojas em Downtown. Na volta peguei um carro da Alamo e usei esse serviço.

Quem não estiver de carro pode fazer uma reserva em um dos hotéis que incluem serviço de leva e traz do hotel para o aeroporto e do hotel para o porto. Assim você economiza uma boa grana em táxis.

Quando voltei ao porto depois de entregar o carro, já era por volta das 12 horas e uma boa fila me esperava. Fica minha dica: Não quer pegar fila? Então chegue por volta da 11:ooh no porto, mesmo que na sua reserva fale que você só poderá entrar lá às 13:00h. Normalmente, eles começam mais cedo. Pelo menos isso sempre ocorreu comigo na Royal Caribbean em Miami.

O embarque andou de certa forma rápido e lá para 12:40h estávamos dentro do navio e indo almoçar. Normalmente, as cabines são liberadas um pouco mais tarde, assim vale a pena embarcar com uma bolsa de mão com uma roupa mais esporte, roupa de banho e medicações que possa necessitar até o meio da tarde… A minha cabine foi liberada por volta das 13:30h, mas as malas só chegaram mesmo lá pelas 17h.

O Navio


O Liberty faz parte da Classe Freedom da Royal Caribbean que inclui ainda o Freedom of  the Seas e o Independence of the Seas. Navios semelhantes que comportam até cerca de 3.600 hóspedes. Eles ficaram por muitos anos no topo dos maiores dos mares até a chegada dos gigantescos Oasis e Allure of the Seas da mesma Royal que deixaram os demais para trás com larga vantagem. Pelo que li, os navios da Classe Freedom devem passar por reformas leves em breve para a instalação de equipamentos e serviços que estão fazendo sucesso nos irmãos maiores.

A vista do elevador panorâmico dá impressão de estar em um edifício e não em um barco!

Com 15 decks, sendo que as cabines começam no segundo deck, o navio é um mundo a explorar. A manutenção e a limpeza são impecáveis.

Possui 3 áreas de piscinas (uma infantil – H2O Zone, uma do agito e uma mais calma só para adultos). Aquele tempo de micro piscina em navio passou!

H2O Zone com espaço para crianças de todas as idades

A piscina do agito é essa. Nessa hora a maioria ainda dormia...

A piscina só para adultos

Um grande buffet (Windjammer) onde era servido o café da manhã informal, almoço (com uma estação asiática fixa, o Jade), lanche e jantar informal.

Existem vários buffets como esse servindo saladas, pães, carnes e doces

Uma parte do Jade que serve comida asiática (o sushi é decepcionante, mas o resto é interessante)

Muitas frutas sempre

Bebidas no buffet

Um grande restaurante disposto em 3 níveis (cada nível ganha um nome) onde eram servidos o café da manhã à francesa e o jantar mais formal.

3 restaurantes onde se paga uma taxa extra (o italiano Portofino, o Chops Steakhouse e a lanchonete Johnny Rockets).

Um pequeno calçadão cercado de lojas, bares, uma cafeteria e uma pizzaria onde eram feitas apresentações de música em um palco suspenso ou ao nível do chão mesmo.

Promenade, o calçadão

Pista de patinação (que é usada também para apresentações), muro de escalada, piscina de onda infinita para prática de surf ou bodyboard, mini golf, club infantil dividido por faixas etárias para crianças maiores de 3 anos (até os 3 anos existe uma estação de brinquedos Fisher Price, mas a presença dos pais é necessária), cassino, teatro, discotecas, spas, sala de ginástica….

Visão parcial da parede de escalada

FlowRider, a onda infinita

Mini Golfe

Fora isso, uma programação intensa para todas as idades e gostos. De aula sobre vinhos e jóias a como dobrar toalhas e guardanapos em forma de bichos… Algumas grátis e outras pagas à parte.

Como a idéia principal foi a de descansar, posso dizer que conheci todo o navio, mas não devo ter aproveitado nem 50% do que ele tinha para me oferecer.

A Cabine

Como era de se esperar, a cabine não é lá tão espaçosa (aqui você encontra uma descrição dela), mas cumpre bem a sua função sem dar a sensação de claustrofobia. Você quase não fica nela.

Possui uma janela com diâmetro de pelo menos 1 metro fixa, uma cama de casal formada pela junção de duas de solteiro (que pode se separada do restante do quarto por uma cortina), um pequeno aparador com espelho, uma poltrona e uma mesa de apoio, além de um armário dentro do qual ficava o cofre.

Camas auxiliares podem ser armadas e estão embutidas no teto da cabine.

O banheiro é realmente pequeno, mas muito bem acabado e funcional.

Vale lembrar que o ponto peso do navio ficava ao nível do quarto deck no meio do navio. Acabei escolhendo um quarto próximo desse ponto a fim de reduzir a sensação de balanço. Quanto mais alto, mais se sente o balanço em dias de mar agitado. Vale lembrar que esses navios mais novos balançam pouco em condições normais. Posso dizer que o navio partiu e eu nem notei que ele estava em movimento… Mas em dia de mar agitado, há um certo balanço sim, mas nada que venha estragar sua viagem. Se você for sensível, procure seu médico e faça uso preventivo da medicação prescrita e aproveite sua viagem.

A Experiência

Gostei muito desse cruzeiro e fiquei com a sensação de que descansei mais nele do que no resort de Punta Cana. Mas essa opinião não foi unânime no meu grupo, apesar de ninguém ter reclamado da viagem de navio.

Tudo está a um elevador de distância. Uma facilidade para quem viaja com crianças ou idosos.

Falando em crianças, sempre há algum local aberto servindo comida, já que o café da manhã, almoço e jantar no bufffet eram separados por apenas 3o minutos de intervalo. Enquanto o buffet está aberto sempre tem limonadas, água saborizada, suco de laranja (apenas no café da manhã), água ou chás disponíveis. Bebidas alcoólicas, água mineral, sucos em garrafa/lata e refrigerantes são cobrados à parte.

A comida não é maravilhosa ou memorável, mas há muita opção de pratos que com certeza vai agradar todos os gostos. Nos primeiros dias você prova de tudo, depois fica só no que mais gosta mesmo.

Não fiz uso dos restaurantes de especialidade que cobram um extra pela reserva. Assim não posso dar opinião sobre eles.

Por causa das crianças, jantei a maior parte das vezes no buffet e posso dizer que a comida não diferia muito em gosto da oferecida no salão mais formal. Inclusive, cerca de 80% das opções oferecidas no salão formal estavam disponíveis também no buffet de jantar. Se você não gosta de formalidade ou , como eu, viajou com crianças pode optar por jantar com elas no buffet ou ainda descer depois para jantar no restaurante principal. Eles têm ainda um esquema onde é possível jantar mais cedo no salão principal com as crianças primeiro e depois elas são encaminhas ao kids club para que os pais possam jantar mais sossegados.

A única ressalva é que os cruzeiros da RCCL estão sendo invadidos por uma série de atividades ou de restaurantes/bares cujo uso é pago à parte ou tem uma taxa fixa de uso.  Assim sorvetes da Ben&Jerry, hambúrgueres do Jonhy Rocket (lanchonete) e algumas aulas de ginástica, por exemplo, eram associados com custos extras pagos à parte. Uma tendência das cias aéreas que tem chegado ao mercado de cruzeiros. Isso reduz um pouco aquela sensação de all inclusive que o cruzeiro normalmente está associado. Eu não fiz uso desses serviços extras e nem por isso minha viagem ficou menos completa.

Como descansei e ainda consegui fazer minha visita corrida à Playa Del Carmen, posso dizer que fiquei com saudades do cruzeiro. Passou a ser uma das minhas primeiras opções quando estiver viajando com crianças e a intenção for descansar corpo e mente (normalmente descanso muito minha mente, mas não dou muita folga para o corpo nas minhas viagens…). Estou pronto para outro com uma duração maior!

Devido às curtas distâncias até várias ilhas no Caribe e adjacências, Miami e a vizinha Fort Lauderdale (cidade que tem me agradado cada vez mais)  têm portos que oferecem um grande número de cruzeiros  resultando em uma grande concorrência de preços entre as operadoras de cruzeiros. Uma busca de 20  a 45 dias antes do início do cruzeiro pode começar a revelar preços bem inferiores aos normalmente praticados. (só não dá para ficar escolhendo cabine). Um bom custo benefício, mesmo adicionando o preço da passagem aérea.

Para quem quer dicas do que fazer em Cozumel, dê um pulo no Viaje na Viagem e veja uma lista de posts da comunidade VnV. Eu mesmo não conheci Cozumel, fui à Playa Del Carmen.

Para mais experiências de viagens em navio, dê um pulo no Viajar e Pensar do Gustavo Belli.

O Gabriel Dias deixou a dica na caixa de comentários de uma série de informações relacionadas a cruzeiros no Falando de Viagens.

Atualização 01/02/11: Não esqueça de visitar o  Pelo Mundo da Mari Campos que tem várias dicas de Cruzeiros e ainda publicou um guia: O Pequeno Livro dos Cruzeiros!

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Category: Dicas de Viagem, Fora do tema pero no mucho

Comentários (47)

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  1. Alessandro A. disse:

    Excelente post Rodrigo!!! Estou pensando em fazer um cruzeiro pelo caribe ano que vem com o meu filho e seu relato foi de grande ajuda. Cada vez mais me convenço que é uma experiência que vale muito a pena!

    Abraços!

  2. Gabriel Dias disse:

    E quem quiser conhecer o Vision of the Seas e o Navigator of the Seas pode acessar o Falando de Viagem. Lá você encontradá também o bê-a-bá dos cruzeiros, mitos e verdades, programas de fidelidade, como escolher um roteiro de navio e várias outras dicas.
    O endereço é: http://www.falandodeviagem.com.br/viewforum.php?f=6

  3. Beto disse:

    Rodrigo bacana mesmo!!
    Proxima parada em Mia vou me plane jar para um cruzeiro

    Abssss

    Beto

  4. Grande Rodrigo, muito grato pela indicação.
    Realmente gostei mais de fazer o Cruzeiro após ter viajado por NY e Boston e batido muita perna e usado o Cruzeiro como um Spa pós andanças.
    Os Cruzeirso da Nowergian, está totalmente dentro desta tendência de anexar serviços pagos extras, achei nos da Royal muito menos extras.

    Uma abraço e muitas viagens para nós.

  5. Rodrigo Purisch disse:

    Gustavo,

    Eu avaliei uns cruzeiros da NCL no passado. Acabei ficando com uma impressão que seriam inferiores aos da Royal Caribbean e desisti. Avaliei o novo EPIC, mas nele fiquei com essa impressão que você falou. Nele você tem que pagar mais caro (ficar em determinadas cabines) para ter acesso a determinados locais mais exclusivos. Assim a experiência seria restringida pela escolha da Cabine o que não senti na Royal.

    Fiquei é com muita vontade de conhecer o Allure/Oasis (ainda caros) e o Solstice da Celebrity X, mas achei que nesse último apesar de mais sofisticado que a Royal, o espaço para as crianças é menor.

    Um abraço

  6. Mari Campos disse:

    Excelente review! Eu tô doidinha pra usar o Cruise Compete pela primeira vez – só tá faltando encontrar uma last minute offer bem tentadora 😉

  7. Ronaldo Schara disse:

    Os cruzeiros comprados em sites do exterior são muitíssimos mais baratos que adquiridos em agencias no Brasil. A maior dificuldade é que não parcelam e, dependendo da Companhia de Navegação, exigem um endereço no exterior. Tenho usado a http://www.vacationstogo.com que tem um site muito amigável e fácil para selecionar o cruzeiro.

  8. Rodrigo Purisch disse:

    Eu costumo começar minha busca por lá. Mas nunca comprei com eles. Sei que o Ernesto, O Pato econômico, já comprou.

  9. Takeshi Fujii disse:

    Rodrigo! Parabéns pelo relato! Se tivesse conversado contigo antes, optaria pelo Cruzeiro no exterior. Fiz este ano um cruzeiro Santos/Montevideo/B.Aires no navio Empress (Imperatriz) com minha família (2 adultos e 2 crianças), durante 7 dias. Ficou em torno de 4300USD, com tudo incluso (whisk, cerveja, refeições, refri, água, vinho, etc.), para uma cabine com janela, sem varanda. O jantar foi o que mais gostei! Na verdade, não pesquisei muito para comprar. Achei o preço convidativo quando comparado à um Resort bom e seria também uma primeira experiência da família. Só não recomendo os passeios em terra! Impossível conhecer cidades como Montevideo e principalmente B.Aires em 12 horas! Correria! Dica: Procurem chegar cedo. Embarcamos em Santos no dia 02.01. Haviam 6 navios atracados e chovia. Era o caos!! O porto de Santos não está preparado para tal volume…

  10. Arnaldo disse:

    Eu fiz um cruzeiro no Liberty no mes de novembro, e foi fantastico!!! o navio é otimo!
    E eu concordo que a Royal Caribbean do Brasil é pessima. Em todos os questionários que preenchi, eu resaltei que tive sérios problemas com a RC do Brasil. Toda hora uma info diferente, me obrigaram a assinar um contrato (com valores em reais, sendo que eu tinha pago em dolar), sendo que eu tinha contratado no site americano e nao no brasileiro. E outras confusões.
    Mas tirando os incompetentes que trabalham na RC do Brasil, o cruzeiro foi otimo.
    Ah, e vale a pena ser associado do programa fidelidade deles. Pelo menos eu gostei

    []´s

  11. Gabriel Dias disse:

    Vale lembrar que o programa foi reformulado para melhor recentemente. Maiores informações aqui: http://www.falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=6&t=70

  12. Kely disse:

    Rodrigo, mto bom o relato!
    Já me deu uma luz pra comecar a pesquisar um cruzeiro.
    Minha familia tem mto interesse no Flowrider, sabe se precisa pagar algo extra pra andar?
    Valeu
    Kely

  13. Gabriel Dias disse:

    É gratuito. Só precisa de paciência para esperar sua vez, pois costuma ficar cheio.

  14. Rodrigo Purisch disse:

    Kely,

    Primeiro tem que cadastrar todo mundo que tem interesse em usar o brinquedo. É tipo uma declaração de isenção de responsabilidade no caso de quedas. Cada um ganha uma pulseira indicativa que já fez o cadastro.

    De resto é só ir para a fila. Dá movimento até em dia mais frio. Tem um horário mais para os iniciantes e outro para o pessoal que pegou jeito.

    Pode optar por bodyboard (deitado) ou uma prancha menor a la surf.

    Como a maioria não tem muita experiência a rotatividade é grande. Caiu dá lugar para o outro.

    Eu não cheguei a testar.

    Como o Gabriel disse, está incluído.

  15. Rodrigo Purisch disse:

    Takeshi,

    Pelo menos no Porto de Miami a coisa parece ser mais organizada.

    Cada navio tem um terminal próprio (um prédio). Cada terminal tem uma área de embarque e desembarque coberta, uma local onde as vans de cortesia dos hotéis e locadoras devem parar e um local para os ônibus.

    Você chega, dá as malas para os carregadores e informa sua cabine. Ai você entra na fila para adentrar ao terminal. Dependendo da hora a coisa é bem rápida.

    O que pega mesmo é que tem aquela coisa de segurança de aeroporto americano. Entra um pequeno grupo de cada vez para confirmar passaporte e bilhete do navio. Ai sobe uma escada rolante para passar pelo detector de metais e raio x. Dai você vai para um salão que parece um lobby de hotel e pega a fila correspondente ao seu deck. Nunca teve mais de uma família na minha frente.

    No balcão eles conferem o cartão de crédito, os passaportes (fazem a emigração dos EUA) e te dão o cartão do seu quarto que corresponde ao cartão de abertura do seu quarto e ao mesmo tempo um cartão de débito do seu consumo extra no navio. Quando se embarca e desembarca do navio é necessário apresentar ele, nesse momento ele vira sua identidade e passaporte.

    Dai é só entrar no navio. A partir do momento que se entra no terminal, o ar condicionado ajuda muito.

    No mesmo dia que eu peguei o meu, saíram mais 4 navios também.

    Nessas paradas acho que o ideal é focar em duas coisas que se quer conhecer e aproveitar para ver se vale a pena voltar de outra forma no futuro para realmente ter uma ideia mais real do lugar.

  16. Joao Hollerbach disse:

    Fiz a travessia Lisboa-Santos no Vision of the Seas. Realmente precisa enviar a documentação por email e também pelo correio(atenção isso ocorre com as passagens aéreas da Iberia!!! estou passando por isso, com o agravante que o serviço telefônico da Iberia é somente das 9 as 18h e tem que ficar mais de 15 minutos na espera). O embarque em Lisboa(terminal de Alcântara foi terrível), mas o desembarque em Santos foi ainda pior(chovia e estava uma esculhambação, o que não combina com o glamour dos cruzeiros). Achei a comida no restaurante principal(Aquarius) muito boa, porém no Windjammer há muita influência asiática. Além disso, nem arroz sabem fazer(uma papa) e no dia que teve feijão preto mais parecia um mexido(não tinha caldo). As carnes(porco, peru, etc.) eram secas(muito passadas). Também achei fracas as atividades no deck da piscina destinadas a adultos, mas que pareciam mais adequadas as crianças. No restante gostei bastante da experiência(em maio farei um cruzeiro no Mediterrâneo no Navigator of the Seas).

  17. Gabriel Dias disse:

    Fui no Navigator ano passado. Muito bom. E muito superior ao Vision.

  18. Márcia disse:

    Takeshi,

    Realmente, tentar CONHECER uma cidade como Buenos Aires em 12 horas é de rir, ou de chorar, pois torna-se cansativo e insuficiente… Não gosto de paradas rápidas em cidades, nessas eu gosto é de me hospedar e andar muito a pé para sentir bem o clima e o povo. Paradas em praias, quando o maior objetivo é descansar, é ótimo, principalmente que eu a-d-o-r-o uma praia! Conjugado então com um navio de boa estrutura e atividades diversas fica perfeito!

  19. Takeshi Fujii disse:

    Marcia, literalmente, MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM… Estes passeios não me pegam mais, a não ser em praias, conforme comentado por você.

  20. Gustavo disse:

    Rodrigo parabéns pelo relato, ótimo!!!
    Mas também estou interessado em entender como foram sua emissão dos bilhetes aéreos pelo Smiles?
    Tem algum post já escrito que eu possa ler?
    Pois lendo as regras da emissão do Smiles não pude compreender:

    4. Os Bilhetes Smiles Round Trip de Parceiros Aéreos devem ser emitidos com até 4 (quatro) trechos, podendo ser de ida e volta ou qualquer tipo de Open Jaw¹ (Single ou Double).

    7. São permitidos até 2 (dois) Stopover² dentro da região de destino da viagem: um na ida e outro na volta, sendo que não serão permitidos em vôos puramente domésticos de qualquer país.

    8. Não é permitida a emissão de bilhetes que envolvam a mesma cidade mais de uma vez (mesmo que para aeroportos diversos) em uma mesma direção do itinerário (side trip). Um bilhete separado deverá ser emitido para o side trip.

    11. Não será permitido fazer conexão mais de 2 (duas) vezes na mesma cidade, em uma mesma viagem.

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