Malas: Se Já Eram uma Fonte de Preocupação, Estão Se Tornado Mais uma Fonte de Despesa

16 de outubro de 2009 | Por | 27 Comentários More

Essas malas! Duras de montar na ida e difíceis de fechar na volta. Será que estão dentro do peso permitido? Não tem quem não tenha viajado algum dia pensando se suas malas iriam ou não chegar junto com você, e a salvo das mão alheias, ao destino final.

Se não bastasse toda essas preocupações, as malas estão encaminhando para se tornarem mais uma fonte de custo para o consumidor.

O pagamento pelo despacho de malas antes restrito as low costs européias, atingiu posteriormente as low costs americanas, contagiou em seguida as cias tradicionais americanas e agora angaria adeptos junto as tradicionais cias européias.

A franquia de bagagem que era vista como um complemento da passagem, passou a ser encarada como um vilão pelas cias aéreas que visualizavam a possibilidade de lucrar mais vendendo espaço de transporte de carga nos porões de suas aeronaves para terceiros. Depois que começaram a cobrar pelo despacho, notaram que essa poderia ser mais uma fonte de lucro para as cias aéreas. Para se ter uma idéia, a United está vendendo um passe por 249 USD que permite o despacho de até duas malas dentro dos limites de peso e tamanho permitidos por um ano sem pagar (mais ) por isso.

Tem de tudo no mercado de aviação: cobrança por despacho de segunda mala, de primeira mala, por bagagem de mão, franquia mínima de bagagem etc. O pior é que a cada dia as regras mudam e elas também mudam na mesma cia aérea de acordo com a rota voada.

Já fiz um comparativo de franquias de bagagem no passado, mas as mudanças foram tantas e tão constantes que ele tornou-se rapidamente obsoleto apesar de todo o trabalho necessário para sua conclusão.

Brasil

Os franquias dos vôos que partem do Brasil ainda estão protegidos pelas:

Portaria 676 de 13/11/2000 nos artigos 37 e 42:  Franquias em vôos nacionais tem um limite mínimo estabelecido nessa portaria (30kg na virtual primeira classe e 20kg na executiva e econômica- aeronaves com até 20 assentos: 10kg) e como o mínimo costuma ser o máximo no Brasil, todas as cias nacionais adotaram essas esses valores em seus vôos internos. Nela também está contida os valores máximos (1% da tarifa cheia (Y) one way/kg, 2%/kg nas aeronaves até 20 assentos) que podem ser cobrados pelo excesso de peso, mas nesse caso todas optaram por esse teto da cobrança no vôos internos. Essa norma não trata das bagagens em vôos internacionais.

A Norma de serviço aéreo Internacional Nosai 11 CT011 fala do tamanho, número e peso máximo para bagagem para rotas conceito peça , mas não fala de peso mínimo de franquia… A Nosai CT012 fala de franquia para conceito peso e para a Europa seria 20kg no mínimo… Então acho que os costume está valendo mais que a lei nesse caso.

De qualquer forma, esse post vale como alerta, mais uma vez: procure conhecer a franquia associada a passagem que você está comprando. Atenção maior deve ser dada a vôos que partem do exterior e não foram incluídos em uma tarifa emitida no Brasil. Excesso de bagagem pode custar muito caro!

Category: Bagagem

Comentários (27)

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  1. Rosa disse:

    Eu sou uma viajante básica, uma mala de rodinha de 60 cm e dentro uma mochila vazia para alguma coisa que resolva trazer. Acho assustador o que as pessoas carregam de mala para uma viagem. Além de enormes, tem carrinho com três ou mais malas. Sinceramente, foge ao meu entendimento o porquê de carregar tanta coisa.

  2. Rosa disse:

    Minha mala pesa até 15 Kg e nunca me faltou nada nas minhas viagens, Brasil, América do Sul, Europa, Estados Unidos. Eu olho para aquelas pessoas na fila de embarque e fico pensando que realmente eu sou básica demais ou elas são exageradas demais.

  3. Vinícius disse:

    O item bagagem deve ser incluído no custo da passagem, assim como se houver algum excesso também. Não adianta nada uma passagem custar US$ 99,00, mas uma mala despechada custar US$ 25.

    Mesmo os trechos emitidos no Brasil para o exterior, devem ser checados. A empresa não cobra aqui pela lei, mas, cobra na volta (creio que a Pluna está fazendo isso).

    Eu sou totalmente contra a cobrança de bagagem, desde que não ultrapasse determinados limites. Quem viaja precisa de itens básicos como roupa, itens de higiene, etc. Se você está preocupado com excesso, ao até mesmo com a cobrança de bagagem, vou colocar algumas dicas:

    -> Saiba o clima do local onde você irá. É desnecessário levar roupas de frio (que já são mais pesadas por natureza) para o Nordeste, por exemplo. No caso de ir pro Sul no inverno, não tem jeito.
    -> Faça um cálculo do que você realmente vai usar. Nada de “acho” que vou precisar da minha blusa assim, assado ou da minha chapinha (desculpe mulheres, mas isso ocorre, ehehehehe). Leve o que você precisará apenas.
    -> Lembre-se a volta é sempre mais pessada que a ida, portanto, se sua mala já está perto de estourar a franquia na ida., na volta vai estourar
    -> Bagagem de mão: Já pensou em andar com uma bolsa grande pra poder levar alguns itens da sua bagagem nela? Pois é, raramente as empresas verificam (nacionais menos ainda) elas. Com isso, você pode salvar uns quilos de franquia. Uma sacola de comprar grande (como de um free shop também ajuda)
    -> Low Cost: Já ouvi alguns casos que a bagagem de mão não cabia na cabine e deve que ir pra baixo, numa low cost que cobrava. No final a mala foi na faixa.

    Por enquanto é isso!

    Abraço,

  4. Rogério Albuquerque disse:

    Atenção pais que viajam com crianças pequenas.
    Nada de despachar carrinho de nenêm como mala e contar como mais um volume.
    Vá com seu filho(a) no carrinho até a porta do avião. Lá o pessoal da cia aérea coloca uma etiqueta e despacha o carrinho pra você, sem pesar nem contar como mais um volume.
    Já fiz isso várias vezes, em várias cias. diferentes (TAM, Aeroméxico e GOL) e para os mais variados destinos, nacionais e internacionais (México, USA, França) e nunca tive problema.

  5. Ernesto disse:

    Bem,se eles cobram pelas malas, devemos ser extremamente rigorosos nos casos de atraso, e não entrega, e exigir uma indenização quando houver falhas…

  6. Marcie disse:

    Acabo de vir dos EUA (onde moro) pra Europa. O TSA abriu nossas malas e, apesar de termos os cadeados aprovados por eles (o que supostamente deveria dizer que eles têm como abrí-los) eles arrebentaram com as malas. Tchiiipo assim: tinha coisas nossas na esteira. E reclamar com quem? Com o bispo?

  7. Fernando Rosa disse:

    Falando nisso, para quem ainda não viu, o comentário do Rodrigo sobre United e a questão de cuidado com a bagagem encaixam bem com o conteúdo desse vídeo que virou hit no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=5YGc4zOqozo .

  8. Carioca disse:

    Pelo menos nos vôos partindo dos EUA para o Brasil, nós somos privilegiados em relação a maioria de viajantes de outros países pois existe um acordo Brasil/EUA que nos permite um limite de 32 KG, por mala.É uma grande vantagem pois as compras acabam “pesando”.
    Uma dica interessante para não passar dos limites, é utilizar uma balança de malas, que custa cerca de U$ 15,00, e fazer uma checagem após o fechamento das malas ainda no hotel.
    Um abraço a todos

  9. Mari Campos disse:

    Engracada coincidencia – tambem meu ultimo post no Saia pelo Mundo fala justamente de malas… mas mais especificamente do seu tamanho e peso.
    O ruim dessas cobrancas eh agora isso virou mesmo uma tendencia – acredito que em pouco tempo todas as companhias (ou a grande maioria) cobrarao (e caro) pelo despacho de qualquer bagagem e as franquias ficarao cada vez mais rigorosas.
    Como disse o Ernesto, se as companhias nos cobram (em $$$) cada vez mais por tudo, ta mais que na hora de aprendermos a ser rigorosos e cobrar tambem por suas tao frequentes falhas.

  10. Helder disse:

    Ainda bem que faz uns 3 anos que não despacho bagagem, e cada vez consigo viajar cada vez mais “leve”. Minha última viagem, para Campos do Jordão, fui com 4.5kg na bagagem de mão e não me senti privado de nada em termos do que poderia ter levado para os 5 dias que fiquei lá. Visto os itens mais pesados, guardo todo o resto na minha bolsa (de nylon reforçado, leve) e vou-me embora! 🙂

  11. Guia Natal disse:

    Em 90% das minhas viagens, levo apenas uma mochila nas costas e uma maleta de notebook (onde coloco extras como alguns livros, etc).
    O principal motivo é que procuro economizar o tempo perdido aguardando bagagem nas esteiras.

    Transportar bagagem é um custo para as empresas.
    A franquia de 20 ou 30 kg faz com que alguns passageiros abusem do direito (dividindo o ônus entre todos os passageiros); mesmo que a bagagem seja essencial, então o passageiro deve entender que alguém tem que pagar pelo seu transporte.

    Se houver redução das tarifas para aqueles que não levam bagagem (o que somente será possível com aumento da concorrência, o que aparentemente está, aos poucos, ocorrendo), acho que é justo cobrar mais de quem leva mais bagagem.

  12. Rodrigo Purisch disse:

    Marcie,

    Já tive minhas malas abertas duas vezes pelo TSA. Em uma envolveram a mala com um plástico. Olha, hoje só uso lacres coloridos nas malas. A idéia não é impedir a abertura, mas facilitar a visualização dela antes de sair da sala de desembarque. Se querem abrir, vão abrir com cadeado ou não…

    Vá viu esse vídeo que postei aqui?

  13. Felipe disse:

    Tem muita gente que não viaja só para passear … experimente fazer uma mudança para outro país e vai entender a quantidade de malas! Existem coisas que não dá para despachar pelos correios, pelo custo ou pela utilidade … 🙂

  14. Cassia disse:

    Oi pessoal..
    desculpe minha ignorancia,mas,acho que entrei em uma fria..comprei as passagens de miami pra recife,e depois procurei um bom preco pra passagens ate minha cidade pela gol e entao agora descobrir que minah franquia é so de 23 kilos,mas,estou levando duas malas de 35..eita..vi no site da gol que pago 5% da tarifa mais cara,que seria uma de 700 reias..entao quer dizer que vou pagar cerca de R$ 35 reais por cada quilos?? o que seria mais R$ 1.600,00????é isso ou sou burra e loucaaaaaaaaa..por favor me ajudem..estou quase tendo um infarto..viajo no domingo dia 1..
    um abraco

  15. Ricardo Rezende disse:

    Olá, Rodrigo.
    Comprei duas passagens pela Easyjet para o trecho Paris-Veneza, ida e volta.
    Já paguei por uma mala para ser despachada (EUR 22,00).
    Entretanto, não ficou claro no site se esse valor cobre a ida e a volta ou se é só para a ida.
    Vc sabe me dizer?
    Um abraço.

  16. Fernando Gonçalves disse:

    Ricardo, eu comprei duas passagens Veneza-Roma também pela EasyJet e paguei EUR 22 para cada passageiro despachar sua mala.
    A propósito, você vai fazer esse Paris-Veneza que dia? Comprou aquele vôo de 13:25h?

  17. Fernando Gonçalves disse:

    Opa… 22 no total, 11 para cada!

  18. Ricardo Rezende disse:

    Oi, Fernando.
    Vou fazer o vôo das 13:25h, sim, saindo de Orly.
    A volta é às 10:40h.
    Vou despachar só uma mala, então, pelo que vc escreveu, os 22 EUR incluem a ida e a volta.
    Obrigado pelas informações.
    A propósito, vc perguntou o horário por alguma razão em especial? Qualquer informação adicional é bem vinda.
    Um abraço.

  19. Antonio disse:

    Boa noite a todos,
    eu não consigo ser minimalista como alguns de vocês,
    eu prezo muito o meu conforto, se for para ter que pagar muito caro para levar bagagem, prefiro ficar em casa, ou se for bem perto, menos de 300km, viajar de carro. Eu gosto de viajar por no mínimo 21 dias, e não me vejo usando a mesma calça, camisa e sapatos, por dias e dias, ou ter que lavá-las todos os dias (eu viajo para me divertir, e não para passar meu tempo em lavanderias) e gosto de deixar meus sapatos tomarem ar pelo menos por 2 dias antes de calçá-los novamente. E não aceito ter que comprar roupas onde eu estiver a passeio e ter que jogá-las fora ou achar alguém para recebê-las como doação para evitar altos custo no transporte de bagagem. Também não aceito viajar sem poder fazer menhuma compra, pois terei que pagar preços abusivos para trazê-las. Nesses casos optarei por ficar o mais perto possível de minha casa, gastar meu dinheiro perto de minha casa, e girar a economia da minha cidade ou do meu estado e não doar dinheiro para as companhias aéreas.
    Um abraço a todos.

  20. Lu Malheiros disse:

    Rodrigo e demais,
    Comprei minha passagem GIG-GRU-JNB-BKK em um único bilhete. O trecho GIG-GRU será operado pela TAM e ela diz que NÃO honrará a franquia de bagagem internacional e que terei direito a 23 kg. Os demais trechos serão operados dela South African.
    Já comentei sobre esse problema no VnV e o Gabriel Dias achou uma informação no google que me levou à portaria 676/GC-5, de 13 de novembro de 2000, emitida pelo Comando da Aeronáutica e cujo artigo 39 estabelece: “Nas linhas domésticas em conexão com linhas internacionais, quando conjugados os bilhetes de passagem, prevalecerá o sistema e o correspondente limite de franquia de bagagem, estabelecido para as viagens internacionais.”
    Para mim, isso significa que a TAM não pode me negar a franquia internacional (no caso 2 peças de 32 kg). Por outro lado, liguei várias vezes para a empresa, inclusive para o Fale com o presidente, que insiste em que só tenho direito a 23 kg (mas não explica). Falei também com a ANAC, e a atendente recita a portaria, mas não diz se tenho razão (abri uma manifestação lá). Finalmente, a SSA informa que a TAM honrará a franquia internacional!!
    Não sou de carregar muita coisa, mas voltando de uma viagem longa – e sozinha – o que eu NÃO quero é ter que bater boca com a TAM na quarta-feira de cinzas!
    Alguém saberia me explicar se interpretei a portaria corretamente? Alguma sugestão do que devo fazer?
    Muito obrigada! Abs,

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