TAM: Cobra 50 USD por Assentos com um Pouco Mais de Conforto. GOL Ansiosa Para Fazer o Mesmo e Ainda Mais

10 de maio de 2010 | Por | 35 Comentários More

A Tam, que já tinha ventilado por várias vezes na mídia que iria fazê-lo (eles querem aumentar a rendas extras), iniciou a cobrança, na forma de teste, de 50 USD para quem quiser viajar nos assentos localizados próximo a saída de emergência ou na primeira fileira nos vôos para os EUA. Eu ainda acho que esse tipo de assento poderia ser disponibilizado aos seus clientes mais fiéis… O problema vai ser se alguns pagarem e outros não pagarem e usarem esses assentos porque eles estavam vazios…

E não se engane, a coisa não vai parar aí.

A Gol está demonstrando um enorme interesse em começar a cobrar um extra por vários serviços, mas ela ainda tem dois probleminhas pela frente: o Código Brasileiro de Aeronáutica e o Código de Defesa do Consumidor.

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Category: Cias Aéreas

Comentários (35)

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  1. Ernesto disse:

    A alegação da GOL é querer beneficiar o consumidor com tarifas mais baixas. Para que isto ocoresse de verdade, precisariamos abrir a concorrÊncia sem restrições as empresas estrangeiras. O valor médio cobrado pela Gol é caro, e o serviço, tanto no espaço quanto no oferecido é abaixo de qualquer critica.

  2. Marcelo disse:

    Nos Estados Unidos esse tipo de cobrança já virou regra. As companhias aéreas faturam bilhões com essas tarifas extras. Acho que é uma questão de tempo chegar no Brasil.
    A maioria das pessoas gosta de viajar na saída de emergência por ter mais espaço para as pernas, principalmente em voos longos. Logo, acho razoável que as empresas cobrem mais por mais conforto ou então reservem os melhores assentos para os clientes mais frequentes. O que também poderia ser feito pela nossa Tam, conforme já sugerido pelo Rodrigo.

    O problema, contudo, é o “exagero” de ganhar mais a todo custo. Vou dar um exemplo pessoal. Minha esposa viajou na United (EUA – Brasil) com nossa filha quando ela era apenas um bebê. Pedimos para ficar na primeira fila e a resposta foi que só pagando o extra da primeira fila. Ou seja, nem se você estiver acompanhado de um bebê de colo a companhia permitia reservar na primeira fila sem pagar. Acho isso um exagero, até porque em voos internacionais o bebê paga, e no nosso caso pagou mais do que a companhia pedia pelo assento na primeira fila. Exemplos parecidos poderiam ser pensados no caso de pessoas portadoras de necessidades especiais (deficientes físicos). Algumas vezes acomodar essas pessoas na primeira fileira passa a ser um imperativo para um tratamento digno e não uma questão de conforto.

    É um pouco como história de querer cobrar pelas refeições nos voos internacionais que a United já tentou implementar e foi rechaçado pelos clientes da empresa. Há um limite para tudo, inclusive para a cobrança indiscriminada de extras.

  3. Emilio disse:

    Foi-se o tempo que a Gol lá nos primórdios 2001 era uma empresa disposta a cobrar um valor mais em conta para viagens dentro do Brasil.
    Hoje Gol e Tam são empresas que fingem serem concorrentes. Mas que no fundo cobram tarifas muito próximas deixando vários clientes sem muita opção. Claro que existem outras como a Azul, Webjet, Trip e Avianca que buscam o seu lugar no mercado. E eu, como cliente torço para que tenham êxito.

  4. Leticia disse:

    Externo minha experiência com o uso dos aludidos Assentos Confortos da TAM, conforme já comentei em outro post neste site.
    Em abril, em viagem a Miami, solicitamos tais assentos, que normalmente obtínhamos por cortesia por sermos Fidelidade Vermelho. Fizemos o check-in em BH com conexao em SP e fomos orientados a efetuar o pagamento em SP, não sendo possível reservar o assento. La chegando, fomos informados de que deveriamos desembarcar, sem nenhuma garantia de disponibilidade, comprá-los na loja da Tam de Guarulhose e reembarcar pagando novamente as taxas aeroportuarias do aeroporto. Com muito custo conseguimos efetuar o pagamento dentro da area de embarque. Na aeronave, poucos assentos de emergencia e primeira fila estavam ocupados (acho que fomos um dos poucos que compraram tais assentos) e o pior é que, apesar do cuidado com a ocupação no início do vôo, as aeromocas foram coniventes com outros passageiros que, sem pagar a taxa, durante o voo mudaram-se para tais assentos.
    Na volta, no check-in em Miami conseguimos facilmente comprar os assentos confortos.
    As poltronas do meio da primeira fileira não foram vendidas e as aeromoças as usaram para uma família que estava em assentos separados.
    Outro passageiro do vôo, que havia pago os 50 dólares pelo assento conforto ficou indignado, mas a tripulação permitiu a ocupação sem cobrança adicional.
    A situação realmente é delicada e tende a se repetir sempre que vagos os assentos e presentes no vôo pessoas cuja especial situação indique a necessidade de utilização dos mesmos.
    O que agrava a situacao e que nao se trata de optar por viajar mais confortavel e sim, evitar o desconforto do insuficiente espaco disponivel nas poltronas tradicionais.
    Infelizmente a Tam perdeu um instrumento de valorizacao do cliente Fidelidade Vermelho, sem agregar nenhuma vantagem e criando imenso desgaste para os clientes em conexao internacional.

  5. Marcelo disse:

    Emílio,
    Concordo com você. Bons tempos em que tínhamos a Gol e Tam “fungando no cangote” da Varig, Transbrasil e Vasp. Não é a toa que as três quebraram depois do surgimento da Gol e Tam. Hoje, contudo, a situação é bem diferente e quase não há concorrência. Nos Estados Unidos tem-se 6 grandes companhias aéreas (Delta, American, Southwest, United, Continental, USAirways). Todas tem uma participação de mercado entre 10-20%. Praticamente todas operam nas 90 maiores cidades americanas. Além disso, há MUITAS companhias menores. Enfim, há concorrência.

    No Brasil, TAM e Gol detém cada uma mais de 40% do mercado e muitos aeroportos são operados por apenas uma delas. Situação que permite que elas operem informalmente como um cartel. Nas cidades grandes, onde ainda há voos de companhias menores (Azul, Webjet etc) a situação não é tão ruim, mas nas cidades menores….

    Torço para que Anac force uma redistribuição das rotas em favor das empresas menores. No passado, a Tam cresceu e se fortaleceu oferecendo um serviço melhor que as companhias tradicionais pelo mesmo preço. A Gol cresceu oferecendo um serviço mais simples por um preço infinitamente menor, similar ao preço do ônibus. Contudo, com o fim das 3 companhias que citei, chegamos a uma situação em que a Tam já não oferece um serviço bom, mas cobra caro, e a Gol continua com o serviço simples, mas com um preço mais alto. É o pior dos mundos.

  6. Marcelo disse:

    Leticia,
    Eu não vejo nenhum problema da companhia permitir que passageiros que não compraram um assento na saída de emergência ou na primeira fila o ocupem. Acho que isso é uma decisão que só diz respeito a companhia. Quem compra tem a vantagem de er certeza que vai ocupar os assentos. Quem não compra corre o risco de ficar num assento desconfortável.

    Acho, porém, que a companhia não deveria permitir que os assentos fossem ocupados pelos mais “espertos”. Aquele passageiro que vai lá e ocupa primeiro. Caso os assentos estejam vazios a companhia poderia oferecer aos passageiros do voo que estivessem dispostos a pagar. A Tap, ao que me parece, faz algo parecido e permite que os passageiros comprem um upgrade dentro do voo, pagando com cartão de crédito.

    Não havendo quem queira pagar, os assentos poderiam ser distribuídos segundo critérios de necessidade (como o caso da família viajando em assentos separados) e distribuídos aos clientes Fidelidade vermelho, no caso da Tam. Enfim, deixar os assentos simplesmente vazios não me parece a melhor política.

    Contudo, antes de todos esses critérios, acho que por bom senso, há casos em que as pessoas deveriam ter prioridade mesmo que não estivessem pagando. O exemplo mais simples é quando alguém está viajando com um bebê e requisita o berço com antecedência. Simplesmente, não é possível colocar o berço em nenhum outro lugar que não seja na primeira fileira.

  7. Mariana disse:

    Fui para Orlando em abril com a TAM. Os assentos da saída de emergência já estavam bloqueados e foram vazios até o destino final. Obviamente alguns passageiros tentaram sentar, e os comissários chegaram a ser rudes com os mesmos. Lamentável. Concordo com você: já que a TAM se recusa a oferecer upgrades para os clientes fidelidade vermelho, poderia pelo menos oferecer este agrado.

  8. Leticia disse:

    Exatamente. Como disse, a situação é delicada. No exemplo que citei, foi extremamente constrangedor para a família ficar escutando as reclamações do passageiro pagante, que praguejou durante boa parte da viagem!

  9. Alessandro A. disse:

    Acabei de voltar de Miami pela TAM e também vivenciei uma situação constrangedora por causa desses assentos de emergência. Alguns assentos estavam vazios e um senhor aproveitou para se sentar lá durante o voo, sendo que ele nem sabia que os mesmos custavam mais caro. O comissário solicitou que o mesmo voltasse para o seu assento, explicando que aquele assento tinha uma cobrança diferenciada e aí começou a discussão que acordou diversos passageiros, inclusive eu. O passageiro foi grosso, mas é realmente desagradável essas discussões desnecessárias, que acabam por irritar todos os passageiros. Eles deveriam pelo menos deixar mais claro que esses assentos são reservados com algum tipo comunicação visual, evitando esse tipo de aborrecimento.

  10. Marcelo disse:

    Este ano eu presenciei uma situação interessante na American Airlines. Quando todos os passageiros já estavam embarcados e o avião estava para sair, uma comissária começou a verificar se todos estavam com cinto de segurança afivelado. Nisso, ela parou juntos aos assentos da saída de emergência e falou alguma coisa. Um dos passageiros não entendeu o que ela falou. Ela então repetiu. Ele não entendeu de novo. Ela então falou pausadamente que os passageiros na saída de emergência precisavam entender ordens/instruções em inglês e perguntou se ele estava entendendo o que ela dizia. Era nítido que ele não estava entendendo nada que ela falava. Ela então pediu que alguém fosse voluntário a sentar na saída de emergência e colocou o passageiro no lugar do voluntário. Será que a Tam planeja fazer esse tipo de checagem ou vai ficar só na cobrança do 50 dólares?

  11. Clara disse:

    A Air France também tem alguns assentos 50 dólares(ou euros, não lembro exatamente) mais caros, cujo upgrade podem ser resolvidos apenas 24 horas antes da viagem, se não me engano.

  12. Ernesto disse:

    Eu acho que para a questão de segurnaça eles não estão se importando muito, não, visto que não há nada neste sentido…$$ó impota o $$$. E, que venha a concorrencia.

    Eu só viajo TAM a trabalho, quando não posso escolher; ou pelas milhas no cartão de crédio. Pagando é a minha ultima escolha.

  13. Gustavo disse:

    paguei u$50 na minha volta de miami em 30 de abril. Foi a melhor viagem que fiz. Como tenho 1,93 de altura, fez grande diferenca. Nunca conseguia pegar esses assentos pois sempre estavam reservados. As comissarias nao deixaram ninguem sentar nos assento vazios.

  14. anna carolina disse:

    Viajei com o meu namorado que é grandão e nos foi oferecido essa poltrona especial, a “poltrona conforto” ele adorou e eu tambem, havia algumas vazias e as comissarias ofereceram a algumas pessoas mais velhas.
    Essas poltronas são lacradas por uma almofadinha vermelha e as comissarias pedem o boarding pass pra quem senta nelas.

    Ah e eu Acabei de comprar passagem na Azul e havia lá a opção: “ESPAÇO AZUL por 20 reais ocupe o lugar com alguns centimetros a mais para as pernas…” Copiaram a TAM, né? Acho que isso vai longe.

  15. daniel disse:

    Na verdade a companhiam no caso a Tam, que deveria me pagar para sentar a saída de emergência! Porque caso aconteça algo, quem tem a responsabilidade de abrir a porta sou eu!!! Antigamente, eles perguntavam se a pessoa tinha algum problema de saúde e se sentia hábil a abrir a porta em situação de emergência para sentar nesta cadeiras, hoje basta apenas pagar….. lamentável…..

  16. Rodrigo Purisch disse:

    Anna,
    A Tam copiou a Azul que copiou outras cias..
    No caso da Azul a maioria dessas poltronas tem cor diferente e o espaço é realmente maior que os das demais cadeiras. Além disso, as cadeiras na Azul não se restringem a primeira fileira ou saída de emergência.

    United tem a economy plus, cadeiras normais com mais espaço e não restritas a primeira fileira…

  17. Ernesto disse:

    Na Azul, além do espaço normal ser decente, o que não ocorre na TAM, se o espaço azul está vazio, dá para sentar nele normalmente.

    Só para lembrar, as tromboses venososas, uma doença potencialmente letal está aumentando, e muito, em face da redução do tamanho dos assentos, e do ar cada vez pior que respiramos nos aviões.

  18. Gilberto disse:

    A insatisfação da maioria das pessoas aqui relatada é unanime. A maioria das cias. aéreas tem essas poltronas atualmente. KLM, Lufthansa, United, TAM e tantas outras… nada contra a cobrança, mas acho que a forma como eles abordam os passageiros desavidos e que as vezes sentam em tais poltronas é que é um absurdo só! Um verdadeiro fiasco! Um desatino não oferecer tais poltronas aos clientes frequentes como Fidelidade Vermelho. Vemos atualmente um descaso total com a clientela da maioria dos programas de fidelidade. Tudo parece impossível hoje em dia. Só conseguimos upgrade de classe se compramos uma tarifa cheia. Não conseguimos upgrade nem mesmo dentro da própria classe. Tipo econômica promocional para econômica em assento preferencial com status diferenciado em seu próprio programa de milhagem. Tentamos ser fiéis na hora da compra para termos alguns benefícios na hora de voltar a viajar. Mas no final isso não acontece. A cada dia que passa acredito mais que nada disso importa temos é que ver quem vende mais barato e pronto. Na hora H as cias aéreas querem ter apenas o lucro e vender tudo a um preço maior!

  19. Giovanna disse:

    Retornei de NY no início de março e, ao indagar sobre a possibilidade de sentar-me em saída de emergência, fui informada sobre essa cobrança extra. Perguntei para a atendente da TAM desde quando eles estavam cobrando, pois tinha vindo do Brasil há apenas alguns dias e foi marcada a saída de emergência, sem qualquer problema. Rudemente, ela me explicou que fazia mais que um mês que a taxa estava sendo cobrada.
    Perguntei, então, se era possível reservar antes o assento de emergência (mediante pagamento, claro) e foi-me dito que era por ordem de chegada. Assim, se uma pessoa de 1.50 m chegar antes e resolver pagar pelo assento, a TAM não fará qualquer restrição.
    Eu (1.80 m) e meu marido (1.98) somos fidelidade vermelho e optamos sempre em viajar pela TAM pois sabíamos que o pessoal de terra é piedoso com as pessoas altas. Sempre que chegávamos com um pouco de antecedência nos aeroportos, conseguíamos viajar em saída de emergência. Agora, se eles não fizerem uma triagem prévia, os altos, gordos, deficientes, etc. sofrerão demais!

  20. Marcelo disse:

    Gilberto,
    Você tem razão, quase todas as companhias que não são de baixo custo tem dois tipos de classe econômica. A minha interpretação para isso é a seguinte.
    Antigamente, havia as 3 classes tradicionais: primeira classe, executiva e econômica. Com o surgimento das empresas de baixo custo e baixa qualidade de serviço, as empresas tradicionais foram obrigadas a baixar a qualidade da classe econômica para competir em preço com as companhias de baixo custo. Para baixar o preço a receita é a conhecida: menor espaço entre as poltronas, fim das refeições e lanchinhos, bem como das bebidas alcóolicas. Por fim vieram as cobranças de bagagem, assento etc. Tem companhia agora querendo cobrar para usar o banheiro. É o fim da picada.

    O problema com essa política de baixo preço-serviço é que nem todos os passageiros de classe econômica estão dispostos a viajar no estilo “baixo custo, baixa qualidade de serviço”. Algumas pessoas não se importam em pagar um pouco mais, desde que tenham uma qualidade de serviço parecida com a antiga classe econômica. As companhias tradicionais perceberam isso e estão recriando a antiga classe econômica.

    Em resumo, a tendência é que tenhamos no futuro 4 classes nos aviões: primeira, executiva, antiga econômica e a super-econômica que vai competir com as empresas de baixo custo. Dessa forma, a classe econômica vai ser “dividida” em duas. Uma mais confortável e outra para aquelas pessoas que só estão interessadas em pagar pouco.

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