Minha Experiência de Emissão de Uma Passagem Prêmio no Victoria da TAP

10 de outubro de 2011 | Por | 75 Comentários More

Motivado pelas promoções 2X1 de transferência de milhas/pontos de programas de fidelidade de cartões de crédito para o programa de fidelidade aérea da Tap (depositam o dobro de milhas na conta do Victoria), acabei abrindo uma conta lá.

Como apareceu uma dessas envolvendo o meu cartão Itaucard, aproveitei e fiz a logo a transferência do meu saldo no cartão para o Victoria. Fiquei então esperando a melhor oportunidade para usá-las. Infelizmente, a oportunidade de voar para a Europa em uma das promoções de emissão com 50% das milhas que a Tap costuma fazer (tem uma no momento, mas não há garantia que continuará fazendo!) não veio em um momento propício para viajar.

Outros pontos que chamam atenção no Victoria: Em vôos TAP, ele permite emissão de passagens para crianças usando 50% das milhas usuais (não é valido nas promoções) e se você for Gold e estiver pagando sua passagem, pode emitir uma para o acompanhante com milhas usando apenas 60% das milhas usuais.

Como o meu saldo no Victoria dava quase para emitir 3 passagens para os EUA (55 mil milhas cada na econômica) e estava interessado em voar para este destino na próxima oportunidade, decidi que ira usá-las com essa finalidade. Como cada uma na realidade sairia por 50% do que pagaria por elas (já que dobrei minhas milhas na transferência), uma passagem para Nova Iorque ou Miami já seria um bom negócio. Como a Tap não voa do Brasil diretamente para os EUA, teria que usar vôos das parceiras Star Alliance do Victoria.

Mas como tenho por hábito aproveitar ao máximo as oportunidades, decidi então visitar um destino que estava na lista de desejos, o Havaí. O interessante é que a emissão de passagens prêmio para o Havaí no Victoria demanda o mesmo número de milhas que passagens para Miami ou Nova Iorque, por exemplo. Em vários outros programas, o Havaí costuma demandar um número maior de milhas do que destinos dentro do EUA continental. Vale ressaltar que normalmente as passagens para o Havaí costumam também ser bem mais caras que uma passagem para as concorridas Miami e Nova Iorque.

O programa Victoria permite a emissão de passagens com no máximo 6 segmentos, permite sair por uma cidade e voltar por outra (open jaw) e ainda aceita trecho surface (que você desloque de um ponto A para o B por conta própria e reinicie sua viagem a partir do ponto B).

Assim decidi que faria Belo Horizonte/Honolulu, Honolulu/Baltimore e Miami/Belo Horizonte. A próxima parte foi verificar a disponibilidade de assentos. A melhor ferramenta para avaliar a disponibilidade de assentos para emissão de passagem prêmio em cias Star Alliance é o site da ANA (demos essa dica aqui e existe um tutorial em inglês no Flyertalk que pode ser lido aqui). Recomendo o uso desse site!

Fiz minhas buscas e encontrei disponibilidade em vôos dentro de uma janela aonde gostaria de viajar. Assim, as datas da minha viagem foram definidas de acordo com a disponibilidade de assentos, um efeito colateral muito comum do uso de milhas. Quando acumulo milhas sei de antemão dessas frequentes limitações e não fico frustrado com elas. Assim no início de julho, emiti passagens para voar no final de setembro (São Paulo/Honolulu via São Paulo e Houston com a Continental, Honolulu/Baltimore via Los Angeles com a United e Miami/Belo Horizonte com a Tam). Lembrando que estava voando na baixa estação!

Quanto a disponibilidade de assentos senti muita dificuldade na emissão das passagens a partir de Miami para o Brasil. A disponibilidade da Tam partindo de Miami é baixíssima e muitas vezes se limitava apenas a vôos diurnos nos velhos B767 que são usados para Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Rio de Janeiro. Por sorte consegui disponibilidade para Belo Horizonte com ela e continuei monitorando diariamente para ver se aparecia alguma outra opção, mas não apareceu. Se quisesse poderia sair de Fort Lauderdale e voar via Washington com a United ou Houston com a Continental, porém eu não poderia usar essas rotas por que no meu caso só tinha um segmento para gastar no vôo Miami/Brasil.

A emissão foi feita sem muitos problemas, pois já conhecia os vôos com disponibilidade de assentos e fui guiando o atendente.

Mas fique atento:

A Tap cobra 25 Euros por emissão de cada passagem pelo call center (única forma de emitir passagens Star Alliance).

Para alterar datas, paga-se 30 Euros. Aqui você deve ficar muito atento. Ela permite apenas mudança de horário mantendo os mesmos aeroportos inclusive pontos de conexão. Assim se você encontrar um vôo melhor que faz conexão em um ponto intermediário diferente ou parte de um outro aeroporto próximo ou quiser partir de outra cidade não será possível alterar a passagem depois da emissão nessas condições.

O cancelamento das passagens e reembolso das milhas custa 60 Euros, além de se perder a taxa de emissão paga no call center.

O call center da Tap tem um 0800 que é muito bem-vindo, mas evite emitir suas passagens no final do horário de atendimento. Se por ventura você notar algum erro na passagem solicitada e tentar entrar em contato com o call center para alterá-la antes da emissão não vai conseguir. E sua passagem vai para a emissão antes do call center voltar a funcionar no dia seguinte.

Conclusão

Gostei da experiência de usar o Victoria, mas você deve conhecer bem as regras para não se decepcionar no caso de tentar emitir passagens mais complexas como essa que emiti, já que as regras são um pouco diferentes para quem estava acostuma com o Smiles na época que fazia parte da Star Alliance, como eu estava.

Fui bem atendido no call center e na maioria da vez por atendentes brasileiros que dominavam o serviço.

Vale só lembrar que a TAP deve ser privatizada no futuro e não sabemos com vai se ro futuro do programa Victoria, já que pode ter suas regras alteradas pelo novo dono ou mesmo ser absorvido por algum programa de fidelidade de uma cia aérea que vier a adquirir a Tap.

Assim, use suas milhas com sabedoria e assim que pintar uma oportunidade. Não encare como poupança de longo prazo!

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Category: Programas de Fidelidade Aérea

Comentários (75)

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  1. Eu fiz uma simulação usando esse sistema da ANA, e saiu 60k milhas para um roundtrip GRU-HAM (ele mostrou disponibilidade pela TAP).

    Mas como eu simulei 28/07 Р17/08, ṇo seria mais por ser alta temporada? Pelo menos umas 70k ṇo?

  2. Cinthia Rangel disse:

    Rodrigo,
    Não entendi o seguinte: vc conseguiu manter a franquia de bagagem comprando o trecho interno dos EUA?
    Vc foi com as passagens na United,na loja aqui do BR, e comprou o trecho interno e mostrou as que vc já havia emitido com milhas?
    Vou te dar um exemplo e quero ver se eu entendi: vamos supor que eu emita POA-Toronto, com stopover em NY. Daí, volto Toronto e paro em NY. A volta emito MIA-POA. Para emitir o trecho interno NYC-MIA, mesmo pagando, eu consigo manter a franquia de bagagem, seira isso que vc fez?
    Ab,
    Cinthia.

  3. Rodrigo Purisch disse:

    Mantive a mesma franquia no vôo Honolulu/Baltimore emitido dentro da passagem que seria um vôo interno.
    No vôo Baltimore/Miami, que comprei por fora, paguei pelo despacho de mala. Assim deixei as compras para o final.

    Na hora do check in na United do vôo Honolulu/Baltimore pela internet o próprio sistema me isentava do pagamento de despacho de bagagens nesse vôo.

    No vôo American Baltimore/Miami, eu paguei o despacho na máquina de check in do aeroporto.

  4. Rodrigo Purisch disse:

    Lema,

    Normalmente eles no eram todas as passagens até a comunicação do fim da emissão com determinada tabela ou aliança. Pode ficar tranquilo se tiver emitido. Complicado é quando a cia entra em falência…

    Como no Smiles dá para emitir com até um ano de antecedência.

  5. Gabriel Dias disse:

    Na verdade 10 meses de antecedência, pelo menos na AA e Delta.

  6. Rodrigo Purisch disse:

    O sistema da ANA serve apenas para simular disponibilidade de assentos. O que você via gastar depende da tabela do seu programa Star Alliance.

  7. Rodrigo Purisch disse:

    Eles proíbem stopover nos vôos TAP que tem uma tabela mais convidativa. No site na parte dos prêmios Star Aliance não falam nada de stopover. Fui pela regra do que não é proibido é permitido…rsrs

    http://www.tapvictoria.com/br/UtilizarMilhas/RedeStarAlliance/BilhetePremio/

  8. Silas Bordini disse:

    Amigo, você se tornou meu guru das milhas…
    Adorei seu post e estou estudando todas as oportunidades de emissão de bilhetes para os destinos que tenho em mente.
    Continue postando e prometo que, assim que achar algo surpreendente como você achou, vou compartilhar !!!
    Forte abraço e SUCESSO !!
    Silas

  9. Glauber disse:

    Tenho uns causos bons pra lhes contar da minha experiência com a tap.

    primeiramente, fiz transferência em dobro naquela do itaú e depois marcamos pela metade na que saia de natal ano passado. Nota 10.

    contei em detalhes em outro tópico aqui na época que o nosso avião foi substituído por uma lata velha da empresa white e que a viajem foi terrível. Na volta a tap extraviou uma bagagem nossa. Nota 0.

    mas a novidade é que em um momento antes da viajem descobrimos que era bem melhor pra alugar motorhome (nosso objetivo) na alemanha do que em roma (nosso destino marcado) a ponto de compensar adquirir ida e volta da itália para a alemanha.

    visando uma melhor logística e evitar a passada em roma consegui desmarcar pela tap o trecho lisboa roma lisboa numa boa e consegui isentar a taxa de remarcação inclusive sem chorar muito. Nota 10

    em seguida conseguimos uma promo para fazer itália alemanha itália e liguei de volta pra tap, conseguindo ressucitar os trechos desmarcados sem custos e sem grande dificuldade. Nota 10

    para comparar, um vôo tam no nosso retorno de natal a floripa atrasou e perdemos a conexão em são paulo. Tinha um vôo que sairia para navegantes que nos serviria, mas nem nestas circunstâncias a tam permitiu alterar o trecho. Puto, Batalhei pelos nossos direitos e fiz a tam comprar para nós pela gol o próximo vôo para floripa e nos bancar a alimentação. Nota negativa pra tam que podia ter só metade do bom senso que a tap teve.

  10. Glauber disse:

    A propósito tenho no itaú pontos pra fazer uma volta ao mundo pela tap mas acho que só compensa se conseguir transferência em dobro. Alguém tem opinião formada sobre a volta ao mundo da star?

    rodrigo, parabéns! Mais uma vez nos deu uma ótima idéia. Hawaii acaba de entrar na minha lista de destinos! Nota 1000 pro Rodrigo!

  11. Jose Carlos disse:

    Rodrigo,

    Em setembro viajei para a Califórnia pela Continental/United, emitido pela TAM 20 mil pontos por trecho, entretanto pela regra do inFidelidade, não é permitido nenhum stopover, se eu quisesse, teria que pagar o trecho interno. Procurei pelo site, e não há nenhuma informação sobre stopover, então emiti apenas os trechos internacionais pela TAM e comprei os internos pela UNITED, pelo site do Brasil e paguei em Reais. Estou dizendo isso, pois quando fiz o check-in pela internet nos trechos internos, eu tive o direito de despachar 2 malas, de até 32Kg, sem pagar nenhum centavo. Achei super-estranho, pois tinha viajado em julho pela Europa e nos trechos internos, mesmo tendo emitido o bilhete no site da companhia pelo Brasil, tanto a Aegean como a Britisch, só permitiram o despacho de 20kg e 23 kg, respectivamente, rotina nos voos na Europa (com exceção das low-cost. E quando você falou que emitiu pela American Airlines, pelo site do Brasil, já que vc pode dividir no cartão, fiquei com dúvido se é uma politica da United, manter a bagagem de passageiro brasileiro com viagem aos EUA, mesmo que compre os trechos separados, ou se foi pura sorte???? (coisa que dúvido, pois foram em 2 vôos (las vegas-san francisco e san-franscico-san diego), e já ouvi relato de pessoas que voaram pela DELTA e também tiveram isenção de bagagem, sem precisar falar nada, mesmo tendo comprado trechos separados….). Alguém teve experiência parecida pela United???

  12. Angela disse:

    Ola, segui a sua dica e me cadastrei no ANA. Agora quero dicas de como emitir uma perna SP-Milao ou SP-Veneza com milhas que tenho da African Air, da Star Aliance. Sera que consigo aproveitar os 50% da TAP? Preciso dessa informacao urgente!!! Obrigada desde ja!

  13. glauber disse:

    Angela, para emitir pelo programa da TAP, tem que ter pontos na conta da TAP.

    O que você pode fazer é ver pelo programa da ANA todos os trechos disponiveis pelas empresas Star Aliance, e então emitir qualquer um desses trechos via programa de fidelidade da African, conforme tabela e promoções vigentes na African, independente de qual empresa vai voar.

  14. Fernando Lima Gama Junior disse:

    20.000 por trecho está bom demais!!!!

  15. José Oliveira disse:

    Cada cia cobra uma quantidade diferente para emitir o RTW. Prefiro a Star Alliance a outras pela extensão da rede e, principalmente, pela qualidade das cias.

  16. Ricardo Oliveira disse:

    Alguém conseguiu fazer a consulta de disponibilidade pelo site da ANA ultimamente? Não sei se fiz algo errado ou se bloquearam o “serviço” mas o botão de consulta da Star Aliance está inoperante quando tento. Segui todos os passo do tutorial e não estou conseguindo. Alguém pode me dar uma luz? Desde já o meu muito obrigado!!!!!

  17. Arnaldo disse:

    alguém poderia me tirar uma dúvida? tenho pontos no TAP Victoria e quero utilizá-las para voar TAM no trecho SP-Orlando, eu conseguiria pois ambas fazem parte da Star Alliance?

    Obrigado

  18. Rodrigo Purisch disse:

    Sim, na teoria você pode.

    Digo na teoria, porque em pesquisas que realizei durante todo o mês de julho, agosto e início de setembro, a Tam não disponibilizou quase nenhum assento nessa rota para voar em setembro/2011. Só consegui vaga em vôos Tam operados com velhinhos B767 para Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro.

    Se quiser tentar, faça com muito mais antecedência o que eu fiz a minha emissão (o Victoria permite emissão com quase 1 ano de antecedência).

    Lembrando que você vai usar a tabela de milhas do Victoria e não a da Tam.

  19. Lenzi disse:

    Pelo que eu andei vendo, conseguir emitir um voo da TAM com pontos de parceiros Star Alliance é mais difícil que dar um salto duplo carpado.
    Quase nunca há disponibilidade, inclusive num voo simples como SDU-CGH, o que se dirá de um internacional. É muito mais fácil você conseguir seu objetivo trocando por uma viagem na UNITED, talvez um GRU-IAD-MCO.

  20. Glauber disse:

    Rodrigo, queria entender melhor as limitações do surface…

    Por exemplo, estou precisando pegar um vôo de ny a chicago onde pegarei um carro para ir até los angeles e depois retorno voando para ny. Isso caracteriza uma RT. Porém, se o 2o vôo for para um destino nos arredores ou menos distante de ny, seria possível enquadrar como um one way com surface? O trecho feito de carro contaria como 1 dos 3 segmentos?

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